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CAMPO GRANDE

Quatro acusados de matar homem em centro de Candomblé vão a júri

Homem estaria incorporado e teria tentado matar mãe de santo
24/06/2019 16:47 - GLAUCEA VACCARI


 

Gleibson José de Lira, José Glebson de Lira, Lucas Rodrigues de Almeida e Arislan Rios da Silva irão a júri nesta terça-feira (25), acusados de envolvimento no assassinato do ajudante de tornearia Hélio Teixeira da Costa, 29 anos, ocorrido no ano passado, em Campo Grande. Em janeiro, a mãe de santo Ana Maria Calixto, que também respondia pelo crime, foi absolvida pelo Tribunal do Júri.

Crime aconteceu no dia 29 de janeiro de 2017. Hélio foi morto com facada no pescoço depois de supostamente incorporar espírito e tentar matar a mãe de santo, que também estaria tomada por outro espírito, em um centro de Candomblé, localizado no Bairro Tijuca.

Consta no processo que no dia anterior ao crime, a vítima teria ido à casa da mãe de santo, local onde funcionava um centro de candomblé e estava sendo realizada a “festa de Exú”. Na madrugada seguinte,  ele retornou à residência. 

Teixeira, que estava com faca na cintura, foi contido e espancado pelos quatro acusados, sendo Gleibson José de Lira, esposo de Ana Maria, José Glebson de Lira, cunhado dela, Lucas Rodrigues, filho da mulher, e Arislan.

Após as agressões, ele foi obrigado a entrar em veículo com os suspeitos, onde continuou sendo agredido e, nas proximidades do Bairro Aeroporto, teve a cabeça colocada para fora do carro e o pescoço cortado por Rodrigues. 

Segundo o Ministério Público, o crime teria sido praticado por meio cruel, pois os acusados, agindo em maior número, agrediram a vítima com chutes, socos e golpes de faca, causando-lhe inúmeros ferimentos enquanto vivo, apenas com o intuito de prolongar e intensificar sua dor. Por fim, cortaram-lhe o pescoço, terminando de matá-lo.

Todos os acusados foram pronunciados pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete de Almeida, no crime de homicídio qualificado pelo meio cruel.

A mãe de santo foi julgada separadamente porque os demais acusados recorreram da sentença de pronúncia e tiveram seu julgamento suspenso até decisão dos recursos, sendo o processo desmembrando.

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?