MORTE CUSTOU R$ 15 MIL

Presos autores da execução <br> de radialista; ouça o momento do crime e o plano dos bandidos

Polícia identificou envolvidos no assassinado por meio de interceptação telefônica
10/09/2015 11:07 - LAURA HOLSBACK


 

Três pessoas foram presas apontadas por envolvimento na execução do radialista Ailton Ferreira de Oliveira, de 35 anos. Apesar a autoria já ter sido esclarecida, o motivo do crime ainda é mistério. O crime ocorreu na noite do dia 5 do mês passado, perto da rádio onde a vítima atuava Vale Azul FM, localizada na Rua Benvinda Hernandes, no centro de Itaquiraí. 

Alison Roberto Carvalho Navier, 22 anos, Paulo Sérgio Vieira, 24, e Mauro Queiroz Cáceres, de 25, foram presos em cumprimentos de mandados de prisão temporária, na terça-feira (8), e se recusam a prestar depoimento. Apenas Mauro confessou participação, mas não revelou o motivo do homicídio, de acordo com o coordenador das investigações, Rodrigo Blonkowski.

Ainda segundo a autoridade policial, o mandante foi Alison, que pagou R$ 15 mil pela execução, cujo dinheiro foi dividido entre Paulo e Mauro. Autor dos disparos e que deu suporte à fuga, respectivamente.

A polícia apreendeu uma moto, modelo Twister, que foi usada pelos criminosos, mas a arma não foi encontrada.

INTERCEPTAÇÃO

A identificação dos envolvidos foi possível por meio de interceptação telefônica, feita com autorização da Justiça. Foram mais de 30 chamadas interceptadas e, em um dos áudios disponibilizados pela polícia, é possível ouvir o momento da execução.

Em outro, Alison conversa com Mauro sobre o plano de morte e acerta o valor do pagamento.

O trio foi preso em razão de prisão temporária, que pode ser prorrogada por mais 30 dias. Neste período, a polícia pretende representar pela preventiva dos autores.  

Ouça os áudios das interceptações.

Momento da execução: 

Acerto do pagamento:

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".