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Campo Grande - MS, segunda, 17 de dezembro de 2018

DECAPITADA

Quinze estão envolvidos em morte de mulher encontrada no Nova Campo Grande

Mulher teria dito que estava envolvida com o Comando Vermelho

10 OUT 2018Por FÁBIO ORUÊ18h:30

Treze pessoas envolvidas no assassinato de Joyce Viana de Amorim, de 21 anos, encontrada morta e decapitada no dia 14 de maio, foram presas pela Polícia Civil. O corpo da jovem foi encontrado em uma estrada vicinal, no bairro Nova Campo Grande, na Capital.

De acordo com o delegado Carlos Delano, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH), Joyce foi vítima do Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital (PCC) depois de declarar que era integrante do Comando Vermelho (CV), em uma casa que estava sendo utilizada por usuários de drogas, no bairro Jardim Colorado.

Ainda segundo Delano, Joyce conheceu Weslley Marques da Rosa, de 25 anos, em uma festa, no dia 12 de maio. Dois dias depois, Weslley, também conhecido como “Cabecinha”, a levou até a casa do Jardim Colorado, onde também estavam três adolescentes, um de 17 anos, filho da proprietária da casa, um de 14 e um de 16; todos consumindo maconha e cocaína.

MOTIVAÇÕES

O adolescente de 14 anos teria roubado o chinelo de Joyce, que desaprovou a ação. “Ela não teria gostado do fato e pediu respeito porque ela era membro do Comando Vermelho”, contou o delegado. Em seguida, um dos menores ligou para Marcos Felipe Dias Lopes, de 19 anos, conhecido como “Correria”, que é um dos líderes do PCC na região Anhanduizinho.

“Correria” enviou Ygor Matheus Dutra dos Santos, de 19 anos, até a casa para averiguar a informação. Após isso, Marcos foi com Eloir Anjos de Oliveira, 52 anos, conhecido como “Mil Grau”, e Lucas da Silva, de 19 anos, todos integrantes do PCC.

Isabella Sanches dos Santos, vulgo “Belinha”, de 22 anos, e Miria Helena Julio Paschein, a “Pandinha”, líderes femininas da facção criminosa no Estado, também foram chamadas já que a ‘condenada’ é uma mulher.

JULGAMENTO

Durante todo o domingo, dia das mães, Joyce ficou em poder da facção, enquanto os integrantes faziam contato por meio de videoconferências com os líderes do PCC, que estão em presídios.

Uma dessas lideranças solicitou que a vítima fosse levada para outra casa, já que a residência em que eles estavam havia sido alvo da polícia. “A mãe do menor de 17 anos foi presa lá porque estava mantendo caminhonetes roubadas para o marido, que está preso”, disse Delano.

A casa escolhida foi a de Davi Miguelão, de 19 anos, que também era ponto para uso de drogas, no Jardim Santa Emília. Wellison de Souza Silveira, o “Zé Coto”, de 23 anos, foi buscar Joyce, Miria e Isabella, em um Gol branco, para levar até o novo local.

No Santa Emília estavam, além de Davi, Ghian Lucas Martinez, vulgo “Xaropinho”, de 23 anos, Danilo de Souza Brito, o “Satã” ou “Endemoniado”, de 19 anos, e Thiago Velasquez de Souza, conhecido como “Maquininha”, de 31 anos.

Após o término do julgamento e a gravação de um vídeo de confissão de Joyce, ela foi segurada por Miria, enquanto Danilo a decapitava. O corpo foi desovado na estrada que liga o bairro Santa Emília ao Nova Campo Grande.   

Com medo, Davi tirou os azulejos que apareciam no vídeo gravado e os jogou nos fundos da casa para que a casa não fosse reconhecida.

De acordo com o delegado Carlos Delano, de todos os envolvidos, Isabella ainda está foragida e Thiago morreu durante um assalto dias depois do crime. Davi Miguelão está em liberdade porque colaborou com as investigações e apenas cedeu a casa para os integrantes da facção.

Os três menores estão internados na Unidade Educacional de Internação (Unei) e os demais detidos serão encaminhados para um presídio ainda não divulgado.

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