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SAÚDE

Picadas de escorpião quase dobram e acende alerta na Capital

Preocupação é devido ao fato de que acidentes costumam aumentar após período de frio

14 AGO 19 - 15h:33GLAUCEA VACCARI

No primeiro semestre deste ano, quase 500 pessoas foram picadas por escorpião em Campo Grande, sendo os meses de abril a julho com maiores incidências de casos, com 227 procurando atendimento nas unidades de saúde por conta das picadas. Conforme a Secretária Municipal de Saúde (Sesau), o número é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 119, e o aumento causa preocupação.

Conforme a Sesau, apesar dos casos 500 casos registrados, o número pode ser ainda maior, tendo em vista que há unidades de saúde que enviam o registro até um mês depois do atendimento, ou até mesmo casos em que a vítima não procura atendimento.

Os acidente com os animais peçonhentos acenderam o alerta do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), devido ao fato do período em que há maior incidência ainda não ter chegado.

A maior preocupação é o número significativo de atendimentos feitos nos últimos quatro meses, quando os acidentes costumam ser menores por conta das baixas temperaturas e tempo seco, período em que os escorpiões não saem de seus esconderijos.

Conforme a coordenadora do setor de controle de roedores, animais peçonhentos e sinantrópicos do CCZ, Juliana Resende, além das temperaturas e tempo seco, essa época não é a de reprodução dos insetos que fazem parte da alimentação do escorpião, o que faz com que haja redução nas notificações no período, o que não ocorreu neste ano.

Além disso, o temor é que, com a volta do período de chuvas, que deve ocorrer no próximo mês, os escorpiões saiam dos esconderijos para se alimentar e o número de picadas cresçam ainda mais.

“Se nessa época já está tendo essa quantidade grande de acidentes escorpiônicos, na época de desenvolvimento deles nós vamos ter um número de registros ainda maior”, alerta a coordenadora.

Orientação é que, em caso de acidente, a pessoa vá imediatamente até uma unidade de saúde, onde será medicada e ficará em observação para controlar uma possível reação alérgica ao veneno do animal.

Caso seja possível, também é orientado tentar colocar o animal em um recipiente com álcool, evitando contato e novo acidente, e levá-lo ao CCZ, para que seja identificado a espécie do animal e definida quais medidas devem ser tomadas para a extinção do artrópode na residência.

CUIDADOS

Indicação da coordenadora é manter sempre o quintal limpo.

Folhas acumuladas, restos de materiais de construções que estão guardados sem utilidade, garrafas e outros inservíveis – itens que permanecem reservados, mas que não têm mais uso – são abrigos perfeitos para os animais.

Latas de lixos e caixas de gordura mal fechadas também, já que nesses locais existem restos de comidas que atraem insetos que são alimentos aos escorpiões.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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