Cidades

INFRAÇÃO GRAVÍSSIMA

Por dia, 88 motoristas são flagrados dirigindo e usando e celular no Estado

Para reduzir índices, Detran realiza blitz hoje e amanhã na Capital

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No primeiro semestre deste ano, por dia, 88 motoristas foram flagrados utilizando o telefone celular enquanto dirigiam em Mato Grosso do Sul. Conforme dados da Associação Brasileira de Medicina Brasileira do Tráfego (Abramet), de janeiro a junho foram registradas 15.776 infrações deste tipo no Estado, sendo 10.209 só em Campo Grande.

Os índices aumentaram muito no comparativo do mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2017 foram registradas 9.279 infrações por dirigir utilizando-se, segurando ou manuseando o telefone celular. As infrações nos seis primeiros de 2018 são 70% maior, com 6.497 casos a mais.

Para tentar diminuir esses números o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul(Detran) realiza, até amanhã, blitze educativas em Campo Grande, com objetivo de alertar os motoristas sobre os riscos de dirigir e manusear o aparelho telefônico simultaneamente.

“A infração para quem é flagrado com celular é gravíssima e a multa é de R$ 293. Quem for pego manuseando ou segurando o celular leva sete pontos na carteira”, afirma o coordenador da ação, Ivar Custódio da Silva, 35 anos. Desde segunda-feira eles estão abordando dez motoristas irregulares por hora. “A ação é focada na educação. É uma novidade com caráter específico nisso”.

As blitze são realizadas em pontos distintos, onde dá para preservar a fluidez e a segurança do tráfego. “A orientação é que os motoristas dificultem ao máximo o acesso ao aparelhos celular. Coloquem na bolsa, no banco de trás, no porta-luvas. Ele precisa pensar duas vezes antes de pegar o celular. Ele aumenta o índice de acidente, perde apenas para o excesso de velocidade e desrespeito com a sinalização”.

Conforme a Abramet, o uso do celular ao volante mata 150 pessoas por dia no trânsito. Por conta do risco, as equipes de educação de trânsito faziam uma abordagem bastante emotiva, alertando os perigos do uso do telefone no trânsito com relação às vidas envolvidas.

“Acho ótimo porque a quantidade de acidente aumenta a cada dia mais. Acho que deveriam orientar principalmentes os motociclistas”, disse o bombeiro Magno Leite Mascarenhas, 39 anos.

O advogado Félix Nunes da Cunha, 52 anos, acredita que a ação educativa é a melhor opção para diminuir os casos de infração. “A abordagem pessoal e as sanções cabíveis são o meio de conscientização mais eficaz que existe. Só assim para respeitar mais as leis de trânsito”.

Alerta nas Contas

Campo Grande supera limite de gastos e Prefeitura prevê ajuste fiscal

Prefeitura de Campo Grande prevê medidas de ajuste fiscal após despesas correntes alcançarem 97,08% das receitas.

27/07/2026 17h55

Fachada da Prefeitura de Campo Grande, que prevê medidas de ajuste fiscal após indicador das contas municipais chegar a 97,08%.

Fachada da Prefeitura de Campo Grande, que prevê medidas de ajuste fiscal após indicador das contas municipais chegar a 97,08%. Foto: Divulgação

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As contas públicas de Campo Grande chegaram ao fim do primeiro semestre de 2026 com um indicador acima do patamar estabelecido pela Constituição Federal. A relação entre despesas correntes e receitas correntes do município atingiu 97,08% nos últimos 12 meses, superando em 2,08 pontos percentuais a referência de 95% prevista no artigo 167-A.

Os números constam no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), referente ao terceiro bimestre de 2026 e publicado nesta segunda-feira (27) em suplemento do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Diante do resultado, a própria administração municipal informa que adotará medidas previstas no dispositivo constitucional e manterá acompanhamento bimestral dos indicadores fiscais. 

O demonstrativo aponta que as receitas correntes acumuladas nos últimos 12 meses somaram R$ 6,359 bilhões. No mesmo período, as despesas correntes consideradas no cálculo, após os ajustes apresentados no relatório, chegaram a aproximadamente R$ 6,174 bilhões.

Com isso, para cada R$ 100 contabilizados em receitas correntes, cerca de R$ 97,08 estão comprometidos com despesas correntes, conforme a metodologia do demonstrativo.

O resultado deixa o município acima dos 95% utilizados como referência constitucional para acionamento de mecanismos voltados ao reequilíbrio das contas.

O próprio relatório aponta um excedente de 2,08 pontos percentuais e registra o mesmo percentual na trajetória de ajuste fiscal prevista para o retorno ao patamar estabelecido. 

Prefeitura prevê medidas de ajuste

Em nota explicativa incluída no documento, a administração municipal reconhece que, apesar de uma recuperação gradual da arrecadação, o cenário ainda permanece instável.

A Prefeitura atribui parte dessa cautela à situação epidemiológica relacionada às síndromes respiratórias, além das incertezas quanto à duração desse cenário e aos impactos sobre a demanda por serviços públicos.

Diante do quadro, o Município afirma que, em consonância com o Programa de Equilíbrio Fiscal, serão adotadas as medidas previstas no artigo 167-A da Constituição Federal, com acompanhamento dos indicadores a cada dois meses até que seja comprovado o retorno ao patamar estabelecido. 

