MEDO DE MORRER

PM que matou esposa e suposto amante se entrega para polícia

Ele estava escondido em propriedade rural
08/10/2019 18:04 - FÁBIO ORUÊ


 

Lúcio Roberto Queiroz Silva, policial ambiental que matou a esposa de 32 anos e um corretor de imóveis, de 31, se entregou nesta terça-feira (8) e foi à Delegacia da Mulher (DAM) de Paranaíba. Segundo o advogado dele, José Roberto da Rosa, o autor “teve medo de morrer” após o crime. 

Segundo informações do site Interativo MS, Lúcio se apresentou na Polícia Rodoviária Militar Estadual, por volta de 17h, sendo encaminhado para a DAM. Lá, ele está prestando depoimento para a delegada Eva Maira Cogo. O suspeito estava escondido em uma propriedade rural em Paranaíba. 

“A preocupação dele em se manter em um lugar seguro até a data de hoje era de preservar a própria vida, eis que chegaram informações de que ele poderia ser morto por familiares das vítimas”, disse o advogado, que também revelou que o autor pretende cooperar com as investigações. 

Na noite de sábado, a esposa do corretor, que não foi identificada, enviou para o militar capturas de tela entre o marido e a esposa do policial que sugeriam o caso extraconjugal que ambos mantinham. O militar questionou a esposa, que negou as alegações. Inconformado, o policial acessou o telefone celular da mulher e não encontrou nada que comprovasse suas suspeitas.

Em seguida, ele foi até a casa da sogra do corretor. Armado, ele foi recebido pela esposa do homem, a sogra e uma criança de 1 ano, que permitiram sua entrada. O corretor estava dormindo no sofá e foi acordado por um chute desferido pelo policial. 

O militar questionou o homem se estaria realmente trocando mensagens com sua esposa. Em seguida, ele pediu que o corretor desbloqueasse o aparelho celular para que o policial checasse as mensagens. Ao se levantar, a vítima foi baleada; tentou correr e foi atingido novamente, morrendo no local.

Na sequência, o militar foi para casa de seus pais, onde estava a esposa. Ao chegar, encontrou a mulher sentada no sofá. O pai do policial tentou desarmá-lo, mas a mulher acabou sendo morta por três tiros. O filho do casal, que estava em um cômodo próximo, ouviu o primeiro disparo e acabou vendo a mãe sendo morta. Após o crime, o militar abandonou a arma no local e fugiu dirigindo o carro do pai.

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".