Cidades

MODELO

Prefeitura deve lançar novo
hospital até o fim deste ano

Grupo formado por secretários deve escolher terreno e definir tipo de construção

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O projeto do Hospital Municipal de Campo Grande (HMCG), que vai seguir o modelo do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) – no Mato Grosso –, poderá ser concluído ainda em 2019. A previsão da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) é de que até dezembro deste ano todo o planejamento para a obra esteja pronto e possa começar a ser executado em 2020.

Apesar de não divulgar detalhes do trabalho, ontem a prefeitura publicou decreto que cria a Comissão Especial Estratégica para acompanhar o projeto do HMCG. No texto, o prefeito Marcos Trad explicou que a comissão tem caráter consultivo e deliberativo em diversos níveis de atuação. Na prática, os nove integrantes vão acompanhar e definir todas as fases de criação e execução do projeto de construção da unidade. Porém, apesar de prever a quantidade de membros, o número está incorreto, já que ficou determinado um presidente, um secretário e oito membros representantes das Secretarias e da Procuradoria-Geral do Município. Ou seja, a quantidade de membros deveria ser de dez no total. 

O decreto estabelece que os representantes serão nomeados por ato próprio do chefe do Executivo municipal. As reuniões, que ainda não aconteceram, serão quinzenais ou mesmo com maior regularidade, de acordo com a necessidade ou convocação. E todas as decisões devem ser tomadas com pelo menos 50% dos membros. 

Entre as responsabilidades previstas, o grupo deverá definir o melhor projeto e estratégia que atenda às reais necessidades do município, definir ações para maior celeridade do processo de criação e execução da obra, além de acompanhar a mesma em todas as fases – desde a captação de recursos a entrega da obra – e emitir parecer quanto ao desenvolvimento dos eventos e espaços fiscalizados, tudo devidamente relatado.

O decreto também foi assinado pelo secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, que deve ser nomeado presidente da comissão. A reportagem entrou em contato com ele, que não atendeu às ligações e nem respondeu as mensagens enviadas. Em nota, a Sesau informou que ainda não há definição quanto ao custo e nem detalhes a respeito do projeto. “Isso deverá ser deliberado durante os trabalhos da comissão. O secretário de Saúde, José Mauro Filho, também não deve dar nenhuma declaração neste momento, uma vez que tais encaminhamentos que envolvem a construção de uma unidade hospitalar própria no município são embrionários e carecem de melhor aprofundamento”.

A previsão é de que possíveis detalhes do projeto sejam divulgados somente após os encaminhamentos feitos nas reuniões da comissão. O secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, um dos possíveis membros do grupo, adiantou que o hospital deverá ser construído especificamente para o uso previsto, sem utilização de um prédio para ser adaptado. “A ideia é uma construção nova, para seguir as exigências – que são tantas. Se pega um prédio pronto, precisa de tanta reforma e adaptações que não cabe. A gente ainda não definiu cronograma de ações; essa comissão vai analisar as questões”, disse o titular da pasta.

Fontes da Sesau ouvidas pelo Correio do Estado apontam que o hospital deverá ser construído em uma das saídas da cidade. São cogitadas as saídas de Sidrolândia e São Paulo (via BR-262). “Para acesso de ambulâncias, tráfego, uma das saídas é, possivelmente, a melhor opção. Mas ainda vamos analisar”, explicou um membro do primeiro escalão da Secretaria Municipal de Saúde.

VISITA

Reportagem publicada pelo Correio do Estado no dia 26 de junho já tinha adiantado a intenção da prefeitura e do governo do Estado de construir um hospital municipal em Campo Grande, proposta ventilada desde 2013, mas que nunca saiu do papel. A principal intenção é sair “das mãos” da Santa Casa, especialmente na área de média e alta complexidade.

No dia 25 de junho, o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho, esteve em Cuiabá (MT) para conhecer o hospital municipal Dr. Leony Palma de Carvalho. “Viemos conhecer os impactos que o hospital trará para a rede SUS [Sistema Único de Saúde] em Mato Grosso. Ficamos impressionados com toda qualidade e organização técnica que foi implantada desde a fundação da obra até a entrega, que está sendo realizada em etapas. Campo Grande possui uma realidade semelhante à de Cuiabá, pois recebe muitos pacientes de outros municípios de MS. Dessa forma, acreditamos que uma unidade como está pode ser a solução para os mais de 1,5 milhão de cartão SUS atendidos na nossa Capital”, disse o titular da Sesau em reportagem publicada no site da prefeitura de Cuiabá (MT). 

15 dias após temporal

Prefeitura segue à espera de R$ 40 milhões para recuperar a cidade

União reconheceu o estado de calamidade, mas ainda não liberou o dinheiro para restaurar a Capital

25/09/2026 12h00

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius MARCELO VICTOR

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande ainda não recebeu os R$ 40 milhões do Governo Federal destinados à recuperação da cidade, após estragos causados pelo temporal de 10 de setembro.

