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ESPERANÇA

Primeira bebê nascida por meio de inseminação em MS agora é mãe

Nascimento de Jéssica foi noticiado no Correio em 1992
19/07/2019 09:14 - EDUARDO PENEDO


 

Mãos trêmulas, olhos brilhando, voz embargada e, a cada palavra dita, um sorriso que é misto de alegria e expectativa. É assim que está a mãe da Luísa, Jéssica Delmônico, que foi o primeiro bebê fruto de inseminação artificial em Mato Grosso do Sul. Há mais de 26 anos, Jéssica foi notícia na edição do Correio do Estado do dia 4 de dezembro de 1992, com a manchete “Nasce na Capital o 1° bebê gerado por inseminação”.  

Mesmo sentindo contrações, Jéssica recebeu a equipe do Correio do Estado nesta quinta-feira, poucas horas antes de entrar na maternidade para dar à luz a Luísa. Ela, que é enfermeira, acostumada já com procedimentos médicos, aparentava uma falsa tranquilidade, mas, na verdade, estava sendo forte para segurar a ansiedade do marido, Ércules Miranda, da mãe, Iracema Delmônico, e de alguns familiares que vieram de Coxim para receber a pequena Luísa.
Enquanto Jéssica falava tranquilamente do parto, do quartinho da Luísa e do enxoval, chegou de Coxim seu marido, Ércules.  

Quando questionado sobre Luísa, seu rosto, cansado pela viagem de três horas, se transformou. Seus olhos marejaram e a voz quase não saía, de tanta emoção. “Não vejo a hora de ver meu bichinho, tocar nela, contar os dedinhos. Eu não almocei, estou preparado para assistir ao parto da Luísa sem perigo”, brincou. 

O parto de Jéssica, que ganhou fama por ser a primeira bebê gerada por inseminação no Estado, estava previsto para as 20h, também feito pelas mãos do médico ginecologista José Eduardo Silveira dos Santos, o mesmo que cuidou de sua mãe, Iracema.

O médico tem a expectativa de que a pequena nasça com mais ou menos três quilos e com 49 cm. “Eu já fiz mais de seis mil partos, mas a emoção é diferente a cada um. Eu agradeço a Deus por me dar essa oportunidade. Ainda mais que eu cuidei da mãe da Jéssica”.

Em decorrência da pressão alta e também por conta de o cordão umbilical estar enrolado no pescoço de Luísa, o parto precisou ser uma cesariana.

A expectativa toma conta de toda a família, isso é evidente nos olhos de Iracema, que, mesmo já tendo dois netos, brilham com a chegada da Luísa. Ela conta que seu marido, Paulo Delmônico, que é médico veterinário, não poderá acompanhar o parto da neta, mas está monitorando tudo mesmo de longe. “Eu e a avó paterna ajudamos no enxoval. Estamos corujando. Eu só tenho de agradecer ao doutor José Eduardo, que já faz parte da família, e ao Correio do Estado, que acompanhou o nascimento da minha Jéssica e agora da Luísa”, disse a avó. 

Hospeda há uma semana em Campo Grande, na casa de parentes, Jéssica contou que vários parentes vieram acompanhar o nascimento da Luísa, e os que não puderam vir vão poder pegar a pequena no sábado (20), quando pretende voltar a Coxim. 

Perfeccionista, ela diz que a vida é pautada nos mínimos detalhes. E brinca que até o seu nascimento foi planejado, já que nasceu de inseminação artificial. A gravidez aconteceu só quatro meses após decidir engravidar. “Eu sempre sonhei ser mãe. Me formei com 24 anos e planejei casar e ter filho com até 27 anos. E eu vou ter a Luísa com 26 anos, como planejei”, explica.   

 
 

Felpuda


Tudo indica que o MDB não conseguiu convencer o PSDB de iniciar namoro com vistas a casamento nas eleições, e a ideia teria sido descartada. Os tucanos demonstraram que o problema deles não é o cargo: os emedebistas ofereceram a vaga de vice na disputa à Prefeitura de Campo Grande, a mesma cobiçada pelos tucanos, mas na chapa do PSB do atual prefeito. A questão, politicamente falando, seria, digamos, o oferecido “noivo”. Afe!