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REUNIDOS NA ASSEMBLEIA

Representantes de servidores cobram participação em reunião sobre reajuste

Governo chamou comissão de deputados para debater questão e deixou servidores de fora

16 MAI 19 - 10h:32BRUNA AQUINO E IZABELA JORNADA

Líderes sindicais de diversas categorias do funcionalismo público estadual se reuniram, na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para cobrar explicações sobre as negociações de reajuste salarial. Conforme divulgado pelo Correio do Estado, governo chamou comissão de deputados para reunião, onde será informado sobre a questão do reajuste e os líderes dos servidores cobram que os representantes da categoria também estejam presentes neste encontro, marcado para a tarde de hoje.

Deputados devem se reunir com secretários responsáveis pelo reajuste às 14h, na Secretaria de Governo e Relações Institucionais (Segov) para tratar do assunto. Não há informações se o governador Reinaldo Azambuja vai participar da reunião. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado (Sinsap), André Luiz Garcia Santiago, a categoria estava esperando o governo chamar para esclarecer e apresentar contrapropostas, mas o Executivo Estadual tem revelado informações antecipadamente antes de informar os próprios servidores sobre o não reajuste. “Estamos sabendo das coisas pela mídia. Jornais dizendo que o reajuste será zero. Queremos que o governo se manifeste” disse Santiago.

A defesa dos sindicatos alega que, primeiramente, o governo tem que se decidir se vai ou não dar o reajuste e incorporar o abono de R$ 200. Lembrando que ano passado e benefício chegou a ser extinto e integrado a partir de maio deste ano, desde que não ultrapasse o limite prudencial. O problema, segundo Santiago é que o governo “agora” afirma que não pode integrar o abono e nem dar reajuste porque esta com limite prudencial ultrapassado.

“Anteriormente governo estava comemorando crescimento de 2,7% e agora ele diz que tem queda? E como ele justifica a contratação de comissionados com salários expressivos?” indagou Santiago. 

Em nota, Fórum dos Servidores informou que recebeu informação da reunião entre deputados e governo como "um ato de desrespeito uma vez que aguardavam respostas da solicitação da abertura de diálogo enviada na quarta-feira (6) com objetivo de entendimento quanto ao percentual a ser concedido". Ainda na nota, po Fórum afirma que a comissão criada na Assembleia é para intermediar as negociações, mas foram surpreendidos com a reunião.

A defesa dos 16 sindicatos está nas mãos do ex -presidente da Assembleia Legislativa, o advogado Júnior Mochi. O fórum dos servidores encaminhou documento pedindo para que comissão criada na casa de leis recebesse o advogado para as tratativas. “Vim conversar com os deputados da comissão, vamos continuar com os encaminhamentos. Eles estão reclamando da falta de informação oficial, o governo tem falado com a mídia e não falou com eles [sobre reajuste zero]”, disse Mochi.

Apos reunião do Mochi com a comissão de deputados, outro encontro está marcado para ocorrer na governadoria com a equipe de frente do governo e os parlamentares envolvidos nas tratativas. O deputado Gerson claro (PP), um dos integrantes, declarou que não é bom que os servidores participem dessa reunião. “Se eles forem não tem necessidade dos deputados irem, ou eles ou nós”, finalizou.

LIMITE

Governo do Estado já sinalizou que haverá reajuste zero para os servidores estaduais, porque o Estado está no limite prudencial.

Segundo o Governo, a escalada de gastos com o funcionalismo e a queda na arrecadação podem frear investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Ainda conforme o governo, Lei Complementar 156/2016 estipula que, sem crescimento da arrecadação, a folha de pessoal não pode ultrapassar a de 2017, corrigida pela inflação e o gasto com servidores continua subindo graças ao plano de cargos e carreiras.

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