Cidades

NO JARDIM IMÃ

'Quadrilha dos garis' ataca e arranca comerciante de carro em assalto

Bando vestido com uniforme de empresa agrediu vítima na ação

RAFAEL RIBEIRO

14/11/2018 - 09h18
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Uma comerciante de 49 anos é a mais nova vítima da 'quadrilha dos garis', bandidos uniformizados com a roupa de uma empresa de limpeza de ruas e recolha de lixo, que vem cometendo uma série de assaltos em Campo Grande. O Correio do Estado revelou a atuação de um bando que usa o mesmo tipo de vestimenta em assaltos ocorridos nas proximidades do Hospital Universitário, na região sul.

Desta vez, a atuação dos criminosos uniformizados aconteceu no Jardim Imã, na região oeste. Por volta das 22h, o alvo foi uma comerciante de 49 anos. Ela tinha acabado de entrar em seu Ônix preto quando um carro escuro de quatro portas emparelhou. De dentro dele, saíram dois bandidos armados.

Segundo o relato da vítima à polícia, com extrema violência ela foi arrancada de dentro de seu veículo pelos 'garis do mal'. Assustada, a comerciante chegou a sair com as chaves na mão, sendo agredida por um dos bandidos para que as entregasse. 

Após o crime, a quadrilha partiu em alta velocidade com o Ônix pelas ruas da região, sentido Avenida Duque de Caxias, levando também talão de cheque, celular, cartões de banco e documentos.

O caso foi registrado na delegacia de plantão do Centro como roubo qualificado. Nenhum dos autores havia sido sequer identificado até a publicação desta reportagem, assim como o veículo.

A polícia investiga inicialmente a ação como fuga de outro crime ou tentativa ainda maior que possa ter ocorrido antes, mas que ainda não teve registro ou comunicação.

Campo Grande

Preços dos combustíveis sofrem variações entres postos da capital

Em alguns pontos a diferenças chegou a ultrapassar os 14%

24/06/2026 10h50

Levantamento mensal do Procon-MS identificou uma variação de mais de 14% no preço dos combustíveis em Campo Grande

Levantamento mensal do Procon-MS identificou uma variação de mais de 14% no preço dos combustíveis em Campo Grande FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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De acordo com o levantamento mensal realizado pelo Procon de Mato Grosso do Sul, instituição que possuí vínculo com a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, a Sead, foi identificado uma variação de mais de 14% no preços dos combustíveis em Campo Grande. 

Para chegar nessa porcentagem foi feita uma pesquisa que monitorou cerca de 35 postos, espalhados pelas sete regiões administrativas da Capital. O balanço é em comparação ao mês de maio. 

Durante o período, a média de pagamento à vista ficou em R$ 6,40 para cada litro da gasolina comum, R$ 6,69 para o diesel S500 e R$ 6,97 para o diesel S10. 

A maior diferença registrada pela pesquisa do Procon ocorreu no metro cúbico do Gás Natural Veicular (GNV), em algumas localidades, como por exemplo na região central, foi captada uma variação de 14,23%. 

A região do Anhanduizinho também registrou uma alta diferença ao se pagar o etanol via cartão de crédito, chegando à uma diferença de 13,67%. 

COMPARATIVO

Levando em consideração o mês anterior, o maior preço por litro do etanol apresentou uma queda de 9,11%, na região do Bandeira, atingindo R$ 3,99 nas bombas, ficando R$ 0,40 centavos mais barato.

Já no valor pago à vista, o menor preço encontrado durante a pesquisa foi de R$ 3,80 na região central, enquanto na Lagoa o menor valor atingido ficou em R$ 3,85. 

Além do etanol o diesel também apresentou um recuo nos valores, no tipo S10, a queda foi de 9,10%, é o que apresentou as bombas na região do Bandeira, caindo para R$ 6,99. 

Já o tipo S500 teve uma queda de 6,95% no Anhanduizinho, passando de R$ 7,19 para R$ 6,69. 

A gasolina na região central foi apresentado um aumento de 2,50%, tendo o litro comercializado a R$ 6,55. 
 

FEMINICÍDIO

Júri condena feminicida a quase 30 anos em interior de MS

Com relacionamento de 20 dias, homem matou companheira com sete facadas dentro da casa que moravam e sentença determinou pena em regime fechado sem direito a recurso em liberdade

24/06/2026 09h45

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Durante a última semana, o feminicida Venilson Albuquerque Marques teve sua condenação fixada em 28 anos e 11 meses de reclusão pela morte de Alessandra da Silva Arruda, vítima do sétimo caso de feminicídio de 2025. Solicitada pelo Ministério Público do Estado (MPE), a pena ainda determinou a indenização de R$ 100 mil aos familiares da vítima.

Conforme a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque, Venilson Marques matou a mulher com sete facadas dentro da casa em que viviam a pouco mais de 20 dias. Eles haviam iniciado um relacionamento recentemente quando passaram a morar juntos.

De acordo com os boletins policiais da época, o caso que acontecem em Nioaque, a 183 quilômetros de Campo Grande, foi denunciado pelo próprio feminicida que após matar a vítima, acionou a Polícia Militar e fugiu do local.

A Promotoria expôs o crime como brutal, aliado ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi determinante para a condenação. E o MPE destacou a violência, reconhecendo a gravidade do crime praticado.

A defesa do réu apresentou tese de legítima defesa, excesso exculpante, quando em legítima defesa ultrapassa o limite, além de afastar a tese de feminicídio acusada pelo órgão público e excluir a causa de aumento da pena em razão do recurso que o feminicida utilizou no momento da agressão para dificultar a autodefesa da vítima.

As teses foram rejeitadas pelo Conselho de Sentença, considerando o número de golpes de facas, significando a reiteração de tentativa de matar a mulher, bem como a ação extremamente violenta.

A decisão do júri ressaltou a ocorrência do crime dentro do contexto de dominação de gênero, que aumentou a reprovação das teses de defesa e justificou o aumento da pena-base.

Desta forma, ficou determinado a pena de reclusão inicialmente em regime fechado de 28 anos e 11 meses, com cumprimento imediato, além da indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima, que deixou três filhos menores de idade, de 1, 4 e 14 anos.

Conforme a sentença, o feminicida não podera recorrer em liberdade e permanecerá preso, dado o risco à ordem pública e gravidade dos fatos.

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