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PESCA PREDATÓRIA

Tráfico de animais e pesca ilegal são alvos de operação

Período é considerado crítico por ser época de reprodução de espécies

9 OUT 19 - 16h:03ALÍRIA ARISTIDES

A Polícia Militar Ambiental (PMA) deflagrou hoje (9) uma operação ligada à pré-piracema. As fiscalizações da ‘Operação Padroeira do Brasil’, que deve durar até o próximo dia 14, conta com a participação de 362 policiais e deve visar diversos crimes ambientais, como tráfico de animais, principalmente de papagaios, além de pesca exploratória. 

O aumento da pesca predatória devido a piracema, período reprodutivo dos peixes, motivou operação da PMA nos rios do Estado desde o dia 1º de outubro, sendo que desde o início do mês dez pescadores foram presos durante as fiscalizações. Com os feriados desta semana, a intenção é aumentar os trabalhos para evitar a prática ilegal que pode ser intensificada nos dias de folga. A Operação Pré-Piracema deve continuar até o dia 5 de novembro.  

Além da pesca, serão fiscalizadas todos os tipos de crimes e infrações ambientais, com atenção especial para o tráfico de papagaios, que também apresenta aumento considerável durante o final do ano. Agosto a dezembro é considerado o período mais crítico relativo ao tráfico da espécie, já que a primavera é a época de reprodução da ave. Ovos e filhotes recém nascidos são os principais alvos dos traficantes que abastecem o comércio ilegal de animais de estimação. O papagaio-verdadeiro é considerado a espécie mais traficada do Mato Grosso do Sul, sendo geralmente destinado para comércio no interior de São Paulo.  

Quatro equipes de Campo Grande devem realizar trabalhos itinerantes, ficando em contato com as equipes que estão atuando, sendo responsáveis pela movimentação necessária de presos ou materiais que venham a ser apreendidos.

Ano passado, durante a operação realizada no mesmo período, foram autuados 10 infratores, aplicadas multa de R$53 mil e apreendidos 48 kg de peixes ilegalmente pescados. Dos infratores, somente três foram presos pela prática de pesca predatória. Na operação de 2018, ainda foram identificados outros crimes ambientais: cinco pessoas foram autuadas por desmatamento, uma por maus-tratos a um cachorro e uma por construção e degradação e área de preservação permanente (APP).

 

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