Cidades

CAARAPÓ

Polícia prendeu índio de 70 anos durante invasão a fazenda

Propriedade foi invadida por grupo de índios ontem à tarde

LUANA RODRIGUES

27/08/2018 - 16h00
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Indígena, de 70 anos, foi preso durante invasão a uma propriedade rural em Caarapó. A fazenda Santa Maria foi invadida por cerca de 100 indígenas da aldeia Tey Kue, (etnia Guarani-Kaiowá), que atearam fogo em plantações, mataram e roubaram animais. A Polícia Militar foi chamada e controlou a situação. Um índio está preso por resistência e roubo.

De acordo com o delegado da Polícia Civil da cidade, Anésio Rosa de Andrade, no momento que a polícia chegou ao local, o índio estava dentro de um cômodo da residência principal da fazenda e teria tentando agredir os policiais com uma faca, por isso acabou preso. “Segundo os policiais militares, o índio tentou investir contra eles, mas foi contido e preso”, explicou.

Ainda conforme Andrade, os indígenas estavam armados com facas, foices e até armas de fogo. “Ainda estamos apurando a dinâmica do que aconteceu, mas pelo visto os índios entendem que aquela terra pertence a eles, e teriam invaidido o local ameaçando  pessoas que estavam lá dentro. Eles cercaram a casa armados com espingardas, pistolas, revólveres, e os moradores só conseguiram sair coma  ajuda da polícia”, disse.

O delegado contou ainda que os indígenas atearam fogo no pasto, furtaram cerca de 20 porcos, e mataram alguns animais para comer no local. “Foram enviados reforços da delegacia regional, mais de 50 policiais, e a situação está sob controle”, finalizou. 

A Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) confirmou que a invasão foi no fim da tarde de ontem. Monitoramento feito pela federação revela que atualmente, as invasões de áreas rurais em Mato Grosso do Sul totalizam 143 invasões, das quais 21 na cidade de Carapó. “São ocorrências que evidenciam a insegurança jurídica vivenciada há décadas em nosso Estado, resultante da falta de uma resposta definitiva por parte do Poder Público, que garanta a pacificação no campo”, informa nota oficial da entidade.

Cidades

Presidente da OAB-MS defende mandato de 10 anos para ministros do STF

Proposta central é o fim da vitaliciedade para os magistrados

05/02/2026 18h10

Bitto Pereira, presidente da instituição

Bitto Pereira, presidente da instituição Foto: Divulgação/ OAB-MS

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O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, Bitto Pereira, reforçou publicamente a necessidade de uma reforma estrutural no Poder Judiciário brasileiro, substituindo o modelo atual por mandatos com prazo determinado de 10 anos. A proposta central é o fim da vitaliciedade para os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Precisamos enfrentar com urgência o debate sobre o fim da vitaliciedade. Defendo um mandato de até 10 anos, tempo suficiente para quem realmente deseja contribuir de forma efetiva com o sistema de justiça”, pontuou o Presidente.

O posicionamento da Seccional sul-mato-grossense alinha-se com o debate conduzido pelo Conselho Federal da OAB. Recentemente, o Presidente Nacional da Ordem, Beto Simonetti, também destacou em artigo ao jornal O Estado de S. Paulo a importância de uma reforma responsável, com regras claras e justiça institucional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (5) que defende um mandato para ministros do STF.

"Eu acho que nada está livre de mudanças. Durante a campanha do Haddad em 2018, estava um mandato para o STF. Eu acho que vamos discutir isso, porque não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos, é muito tempo. Eu acho que pode ter um mandato", disse em entrevista ao Portal Uol.

O presidente ressaltou que esta decisão cabe ao Congresso Nacional, e disse que um projeto neste sentido deve ser apresentado na Câmara dos Deputados ou Senado.

"Esse é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional, que não tem nada a ver com o 8 de janeiro e com o julgamento do 8 de janeiro (...) Estamos confiantes de que em algum momento vai aparecer algum projeto de mudança, e já deve ter projeto de mudanças lá", disse.

Segundo Lula, no entanto, essa decisão nada tem a ver com a tensão entre os Poderes que tem se acirrado após os atos golpistas do 8 de janeiro. 

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Área de descanso

Vereadora é denunciada por funcionários após invadir UPA em Dourados

Documento foi registrado na manhã desta quinta-feira

05/02/2026 18h00

Foto: Divulgação

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Um grupo de profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Afrânio Martins, de Dourados, protocolou uma denúncia coletiva na Câmara Municipal de Dourados contra a vereadora Isa Marcondes (REP).

O documento, registrado na manhã de 5 de fevereiro de 2026, acusa a parlamentar de invadir a área de repouso dos servidores e gravar imagens sem autorização, configurando assédio e violação de privacidade.

Segundo a denúncia, o episódio ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026. Os servidores relatam que a vereadora entrou indevidamente no espaço restrito e exclusivo para o descanso dos trabalhadores, interrompendo o repouso regulamentar da equipe. Além da invasão, Isa Marcondes teria filmado os profissionais em seu momento de pausa, expondo-os de forma constrangedora.

O documento desmonta a narrativa de "negligência" que costuma acompanhar esse tipo de vídeo em redes sociais. Os profissionais esclarecem que o serviço na UPA funciona em regime de revezamento. Ou seja: enquanto um grupo descansa (direito garantido pela legislação trabalhista), a outra parte da equipe mantém o atendimento normal à população, sem prejuízo ao fluxo assistencial.

A representação, assinada por dezenas de servidores , exige uma apuração rigorosa dos fatos e a adoção de medidas administrativas e civis para "prevenir a repetição de condutas semelhantes".

Eles classificam a conduta como "violação à dignidade do trabalhador" e pedem a apuração rigorosa dos fatos nas esferas administrativa, civil e legal, visando resguardar seus direitos trabalhistas e de imagem.

O documento foi recebido pelo protocolo da Câmara Municipal de Dourados nesta quinta-feira. Resta saber se a Casa de Leis vai investigar a conduta da vereadora ou se o episódio será tratado apenas como mais um capítulo do "show" político nas redes sociais.

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