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OPERAÇÃO SATELLES

Polícia fecha cerco ao comércio <br>de receptores de sinal de televisão

Aparelhos alimentam uma verdadeira rede criminosa
20/09/2017 05:00 - DA REDAÇÃO


 

A Polícia Federal e a Receita Federal decidiram intensificar a repressão ao comércio e à operação ilegal de receptores de TV via satélite – a “sky gato”, atividade que tem fomentado obtenção irregular de acessos a sinais televisivos pagos de norte a sul do País. Uma manobra que milhares de pessoas fazem para conseguir sinal digital de TV a cabo com diversos canais, sem pagar mensalidade. 

Para essa prática, torna-se necessário apenas comprar um aparelho, o qual tem como objetivo captar clandestinamente o sinal da televisão por assinatura. Há, também, técnicos que instalam antenas mediante pagamento de anuidades, com furto de sinal.

Ontem, a Polícia Federal e a Receita realizaram a Operação Satelles, com o objetivo de reprimir o comércio e a operação dos receptores.

Mais de 70 policiais federais, além de servidores da Receita e fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envolveram-se na operação, executada a partir de Porto Alegre.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e cinco conduções coercitivas, além de dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 7ª Vara Federal da cidade gaúcha. 

A ação policial também deve ser estendida brevemente às fronteiras com o Paraguai por Mato Grosso do Sul, por onde os receptores têm circulado com facilidade após compras no país vizinho.

Há menos de um mês, policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam um VW Fox com placa de São Gabriel do Oeste transportando 33 aparelhos receptores adquiridos no Paraguai.

A apreensão ocorreu durante bloqueio para fiscalização em Maracaju. Os produtos eletrônicos, em poder de homem de 24 anos, estavam escondidos em fundo falso no veículo.

*Leia reportagem, de Thiago Gomes, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!