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Quadrilha de roubo no Centenário agrediu criança em outro crime

Caso aconteceu há um mês e meio na Vila Vilas Boas
17/06/2019 19:48 - FÁBIO ORUÊ


 

A quadrilha que roubou e fez uma família refém, na quarta-feira (12), no Jardim Centenário, em Campo Grande, é responsável por outro roubo, na Vila Vilas Boas, há cerca de um mês e meio, onde eles agrediram uma criança de 7 anos.

Neste caso, segundo o delegado responsável pela investigação, Reginaldo Salomão, o modus operandi da quadrilha é o mesmo. Deyvid Zangalle, apontado como mandante da quadrilha, que está preso, monitorava as vítimas e colhia informações com pessoas ‘contratadas’, geralmente funcionários.

No Vilas Boas, os bandidos abordaram a vítima e o filho de 7 anos na rua. Eles foram feitos reféns e posteriormente roubados. A criança foi agredida com tapas e ameaças, para que o pai revelasse a localização do dinheiro e outros bens.  

O delegado não deu muitos detalhes sobre este caso, já que eles investigam a participação de outras pessoas no crime, além dos que estão estão preso e com prisão decretada, por conta do roubo no Centenário.

ROUBO NO CENTENÁRIO

Informações colhidas pela polícia indicam que um dos participantes mora próximo à casa das vítimas e ele que estaria fornecendo para Deyvid dicas sobre a família, que a monitorava.

No dia do crime, Zangalle ficou esperando o empresário, de 36 anos, sair do estabelecimento comercial para avisar o restante da quadrilha, que esperavam no bairro para render a vítima, por meio de um rádio comunicador. O mandante não participava diretamente da ação, para não se comprometer.

Eles estavam a procura de um cofre que estaria com cerca de R$ 200 mil na casa, informação que foi supostamente passada por um ex-funcionário das vítimas, mas que a polícia ainda investiga a veracidade.

Ao chegar em casa, o homem foi rendido e amarrado com um cadarço. Ele foi agredido, sendo colocado de bruços no chão. Os criminosos constantemente pisavam nas suas costas e o batiam para que revelasse a localização do cofre e do dinheiro, que na verdade não existiam. Por duas vezes os bandidos aplicaram um mata-leão na vítima, que desmaiou, e era “reanimada” pelos suspeitos.

Quando não encontraram o cofre, eles juntaram os pertences da família e levaram os carros carregados e também a esposa do empresário, de 27 anos, que se ofereceu para ir no lugar do marido, que estava muito machucado.

O grupo saiu em três carros, dois deles da vítimas, e foi até uma plantação de milho, na saída para Sidrolândia, onde passaram os objetos roubados para um carro e fugiram. Os carros roubados foram localizados posteriormente.

Dentre os pertences roubados estão joias, eletroeletrônicos, bebidas alcoólicas, malas com roupas de marcas, sapatos, entre outros objetos, que valem pelo menos R$ 100 mil. Inclusive, a quadrilha teria brigado por conta da divisão das joias.

Com Deyvid e Leonardo Fonseca, 22 anos, também preso, a polícia encontrou quatro malas com roupas, um revólver calibre .32, que estava na casa do mandante, no Bairro Monte Castelo, duas caixas de som, duas caixas térmicas e um tênis.

Ainda de acordo com Salomão, outros quatro suspeitos ainda estão sendo investigados, sendo que dois já estão com prisão decretada.

 

Felpuda


Alguns políticos estão se aproveitando deste momento preocupante de pandemia para sugerir projetos oportunistas que, em alguns casos, são de resultados extremamente duvidosos. O mais interessante – para não dizer outra coisa – é que se for analisado o desempenho normal dessas figuras, verifica-se que essa preocupação toda nunca esteve no topo das suas prioridades. Ano eleitoral é assim mesmo. Lamentável!