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PREVISÃO

Com medidas, pico de infecção deve acontecer em até 40 dias

Em 14 dias, Mato Grosso do Sul tem 28 casos confirmados e 427 notificados
28/03/2020 10:00 - Fábio Oruê


 

Vivendo as consequências da pandemia do novo coronavírus, Mato Grosso do Sul fechou escolas, comércios, universidades e espaços públicos há cerca de 10 dias. O esforço é para combater o avanço viral e minimizar seus impactos na população.

Porém, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), estima que o pico da Covid-19 - doença causada pelo vírus - seja daqui duas semanas caso as medias de contenção sejam reduzidas. Mas se forem mantidas as notificações da doença podem aumentar apenas em maio.

“Em duas ou três semanas é o pico da doença, dentro do que a gente estuda da velocidade que aconteceu no Sudeste, que foi onde teve o ‘boom’ aqui no Brasil, e dos outros países”, disse ao Correio do Estado a diretora de atenção à saúde da SES, Mariana Croda.  

Atualmente, segundo o último boletim epidemiológico - divulgado ontem -, MS tem 28 pessoas com o coronavírus, sendo que 24 são na Capital e os municípios de Sidrolândia, Ponta Porã, Batayporã e Rio Verde tem um caso confirmado cada. Do total de infectados, 14 estão em isolamento domiciliar, cinco estão internados e nove finalizaram a quarentena e estão sem sintomas.

Os dois primeiros casos confirmados em MS foram no dia 14 de março - há 14 dias - ou seja, o Estado tem uma média de dois casos confirmados por dia.

Em São Paulo, que teve o primeiro caso registrado no dia 25 de fevereiro - há pouco mais de um mês -, são 68 mortes pelo novo coronavírus, segundo balanço do Ministério da Saúde e 1.223 casos confirmados, uma média de quase 38 casos ao dia.

Neste semana, o presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido), fez um pronunciamento defendendo o isolamento vertical, diferente do que está sendo adotado no Brasil - o horizontal.

No vertical, somente pessoas do grupo de risco (idosos, cardíacos, pessoas com doenças respiratórias, diabéticos, hipertensos e etc) ficam em isolamento e as outras pessoas vivem suas atividades normalmente.

“Temos que esperar mais um tempo, para que o vírus apareça de forma mais diluída. Até para a gente ganhar tempo de testar novas drogas. Os outros lugares encontrarem uma solução definitiva. Então tem que observar os próximos dias, não é momento de retornar a exposição”, disse Croda.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou que há risco da doença mesmo entre os jovens. “Vocês não são invencíveis. Esse vírus pode colocar você no hospital por semanas ou até matar. Mesmo que não fique doente, as escolhas que faz sobre onde ir podem fazer a diferença sobre a vida ou a morte de outra pessoa”, afirmou na semana passada o diretor-geral do órgão, Tedros Ghebreyesus.

Especialistas também apontam o risco de um jovem contaminado com coronavírus, mesmo que não desenvolva os sintomas, transmita o vírus para algum parente idoso, como pais e avós.

FLEXIBILIZAÇÃO

Conforme a profissional infectologista, se caso passem a flexibilizar as medidas tomadas para o enfrentamento do vírus haverá uma sobrecarga na saúde. “Uma parte da população que pegar o coronavírus, sobretudo os mais jovens, vão ter sintomas gripais sem tanta gravidade e uma parte vai requerer internação hospitalar. E mais com o coronavírus na cabeça, todo mundo vai acabar indo procurar ajuda médica e o que nós tememos é a sobrecarrega hospitalar.Maior medo são as unidades de terapia intensiva, se vai ter leitos para todo mundo”, previu ela, que antecipa que a normalidade pode começar a voltar gradativamente a partir de quatro semanas.  

A Saúde Estadual está priorizando os casos mais graves com os sintomas da Covid-19, como a falta de ar, mas para ter controle total do vírus no Estado, é preciso que todos os casos sejam mapeados.

“Todos os casos de gripes são possíveis de ser coronavírus. Por isso a nossa atenção está nos pacientes que têm sintomas mais graves. Nós já mapeamos em pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave ou nas unidades sentinelas, nós temos algumas no Estado, onde nós colhemos a secreção de todos que tiveram contato com a pessoa. Mas nós não sabemos o número real de infectados e é difícil estimar só pelos casos de mais gravidade”, revelou. 

 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?