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Campo Grande - MS, sexta, 18 de janeiro de 2019

Oficinas

Projeto da Fundação Barbosa Rodrigues terá apresentação de orquestra

9 ABR 2015Por EDUARDO FREGATTO08h:57

Ano passado, a Fundação Barbosa Rodrigues percorreu escolas públicas e instituições de Corumbá e Ladário, como a Apae e a Unidade Educacional de Internação (Unei), oferecendo oficinas de arte e painéis expositivos do Museu de História do Pantanal (Muhpan). Foi a etapa “Tons” do “Projeto Muhpan Itinerante – Sons e Tons”. 

Este ano, a instituição se prepara para iniciar a etapa “Sons”, promovendo apresentações da Orquestra Jovem Barbosa Rodrigues para as crianças e adolescentes corumbaenses, além de oferecer novamente oficinas de teatro, artesanato, grafite, entre outras modalidades. O projeto inicia-se na próxima segunda-feira (13), em Corumbá, e continuará ao longo do ano, com visitas mensais.

Ação tem como objetivo aproximar cada vez mais as escolas e comunidades do vasto e rico acervo histórico do Muhpan e também da arte e música clássica. “É uma proposta de formar público e incentivar a arte”, define a presidente da Fundação, Maria Verônica Nogueira. 

A Votorantim Cimentos e o Instituto Votorantim, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, são parceiros do Muhpan desde sua criação, em 2008, e abraçam o projeto.

Clássica
A cada visita à região, a Orquestra Jovem Barbosa Rodrigues apresentará um estilo musical diferente para o público. Neste primeiro concerto, o tema escolhido foi a Era Renascentista. Até o final do projeto, música barroca, clássica, romântica, erudita brasileira, popular brasileira e chorinho serão apresentadas e também debatidas. Isto porque a ideia é realizar um “concerto didático”. 

“A ideia não é só levar a música, mas também explicar o papel de cada instrumento e contextualizar sobre a época, o estilo, o movimento cultural”, explica Marta Barros dos Santos, coordenadora de projetos da Fundação.

Segundo o maestro Eduardo Martinelli, a rápida aula antes do concerto ajudará as crianças e adolescentes a entenderem e apreciarem melhor a música clássica. “A ideia é que eles consigam apreciar de uma maneira mais profunda”, diz.

Músicos convidados também farão parte das apresentações. Para a abertura, os cantores e instrumentistas Marcus Vinícius de Prado e Andrey Souza Santos se juntam à orquestra.

“Convidamos cantores porque eram comuns na música renascentista”, define Martinelli, demonstrando a dedicação em se manter fiel à época. Para Marcus, se apresentar para um público que tem pouco acesso à música clássica será algo novo e excitante. “Acredito que irão apreciar de uma forma diferente (do público regular)”, comenta.

Experiência
Além de alunos da rede pública de ensino, o “Projeto Muhpan Itinerante – Sons e Tons” atende também adolescentes de 12 a 17 anos da Unei e também alunos da Apae. 

Para Marta, a experiência é gratificante. “Você nota a diferença, eles gostam muito, porque geralmente eles não têm acesso nenhum a esse tipo de atividade”, reflete. 

“Recepção do ano passado foi ótima. Os jovens da Unei fizeram a oficina de grafite e registraram sua arte em um muro, ficou lindo. Os alunos da Apae fizeram uma peça de teatro incrível”, relata.

O projeto da Fundação Barbosa Rodrigues tem o intuito também de desmitificar a ideia de que a arte, a cultura e o acesso ao Mahpan pertencem apenas à “elite”. “O objetivo principal é formar o público, despertar talentos e mostrar que a cultura é de todos”, finaliza a coordenadora.

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