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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

Na fronteira

Criminoso baleado em confronto
com a polícia morre no hospital

Ele reagiu em operação desencadeada após morte de investigador

12 MAR 2018Por GLAUCEA VACCARI11h:59

Roney Marques de Souza, 23 anos, baleado pela polícia durante operação contra o crime organizado, morreu na madrugada de hoje, no Hospital Regional de Ponta Porã. Operação foi desencadeada na região de fronteira depois da execução do investigador Wescley Vasconcelos Dias, 37.

De acordo com informações do site Porã News, após a morte do policial, investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil iniciaram uma série de ações, que deve continuar até a prisão dos autores do crime.

Em uma das ações, na tarde de sábado (10), policiais foram até uma casa após receberem informações de que a residência servia de hospedagem para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Três homens estavam na residência e foi dada voz de prisão a eles.

Roney pegou uma bolsa, onde havia uma pistola 9 mm com carregador modificado. Por conta da ameaça, ele foi baleado e encaminhado ao Hospital Regional, onde morreu hoje.

Os outros dois foram presos, mas ao chegar na delegacia, um deles reagiu, desarmou um policial e fez disparos contra a equipe, que reagiu para conter a ação. Criminoso foi baleado e morreu no local.

Na residência foram encontrados um fuzil AK 47 com duplo carregador, mesmo tipo de arma usada na execução do policial, e uma pistola 9 mm.

OPERAÇÃO

As forças de segurança pública do Estado realizam operação de monitoramento da faixa de fronteira com o Brasil desde a sexta-feira (9). Na operação, há fiscalização rigorosa nas estradas de fronteira, em direção as grandes capitais.

Durante as ações, já foram apreendidas drogas em Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Antônio João e Bela Vista.

Os policiais que fazem as barreiras também estão em busca de foragidos da justiça, que possam tentar fugir do país.

Além da apreensão das armas e prisão de criminosos, polícia também apreendeu uma carreta de cigarro contrabandeado do Paraguai no sábado.

EXECUÇÃO

Wescley era lotado no Setor de Investigações Gerais (SIG) e trafegava em uma viatura descaracterizada pelo Bairro Reno, na direção de sua residência, quando foi surpreendido pelos pistoleiros com fuzis a bordo de um veículo modelo Honda Civic. O policial foi baleado várias vezes e não resistiu. Crime aconteceu no dia 6 de março.

A funcionária do poder judiciário que o acompanhava levou quatro tiros e foi socorrida com vida. A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) montou força tarefa para esclarecer os fatos. O delegado Márcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios (DEH) assumiu o caso.

Vasconcelos era um policial que acompanhava as investigações do tráfico de drogas na região e, antes de ser morto, tinha colhido depoimento de seis integrantes da facção criminosa PCC, no Paraguai. 

O investigador fazia o elo entre as autoridades brasileiras e paraguaias e tinha constatado que os presos pela polícia do Paraguai eram procurados pela Polícia Federal.

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