O artigo 167-A estabelece mecanismos de ajuste que podem ser acionados quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcança o percentual previsto na Constituição.

Entre as possibilidades estão restrições envolvendo aumento de despesas com pessoal, criação de cargos, alterações de carreira que ampliem gastos, realização de concursos públicos e criação de novas despesas obrigatórias.

O relatório divulgado pelo Município, entretanto, não detalha quais dessas medidas serão efetivamente adotadas pela Prefeitura de Campo Grande. Dessa forma, não é possível afirmar, somente com base na publicação, que concursos, contratações ou outras despesas específicas serão suspensos.

Orçamento passa de R$ 7 bilhões

O relatório também revela a dimensão das contas da Capital. A dotação atualizada para 2026 chegou a aproximadamente R$ 7,38 bilhões. Desse total, cerca de R$ 5,68 bilhões haviam sido empenhados até o encerramento de junho.

As despesas liquidadas somaram aproximadamente R$ 3,04 bilhões, enquanto os pagamentos realizados no período chegaram a cerca de R$ 2,75 bilhões.

A diferença ocorre porque empenho, liquidação e pagamento representam etapas distintas da execução do orçamento.

O empenho reserva recursos para determinada despesa; a liquidação ocorre depois da comprovação da entrega do produto ou da prestação do serviço; e o pagamento representa a efetiva saída do recurso dos cofres públicos. 

Saúde concentra R$ 2,2 bilhões

Entre as principais áreas do orçamento municipal, a Saúde possui dotação atualizada de R$ 2,228 bilhões. Até junho, aproximadamente R$ 1,596 bilhão havia sido empenhado, enquanto R$ 869,5 milhões estavam liquidados.

A assistência hospitalar e ambulatorial responde pela maior fatia. São R$ 1,406 bilhão previstos, dos quais R$ 967,1 milhões já estavam empenhados e R$ 622,8 milhões liquidados no primeiro semestre.

A atenção básica, por sua vez, conta com orçamento atualizado de R$ 532,2 milhões, enquanto a vigilância epidemiológica possui R$ 100,3 milhões. 

A Educação aparece com outro dos maiores volumes de recursos. A dotação atualizada é de aproximadamente R$ 1,615 bilhão, com R$ 1,432 bilhão empenhado e R$ 727 milhões liquidados até junho.

Somente o ensino fundamental concentra R$ 976,5 milhões do orçamento atualizado da área, enquanto a educação infantil possui R$ 455,6 milhões. 

Arrecadação reage no fim do semestre

Apesar da pressão sobre as contas, o relatório mostra recuperação das receitas correntes nos últimos meses. Em abril, foram arrecadados cerca de R$ 493,1 milhões. O montante passou para R$ 500,3 milhões em maio e alcançou R$ 527 milhões em junho.

A melhora, entretanto, ainda não foi suficiente para fazer com que o indicador acumulado dos últimos 12 meses retornasse ao patamar de 95%.

A própria administração municipal ressalta que a recuperação da arrecadação ocorre de maneira gradual e afirma que continuará acompanhando a evolução das contas públicas.

Com a relação atualmente em 97,08%, o comportamento das receitas e das despesas nos próximos meses será determinante para saber se Campo Grande conseguirá reduzir os 2,08 pontos percentuais que atualmente separam o município do patamar constitucional indicado no relatório.

O próximo balanço bimestral deverá mostrar se a trajetória das contas avançou em direção aos 95% e qual foi o efeito das medidas de equilíbrio fiscal anunciadas pela administração municipal.

Itamaracá

Homem morre três dias após ser baleado em Campo Grande

Irmã disse que ele foi atingido por três tiros na sexta-feira e morreu nesta segunda, horas após receber alta hospitalar

27/07/2026 17h32

Homem morreu em casa, no Jardim Itamaracá

Homem morreu em casa, no Jardim Itamaracá Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Deivid Nascimento Zaghi, 33 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (27), em sua residência no Jardim Itamaracá. Segundo familiares, ele foi atingido por três tiros na última sexta-feira (24).

Segundo a irmã da vítima, Flávia Nascimento Zaghi, 37 anos, o homem era detento do regime semiaberto e cumpria pena no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

Ainda segundo a irmã, na última sexta-feira ele teria se envolvido em uma briga em uma bar, onde foi atingido por três tiros. Na ocasião, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Deivid recusou socorro.

Depois do episódio, ele saiu de casa e a última mensagem que mandou para a família foi uma foto, de visualização única, onde mostrava uma das pernas roxa.

A família só descobriu o paradeiro do homem na noite de sábado (25), quando um funcionário da Santa Casa de Campo Grande teria ligado informando que ele estava internado na ala vermelha do hospital e solicitando a presença de um familiar.

Na manhã desta segunda, ele recebeu alta hospitalar e foi para casa, onde morreu horas depois.

A irmã informou que Deivid já havia sofrido outras quatro tentativas de homicídio. Ele ainda era usuário de drogas e fazia uso de remédios controlados. Flávia não soube informar por qual crime o irmão cumpria pena.

O delegado Christian Duarte Mollinedo compareceu ao local para realizar os primeiros levantamentos, mas não deu declarações à imprensa, justificando que há limitações devido ao período eleitoral. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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