sábado, 21 de julho de 2018

Luz da Infância 2

Policiais civis estão entre
os investigados por pornografia infantil

Operação acontece em todo o país e em MS 8 são investigados

17 MAI 2018Por RODOLFO CÉSAR15h:44

A Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou que investiga dois policiais civis por pornografia infantil na operação nacional deflagrada nesta quinta-feira (17). Um deles foi preso nesta quinta-feira (17) e foi ouvido por delegados corregedores na tarde de hoje, em unidade da instituição que fica no Parque dos Poderes, em Campo Grande. O outro não teria sido encontrado durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, mas estaria identificado.

Outras cinco pessoas também foram detidas no Estado, sendo que duas foram levadas para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) em Campo Grande para prestarem depoimento. A operação foi batizada de Luz da Infância 2 e está sendo coordenada por Brasília, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A ação aconteceu em todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Os nomes dos policiais civis investigados não foram divulgados. A reportagem do Portal Correio do Estado apurou que a delegada Rosely Molina, atualmente lotada no departamento, é quem conduz a investigação contra os policiais civis. Na DEPCA, o trabalho é conduzido pela delegada Marília de Brito Martins. Na tarde desta quinta-feira, ela concedeu entrevista e só deu detalhes da prisão de um policial civil. Ela preferiu não falar sobre o outro, que não foi localizado durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão.

A Polícia Civil no Estado ainda não divulgou o volume de arquivos e materiais que foram apreendidos nas casas dos investigados. A apuração contra os suspeitos durou quatro meses e foram expedidos oito mandados de busca e apreensão. Além de Campo Grande, houve buscas em Glória de Dourados, Dourados e Naviraí.

A operação contou com 56 policiais civis mobilizados, lotados no Departamento de Polícia da Capital (DPC), Departamento de Polícia Especializada (DPE), Departamento de Inteligência Policial (DIP) e Departamento de Recursos e Apoio Policial (DRAP). Além desses, a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) estão dando apoio.

No País, houve presos com 150 arquivos baixados, enquanto outros tinham 200 mil arquivos. Esses números foram informados pela Diretoria de Inteligência da Senasp. No total de presos são 132 em flagrante em 284 cidades. Esse ainda não é o balanço final.

São mais de 2,6 mil policiais civis empenhados na operação, para tentar cumprir 579 mandados de busca e apreensão. “Essa é a maior operação integrada envolvendo policiais civis de todo Brasil”, disse, mais cedo, o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, durante coletiva.

OPERAÇÃO NA CAPITAL

Um dos presos em flagrante na Operação Luz da Infância 2, é um homem de 32 anos, que não teve a identidade divulgada para não atrapalhar as investigações. Ele tinha munição em casa e por isso foi levado para a delegacia. Pagou fiança de R$ 3.816 e foi liberado durante a tarde. No laptop dele não foi localizado material pornográfico infantil, mas o aparelho acabou apreendido para ser periciado.

Conforme apurado na DEPCA, uma equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), chegou com o preso e uma Unidade Central de Processamento (CPU) de computador, apreendida na residência dele. 

De acordo a Polícia Civil, os supeito não tem profissão registrada e mora com a mãe no Bairro Chácara Cachoeira. Ele identificou-se como "playboy", ao ser questionado sobre a profissão.

Outro preso pela equipe policial, é um técnico em eletrotécnica, morador do Bairro Coophavila, de 27 anos, que também mora com os pais. Ele foi o primeiro alvo da operação.  

Um terceiro suspeito foi preso no Jardim Colúmbia. A identidade também não foi divulgada. Ele chegou ao local em uma viatura enquanto uma caixa com objetos apreendidos na casa dele foi levada por outros investigadores.

*Colaboraram: Bruna Aquino e Renan Nucci.

*Editada às 18h para atualização de informações.

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