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LAMA ASFÁLTICA

Quadrilha apelidou propina de "cafezinho", "coisinha" e até "ingressos de circo"

Em escutas telefônicas, PF identificou palavras usadas para camuflar acordos
24/07/2015 00:00 - DA REDAÇÃO


 

A organização criminosa supostamente chefiada pelo empreiteiro João Amorim, dono da Proteco Construções, empreendimento que mais vence licitações públicas em Mato Grosso do Sul, quando convocava reuniões para eventuais acertos financeiros, segundo a Polícia Federal, recorria a expressões como “vem tomar um café comigo”, “preciso te entregar um documento”, “um pacote”, “uma coisinha”, “ingresso de circo”.

Isto é possível notar nos diálogos telefônicos captados por meio de escutas autorizadas pela 5ª Vara Federal, em Campo Grande.

Em um dos diálogos, Elza Cristina, sócia e secretária de Amorim, liga para o deputado estadual Maurício Picarelli, do PMDB. Ela diz que a ligação era feita a pedido de um certo “Doutor Nelson” e combina o encontro, mas o parlamentar manda sua chefe de gabinete, Márcia Regina. Mais tarde, Elza e Regina se encontram no estacionamento da Unimed, no Jardim dos Estados.

De acordo com a investigação da PF, Márcia, a chefe de gabinete de Picarelli, “recebe um pacote com dinheiro dentro”.

Antes de se encontrarem, Elza usou expressões diferentes para entregar o pacote a Márcia. Na primeira ligação, Elza diz a Márcia que o deputado pediu para procurá-la. A chefe de gabinete de Picarelli logo pergunta se era para “entregar os ingressos”.

“Elza confirma que são os ingressos do circo e pergunta se tem algum endereço para que elas se encontrem”, destaca trecho do inquérito da PF.

(*) A reportagem, de Celso Bejarano, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.