A União ainda não liberou o recurso e Campo Grande segue à espera da verba para restaurar pontos críticos, como destelhamento de casas, escolas e Armazém Cultural da Esplanada Ferroviária, além de desabamento de teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Em 12 de setembro, Campo Grande decretou estado de emergência por conta dos estragos deixados pelo forte temporal.

Em 15 de setembro, Adriane Lopes foi até Brasília (DF) pedir socorro ao Governo Federal para reconstruir a cidade. Na ocasião, foi atendida pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

Logo, a União reconheceu o estado de calamidade pública em Campo Grande. Com isso, autorizou o envio de recursos federais extraordinários, livres de amarras orçamentárias, para socorro humanitário e reconstrução da infraestrutura da Capital.

Mas, 15 dias após o vendaval, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), afirmou que ainda segue à espera do recurso. “Nós não recebemos ainda o recurso para a recuperação da cidade depois da tempestade que aconteceu. Não tivemos ainda nenhum recurso, mas o relatório foi apresentado”, revelou.

Ainda não se sabe quando o dinheiro será liberado.

A chefe do executivo municipal contou ainda que foi nesta semana ao Ministério da Saúde, em Brasília, em busca de recursos para Campo Grande.

“[Fui em busca de] ampliação dos recursos para atendimento da população de Campo Grande, tendo em vista que hoje nós temos 960 mil habitantes e nós atendemos 1 milhão e 600 mil pessoas. Então eu tenho que bater na porta do Governo Federal e apresentar os meus dados e pedir mais recursos porque o que a gente recebe é insuficiente para a cobertura da saúde na Capital”, disse.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado em 10 de setembro de 2026 em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

De acordo com Adriane, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, dezenas de famílias desabrigadas, 37 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

Infraestrutura

Obras de pavimentação e drenagem em Campo Grande somam R$ 39,9 milhões

Serviços incluem implantação de pavimentação asfáltica e estruturas para escoamento de águas pluviais

25/09/2026 11h30

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande oficializou, por meio do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a contratação de quatro empresas para a execução de obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em dez bairros da Capital. Os contratos somam R$ 39,87 milhões.

A contratação é resultado da Concorrência nº 008/2026, cujo procedimento foi homologado pela prefeita Adriane Lopes em 24 de agosto de 2026. Os contratos foram publicados no Diogrande em 24 de setembro de 2026.

Ao todo, quatro empresas foram contratadas para executar as obras em diferentes regiões de Campo Grande.
A empresa CG3F Serviços e Construtora Ltda. – EPP ficará responsável pelas intervenções nos bairros Jardim Mansur e Jardim Auxiliadora. O contrato tem valor de R$ 3.618.880,98, com prazo de execução de até 150 dias.

A RR Barros Serviços e Construções Ltda. executará os serviços nos bairros Jardim Tijuca II e Jardim Verdes Mares. O contrato está estimado em R$ 6.946.149,35, e as obras deverão ser realizadas em até 180 dias.

Já a Meta Construtora Ltda. – EPP foi contratada para realizar as obras de pavimentação e drenagem nos bairros Coophavilla II e Batistão. Com valor de R$ 15.009.480,60, este é o maior contrato entre os quatro. O prazo de execução é de até 360 dias.

Por fim, a TST Construções Ltda. ficará responsável pelas intervenções no Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. O contrato tem valor de R$ 14.299.998,79, com prazo máximo de execução de 360 dias.

Somados, os contratos representam um investimento previsto de R$ 39.874.509,72 em obras de infraestrutura urbana. Os recursos são provenientes do Tesouro Municipal, de convênios e de operação de crédito da Caixa Econômica Federal vinculada ao Programa Pró-Transporte.

Apesar dos valores divulgados, o extrato publicado no Diário Oficial não indica que o montante integral já tenha sido pago às empresas. Em contratos de obras públicas, os pagamentos costumam ser realizados de forma progressiva, após a medição e a comprovação dos serviços executados.

A contagem dos prazos começa a partir do recebimento, pelas empresas, da Ordem de Execução dos Serviços, documento que autoriza oficialmente o início dos trabalhos. Por isso, a publicação dos contratos não permite determinar, sozinha, a data efetiva de início de cada obra.

As intervenções incluem a implantação ou recuperação da pavimentação asfáltica e a construção de estruturas para o escoamento das águas da chuva. Os serviços deverão seguir as especificações do Projeto Básico da licitação e serão acompanhados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Eventuais alterações nos prazos, aditivos contratuais, medições, pagamentos e etapas de execução deverão ser acompanhados nos processos administrativos e em novas publicações oficiais.

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