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TRÊS LAGOAS

Secretária é presa por suspeita de chefiar quadrilha do tráfico

Mandado de prisão foi cumprido hoje pelo Gaeco, em Três Lagoas

6 MAR 19 - 19h:01GLAUCEA VACCARI

Secretária municipal de Esportes e Juventude de Três Lagoas,  Marisa Rocha (PSD) foi presa na tarde de hoje por suspeita de chefiar organização criminosa voltada para o tráfico de drogas. Mandado de prisão preventiva foi cumprido na tarde de hoje pelo Grupo de Atuação Especial do Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o Ministério Público Estadual (MPMS), a prisão é decorrente de denúncia, a partir das investigações realização na Operação Themis, deflagrada no dia 19 de janeiro e que se encontra em fase de conclusão. 

A secretária, que está licenciada do cargo de vereadora, foi denunciada por chefiar quadrilha do tráfico e a representação pela prisão preventiva foi deferida pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas. 

Assessoria de imprensa da prefeitura do município disse ao Correio do Estado que uma reunião está sendo realizada para definir o que será feito em relação ao cargo que Marisa ocupa na administração municipal.

Em 2013, policiais militares apreenderam cerca de 200 quilos de maconha que estavam escondidos em um rancho de propriedade da secretária. De acordo com o site Perfil News, duas pessoas foram presas e encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante a operação realizada neste ano, o nome da vereadores licenciada voltou a aparecer em denúncias, que resultaram na prisão.

OPERAÇÃO THEMIS

No dia 14 de janeiro, três mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos em Três Lagoas, Ponta Porã e Campo Grande.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPMS), as investigações tiveram início a partir de pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Três Lagoas e tinha como objetivo aprofundar os esclarecimentos acerca do cometimento do crime de coação do curso do processo, envolvendo atuação funcional de integrante do Ministério Público em processos judiciais. Durante as diligências se constatou o envolvimento dos envolvidos não só com o crime originário, como também com o tráfico de drogas.

A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Corregedoria da PM e Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

O nome da operação refere-se à Deusa da Justiça e foi adotado em referência ao respeito que se deve dar a todas as decisões judiciais, ainda que não se concorde com elas.

* Colaborou Yarima Mecchi.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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