Cidades

GRANDES GERADORES

Prefeitura deixará coleta
de lixo em 394 endereços

Decreto publicado em setembro deste ano será reformulado e reorganizado, afirma Semadur

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A partir do dia 1º de janeiro de 2019, empresas consideradas grandes geradoras de resíduos sólidos de Campo Grande, como supermercados, shoppings e hospitais, deverão assumir a responsabilidade pela coleta, transporte, tratamento e destinação dos respectivos resíduos, além da disposição final dos rejeitos que produzem. Com a regulamentação, a prefeitura estima economia de R$ 400 mil por mês, quase R$ 5 milhões por ano.  

Os grandes geradores são as pessoas físicas ou jurídicas que produzem mais de 200 litros diários de resíduos - ou 50 quilos - em estabelecimentos comerciais, públicos, de prestação de serviço, terminais rodoviários e aeroporto. Atualmente, 394 empresas são consideradas grandes geradoras de resíduos sólidos em Campo Grande e todas terão que se adequar a nova regra para descarte de resíduos sólidos já a partir de 1º de janeiro. 

Mas o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), Luís Eduardo Costa, acredita que a quantidade de grandes geradores cadastrados pode aumentar com a nova regra. “O número de grandes geradores pode aumentar ser bem mais do que isso. É necessário fazer o plano de resíduos. Vou notificar o que a gente perceber como grande gerador, assim como é hoje.  A notificação por AR (aviso de recebimento) ou presencialmente”.

O decreto que regulamenta a situação foi publicado no dia 28 de setembro, após interferência do Ministério Público do Estado (MPMS), que abriu inquérito para apurar a omissão por parte da prefeitura na responsabilização das empresas, obrigadas a arcar com os gastos da manutenção do próprio lixo.

Atualmente, a prefeitura isenta essas empresas da taxa do lixo, a qual é cobrada de mais de 400 mil contribuintes campo-grandenses, contrariando a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“Em algumas cidades, como Curitiba (PR), desde 2008 isso já foi determinado, porque está na legislação. Mas, com certeza, isso ajuda muito a cidade na vida útil dos aterros sanitários, a seleção dos materiais que vão até esse aterro, você promove a reciclagem. Obviamente, nós estamos atrasados, estamos fazendo uma correção histórica disso, é um marco importante para Campo Grande. Sem falar na economia, que gira em torno de R$ 400 mil”, disse Costa.

DECRETO

“Temos desde setembro o decreto, que está sendo reformulado, por força de o MP cobrar”, afirmou o secretário.

Atualmente, o texto diz que “é obrigatório o recolhimento dos resíduos por parte dos grandes geradores, sendo vedada ao Poder Público Municipal a realização de qualquer das etapas de recolhimento”.

Desta forma, os grandes geradores deverão contratar empresas já credenciadas pela prefeitura para realizar essa coleta, “ficando dispensado do pagamento da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares – Taxa de Lixo”, que é tributo municipal.

Por fim, o grande gerador terá de descrever e comprovar a contratação em qualquer fiscalização posterior da prefeitura.

CUSTOS

Conforme inquérito civil aberto na 26° Promotoria de Justiça de Campo Grande pela promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro, em maio do ano passado, o custo para o município com os resíduos produzidos por esses estabelecimentos perfazia o valor de R$ 435.350,40 por mês. Portanto, R$ 5.224.204,8 por ano.

EMPRESAS

Em nota, a Fecomércio/MS e o Sindicato do Comércio Varejista de Campo Grande afirmaram que “estão à disposição das empresas abrangidas pela legislação citada, para análise do assunto e das providências que requerem às empresas de suas bases de representação”.

Além das empresas, proprietários de 416.894 imóveis da Capital são cobrados pelo tributo, que é pago juntamente com o boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

 

Educação

Enem começa em 9 dias e estudantes de MS tentam controlar ansiedade

Estudantes da rede estadual relatam dificuldades para conciliar a rotina de estudos e controlar a ansiedade antes das provas, marcadas para 8 e 15 de novembro

30/10/2026 16h34

Em MS, mais de 61 mil candidatos se inscreveram para o Enem 2026

Em MS, mais de 61 mil candidatos se inscreveram para o Enem 2026 Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A nove dias do Enem 2026, estudantes de Mato Grosso do Sul intensificam a preparação para conquistar uma vaga na universidade. Entre revisões e simulados, a ansiedade é um dos principais desafios nesta reta final.

Em Campo Grande, Ana Clara Pirani, aluna do 3º ano da Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, organiza a semana entre redação, matemática e biologia para tentar uma vaga em Medicina. Mesmo com o cronograma definido, ela sente que poderia estudar mais.

“Tenho essa sensação de que eu poderia estar produzindo mais, principalmente faltando duas semanas para o Enem”, conta a estudante, que aponta a ansiedade como a parte mais difícil dessa fase.

Em Três Lagoas, estudantes da Escola Estadual João Magiano Pinto enfrentam desafios semelhantes. Pedro Jordão Cézero divide o tempo entre as aulas, os estudos e o trabalho como jovem aprendiz. Já Davi Francisco Salmi Nunes reforçou a preparação em ciências e redação, disciplinas importantes para quem pretende cursar Fisioterapia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

“Um certo desespero, mas tento manter a calma e continuar meu cronograma de estudos do jeito que programei”, relata Davi.

