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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

Operação Coroa

Polícia Federal deflagra ação contra esquema do tráfico em MS e RS

Droga entrava no Brasil por MS e depois era vendida na serra gaúcha

29 AGO 2017Por G1 RS07h:48

A Polícia Federal deflagrou hoje de manhã Operação Coroa para desarticular grupo criminoso responsável pela distribuição de drogas no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão nas cidades de Caxias do Sul, na serra gaúcha, Ponta Porã (MS) e em Assunção, no Paraguai.

Conforme a PF, a organização comprava cocaína de narcotraficante brasileiro, que está preso no Paraguai. A droga entrava no Brasil por Ponta Porã e depois era levada para a serra gaúcha, onde era comercializada.

O traficante preso no Paraguai já foi investigado em quatro operações da Polícia Federal e, atualmente, estão em tramitação três processos que pedem sua extradição. Jarvis Pavão cumpre pena no país vizinho desde 2009, mas também foi condenado no Brasil a 17 anos de prisão por tráfico de drogas. Ele é apontado pela Justiça do Brasil como representante, na fronteira, de uma quadrilha paulista que atua dentro e fora dos presídios.

As investigações foram iniciadas em março e apreenderam 4,6 toneladas de cocaína e maconha nas cidade de Veranópolis (RS), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). Foram apreendidos ainda dois caminhões e um veículo que eram usados para transportar as drogas, além de três prisões em flagrante.

Na Operação Coroa são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão em Caxias do Sul. Em Ponta Porã, são quatro ordens de prisão e cinco de buscas. É cumprida ainda uma ordem de prisão no Paraguai.

A investigação apontou que a quadrilha movimentava grande quantidade de drogas, o que possibilitava uma vida de ostentação de um dos líderes do grupo. A Justiça determinou ainda o bloqueio das contas bancárias de seis dos investigados, além do sequestro de 13 veículos.

Ainda conforme a Polícia Federal, a operação visa diminuir a violência na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, onde facções disputam o controle pelo tráfico de drogas.

O nome da operação foi inspirado na admiração de um dos investigados por coroas, o que era expressado por meio de tatuagens e imagens.

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