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OPERAÇÃO THEMIS

Sargento é preso em flagrante com maconha dentro de Batalhão da PM

Ação do MPE apura envolvimento de servidores da Sejusp em vários crimes

14 JAN 19 - 16h:01GLAUCEA VACCARI

Sargento do 2º Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas foi preso em flagrante durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime, em ação da Operação Themis, que apura envolvimento de servidores da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) na prática dos crimes de organização criminosa, coação no curso do processo, violação de sigilo, associação para o tráfico e tráfico de drogas.

Nomes dos alvos da operação são mantidos em sigilo, mas a Sejusp confirmou a prisão do policial. Conforme a Secretaria, o militar não era alvo de mandado de prisão, mas durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão no próprio batalhão, foram encontrados porções de maconha dentro do armário do sargento.

Outro alvo da operação, Jefferson Nogueira Gomes, 34 anos, também foi preso em flagrante no município. Na residência dele foram encontradas munições no bolso de um paletó, que estava dentro de uma bolsa de viagem, no quarto. O rapaz foi autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Contra ele também não havia mandado de prisão.

Conforme o Gaeco, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, nos municípios de Três Lagoas, Campo Grande e Ponta Porã. Também foram apreendidas drogas e munição.

Foram alvos de busca celas dos presídios de Ponta Porã e Campo Grande, a casa e o local de trabalho de todos os envolvidos e o Batalhão de Polícia Militar de Três Lagoas.

OPERAÇÃO THEMIS

Conforme o Ministério Público Estadual (MPMS), as investigações tiveram início a partir de pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Três Lagoas e tinha como objetivo aprofundar os esclarecimentos acerca do cometimento do crime de coação do curso do processo, envolvendo atuação funcional de integrante do Ministério Público em processos judiciais. Durante as diligências se constatou o envolvimento dos envolvidos não só com o crime originário, como também com o tráfico de drogas.

A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Corregedoria da PM e Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

O nome da operação refere-se à Deusa da Justiça e foi adotado em referência ao respeito que se deve dar a todas as decisões judiciais, ainda que não se concorde com elas.

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