DOURADOS

Preso é encontrado morto em ala de presídio onde houve pente-fino

Ontem, Choque e agentes apreenderam várias armas artesanais no presídio
23/05/2019 10:14 - GLAUCEA VACCARI


 

O detento Alessandro Viana da Silva foi encontrado morto na manhã de hoje (23) na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), no mesmo setor onde foi realizado pente-fino ontem, após os presos não deixarem agentes penitenciários checarem a informação de um possível túnel.

Conforme informações do site Dourados News, nesta manhã, agentes encontraram Alessandro enforcado na cela 46, no raio 2. Polícia Militar foi acionada e a Polícia Civil investigará se a morte se trata de suicídio ou homicídio.

O raio 2 é a ala ocupada por presos considerados de alta periculosidade e ligados à facções criminosas. Neste setor, cerca de 120 presos  impediram que agentes penitenciários entrassem para checar a existência do possível túnel e ameaçaram os servidores com facas e pedras.

Os detentos ficaram amotinados durante toda a tarde de terça-feira (21) e deixaram de realizar as atividades de rotina dentro da penitenciária, sendo necessário o envio do Choque pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), para trabalhos de contenção e desaglomeração dos detentos. 

Com apoio do Choque, os agentes penitenciários realizaram pente-fino na unidade  e apreenderam celulares, várias armas artesanais e encontraram grades de celas serradas. O suposto túnel que suspeitava-se que havia no presídio para fuga em massa não foi encontrado.

Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que a situação está controlada no presídio e que a mobilização dos detentos para impedir os agentes de vistoriarem as celas não caracteriza motim, sendo necessária a intervenção apenas porque os presos não deixaram que os agentes checassem a informação do túnel.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".