Anna Cristiny Castro, também aluna da unidade, resume o conselho para quem ainda teme não dominar todo o conteúdo: “Tudo bem não saber de tudo, só dê o seu melhor e faça o máximo possível”.

Simulados 

Para a professora de biologia Samara Thainá Gomes, que acompanha turmas do 3º ano em Três Lagoas, dividir os conteúdos em etapas ajuda a organizar a rotina e evitar a sobrecarga. Ela também recomenda simulados em condições semelhantes às do exame, para que os alunos se acostumem ao tempo disponível e às exigências da prova. “Em anos anteriores, muitos alunos que usavam a mesma estratégia tiveram ótimos resultados no Enem”, afirma.

A preparação também envolve ações coletivas. Desde agosto, escolas estaduais de ensino médio participam do Desafio Mobiliza Enem MS 2026, iniciativa da Secretaria de Estado de Educação (SED) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os estudantes, com apoio de professores orientadores, organizam simulados, planos de estudo, encontros com ex-alunos e outras atividades de preparação. As ações somam pontos para as escolas, que concorrem a premiações. Para receber o prêmio, estudantes e professores precisam cumprir uma condição: os alunos devem comparecer aos dois dias de prova.

Sete orientações para a reta final

A professora de biologia Vívian Meira de Souza, da Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, reúne recomendações para os últimos dias antes do exame:

  • Priorize os conteúdos: identifique as dificuldades e organize o que precisa ser revisado.
  • Estude com frequência: sessões regulares ajudam mais do que longos períodos sem planejamento.
  • Resolva provas anteriores: conheça o formato das questões e o estilo de cobrança.
  • Revise os erros: entender por que uma resposta está errada ajuda a corrigir dificuldades.
  • Explique o conteúdo em voz alta: ensinar outra pessoa ajuda a organizar as ideias e identificar dúvidas.
  • Faça simulados cronometrados: treine a administração do tempo e a concentração.
  • Durma bem: o descanso também faz parte da preparação.

Datas e estrutura da prova

O Enem 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, em dois domingos. No primeiro dia, os candidatos farão as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação. No segundo, será a vez de Ciências da Natureza e Matemática.

Os participantes devem levar documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

Transporte Coletivo

Linha de ônibus de Campo Grande ganha 4 novos horários e terá trajeto ampliado

Mudanças começam neste domingo (1º), com quatro novas partidas durante a semana e ampliação do itinerário; alterações serão testadas por 30 dias.

30/10/2026 15h56

Linha de ônibus de Campo Grande terá quatro novos horários e trajeto ampliado a partir deste domingo (1º).

Linha de ônibus de Campo Grande terá quatro novos horários e trajeto ampliado a partir deste domingo (1º). Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

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Os moradores do Distrito de Rochedinho, em Campo Grande, terão novas opções de transporte coletivo a partir deste domingo (1º de novembro). A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) anunciou a ampliação do itinerário e a inclusão de quatro novos horários na linha 601 - Rochedinho/Campo Grande, que liga a região rural ao Centro da Capital.

As mudanças serão implantadas inicialmente em caráter experimental, durante 30 dias, e têm como objetivo facilitar o deslocamento de moradores e trabalhadores que dependem do transporte público para realizar atividades na cidade.

Conforme a Agetran, os novos horários serão acrescentados à programação já existente, sem a retirada das viagens atualmente oferecidas aos passageiros.

A principal alteração no itinerário ocorrerá no sentido Campo Grande/Rochedinho. Com a ampliação, os ônibus passarão a atender também a Rua Guia Lopes da Laguna, nº 4, no distrito, aumentando a cobertura do transporte coletivo na localidade.

A medida busca facilitar o acesso de passageiros que atualmente precisam se deslocar até outros pontos para utilizar o serviço, além de melhorar a ligação entre a área rural e a região central de Campo Grande.

Confira os quatro novos horários

A programação terá duas novas partidas de Campo Grande e outras duas saídas de Rochedinho, de segunda a sexta-feira.

Saídas de Campo Grande - Praça Ary Coelho:

  • 6h05

  • 14h55

Saídas de Rochedinho:

  • 6h

  • 7h10

As novas viagens serão incorporadas à tabela atual da linha 601. Dessa forma, os passageiros continuarão contando com todos os horários anteriormente disponíveis, além das quatro opções adicionais durante a semana.

A inclusão das partidas busca atender à demanda por transporte principalmente nos períodos da manhã e da tarde, quando moradores e trabalhadores precisam se deslocar entre o distrito e a Capital.

Mudanças serão avaliadas durante 30 dias

Apesar de anunciadas para entrar em vigor neste domingo, as alterações ainda não são definitivas. A Agetran estabeleceu um período experimental de 30 dias para avaliar os resultados da ampliação.

Durante esse prazo, equipes técnicas deverão acompanhar o número de passageiros transportados, a pontualidade dos ônibus e as condições de atendimento ao longo do percurso.

Os dados coletados servirão de base para decidir se a nova programação será mantida após o encerramento do período de testes.

Caso os resultados confirmem a viabilidade operacional e a aceitação dos usuários, os novos horários poderão ser incorporados definitivamente à linha 601, sem prazo determinado para encerramento.

Segundo a agência, a iniciativa faz parte das ações de adequação do transporte coletivo às necessidades dos moradores dos distritos de Campo Grande, especialmente das comunidades que dependem das linhas de ligação com a região central.

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