Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

sem estrutura

Presos aproveitam falta de segurança
para tentar fugir de cadeia

Fuga foi frustrada e detentos fizeram motim

2 OUT 2017Por RODOLFO CÉSAR16h:23

Presos que estão na delegacia de Brasilândia rebelaram-se no final de semana para reclamar da superlotação. Lá cabem oito pessoas, mas até este domingo havia 14. 

Os detentos tentavam também escavar um buraco no teto da cela para tentar fugir. Eles pretendiam escapar no domingo. Conforme o Sindicato dos Policiais Civis, só fica um policial para fazer custódia dos presos, o que facilita ações.

Em março, 11 presos conseguiram fugir da mesma unidade no domingo, quando há menos policiamento. A fuga aconteceu no horário do jantar. Quatro homens passaram por vão entre as grandes e conseguiram render o único policial civil de plantão. Ele também foi agredido. Antes de saírem, os detentos roubaram uma pistola .40, colete balístico e um veículo.

A entidade vem denunciando situações como essa porque não é função de policial civil fazer custódia de presos, mas como não há efetivo suficiente de agentes penitenciárias, eles são remanejados para a função.

"É inaceitável que presos permaneçam nas delegacias de forma irregular ameaçando a vida de policiais civis e da comunidade. Em março, um investigador já foi rendido e amarrado enquanto eles fugiam. Será preciso mais um policial civil morrer para que tomem providências?", questionou o presidente do Sinpol, Giancarlo Corrêa Miranda.

Em novembro de 2015, o investigador Anderson Garcia da Costa morreu ao atender um preso na delegacia de Pedro Gomes. No mesmo mês, Arlei Marcelo Farias foi agredido com uma barra de ferro ao distribuir o jantar para 21 presos.

O governo do Estado já informou anteriormente que está atuando para tentar dirimir essa situação. Em Ivinhema e Caarapó, por exemplo, as delegacias passaram por reforma e foram convertidas em estabelecimentos penais. Não há informação desse tipo de atividade em outras cidades.

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