Cidades

PRESSÃO POR DINHEIRO

Santa Casa usa sindicatos
para pedir aumento de repasses

Hospital também quer parcelar em três vezes restante não pago do 13º salário dos funcionários

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A Santa Casa planeja pedir um aumento nos valores dos repasse que recebe da União, do governo do Estado e da prefeitura. Para tanto, a diretoria do hospital quer a ajuda dos sindicatos que representam os funcionários. O objetivo é pressionar os governos por meio das categorias e conseguir o aumento.

O Correio do Estado apurou que representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), dos Técnicos e Tecnólogos em Radiologia (Sinterms), dos Farmacêuticos (Sinfarms), o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sintsaúde) e o dos Médicos (Sinmed) estiveram reunidos com os diretores técnico, financeiro e administrativo do hospital na última semana.

Na reunião, a diretoria propôs que seja feita uma solicitação formal para aumento dos repasses, “com a presença de todos os sindicatos, através de uma audiência a ser agendada com gestores públicos”, cita ata da reunião, a qual a reportagem teve acesso.

No encontro, os diretores do hospital propuseram ainda que o pagamento dos 40% restantes do décimo terceiro dos funcionários, atrasado desde o ano passado, seja feito em três parcelas iguais, nos meses de janeiro, fevereiro 
e março de 2019. A justificativa da diretoria é de que o hospital tem um deficit mensal no repasse que deveria ser feito pelo Ministério da Saúde. 

DESCULPA

Apesar de contar com setores exclusivos para atendimento de pacientes do sistema privado e planos de saúde, sempre que atrasa salários – situação que vem acontecendo desde outubro de 2018 –, 
a Santa Casa coloca a culpa do problema noa demora dos repasses de entes governamentais.

Em dezembro do ano passado, o procurador do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Paulo Douglas 
Almeida de Morais, precisou interferir na situação, ajuizando pedido para bloquear R$ 2.692.942,87 do hospital. O objetivo foi assegurar o pagamento dos médicos que, por estarem sem receber seus salários, prometiam paralisação.

Na ação, o procurador frisou que a relação de trabalho é entre os médicos e o hospital, e não entre prefeitura, governo do Estado e União.

“Embora não desconheça  a competência da Santa Casa para com os repasses financeiros governamentais, essas circunstâncias já sabidas por todos, inclusive pela administração do hospital, devem ser objeto de medidas administrativas que evitem o descumprimento das obrigações trabalhistas, notadamente do pagamento de salários, uma vez que desse inadimplemento pode decorrer a paralisação dos serviços e, aí sim, prejuízos concretos não só para os trabalhadores, mas também para toda a sociedade”, observou Paulo Douglas.

OBSCURO

Além de não manter os pagamentos dos funcionários em dia, a Santa Casa esconde a prestação contas, como mostrou reportagem do Correio do Estado do dia  5 de janeiro.

Em busca no site do hospital, o último demonstrativo contábil encontrado pela reportagem do jornal, em que consta a prestação de contas, é de 7 de maio de 2017. Já o relatório de fluxo de caixa mais recente é de julho de 2018.

Na página em que deveriam constar os documentos, o hospital, inclusive, reconhece a lei que exige a divulgação das informações, afirmando que a cumpre e “vai além, mais que divulgar o preceituado no Decreto, publicará informações pertinentes à transparência que não estejam exigidas pela legislação”. Porém, não é o que se confirma no material disponibilizado.

Na sexta-feira (4), o Correio do Estado questionou o hospital, por meio de assessoria de imprensa, sobre os motivos para descumprir a lei da transparência, mas não houve nenhum retorno.

Contrata+Brasil

Órgãos públicos de MS contrataram R$ 1,4 milhão em serviços prestados por MEIs

241 contratos foram firmados no Estado por meio de plataforma criada pelo Governo Federal

30/08/2026 18h00

Parque dos Poderes, onde há vários órgãos públicos de MS

Parque dos Poderes, onde há vários órgãos públicos de MS GERSON OLIVEIRA/Arquivo

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Órgãos públicos de Mato Grosso do Sul firmaram R$ 1,4 milhão em contratos com microempreendedores individuais (MEIs), por meio do Contrata+Brasil.

Ao todo, 241 contratos foram firmados no Estado, sendo 240 de serviços de pequenos reparos e um de ação institucional.

No Estado, estão cadastrados na plataforma 55 órgãos públicos, 379 microempreendedores e 224 agricultores familiares.

No Brasil, são 2,1 mil órgãos, 16 mil MEIs e 10 mil produtores da agricultura familiar. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 51,6% dos MEIs têm interesse em fazer parceria com o governo, mas apenas 13,6% já realizaram transações com a gestão pública.

Contrata+Brasil

O Contrata+Brasil é uma plataforma do Governo Federal que faz uma ponte entre órgãos públicos e fornecedores. A plataforma foi lançada em 2025, há um ano e meio.

Os fornecedores podem ser MEIs, agricultores familiares e cooperativas. Dessa forma, a ferramenta facilita o acesso de MEIs às compras públicas.

Os ministérios da Defesa, Saúde, Educação e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) já realizam contratações pela plataforma.

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Correios, Petrobras e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já aderem a plataforma.

O objetivo é simplificar e desburocratizar contratações, além de dar oportunidade aos pequenos negócios. A plataforma é gratuita, sem cobrança de taxas ou comissões.

Ao todo, 272 serviços estão disponíveis para contratação. As atividades que podem ser prestadas ao governo são:

  • serviços de azulejista
  • artesão em gesso e em mármore
  • calheiro
  • marceneiro
  • serralheiro
  • alfaiate
  • barbeiro independente
  • bombeiro hidráulico
  • fotógrafo
  • guia de turismo
  • cabeleireiro
  • cuidador de idosos
  • digitador
  • instrutor de idiomas
  • instrutor de música

O valor máximo de cada contratação de serviços pela plataforma é de R$ 13.098,41.

Crime

Homem é condenado a mais de 4 anos por matar cinco filhotes em Campo Grande

Animais foram jogados em uma fossa no Aero Rancho após desentendimento familiar

30/08/2026 17h30

REPRODUÇÃO/TJMS

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Um homem foi condenado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão pela morte de cinco filhotes de cachorro em Campo Grande. Os animais foram jogados em uma fossa no fundo de uma residência no bairro Aero Rancho, em fevereiro de 2024, e não puderam ser resgatados.

A sentença foi proferida pela 8ª Vara Criminal de Campo Grande após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Além da pena de prisão, o réu deverá pagar 150 dias-multa e ficará proibido de manter a guarda de animais domésticos pelo mesmo período da pena.

Conforme a denúncia, o caso aconteceu depois de um desentendimento familiar. O homem teria lançado os cinco filhotes na fossa localizada nos fundos da casa da própria mãe.

Os animais ficaram presos no local e morreram sem possibilidade de receber socorro. Durante o processo, foram apresentados depoimentos de testemunhas, laudo pericial e outros elementos reunidos durante a investigação.

Na sentença, o juiz considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa. A decisão também reconheceu o agravamento da pena previsto na legislação ambiental quando os maus-tratos resultam na morte dos animais.

O magistrado destacou a crueldade da conduta, considerando que, depois de serem colocados na fossa, os filhotes ficaram impossibilitados de receber qualquer tipo de atendimento.

 

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