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PRESO EM CAMPO GRANDE

PF pede prorrogação do inquérito que apura atentado contra Bolsonaro

PF pede prorrogação do inquérito que apura atentado contra Bolsonaro
25/04/2019 09:51 - ESTADÃO CONTEÚDO


 

A Polícia Federal de Minas Gerais pediu mais 90 dias para finalizar o inquérito que apura a facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral em 2018. Esta é a terceira vez que isso acontece e a alegação é de que, entre outros pontos, falta ouvir pessoas que tiveram contato com Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL) e preso no Presídio Federal de Campo Grande.

O pedido da PF foi remetido na quarta-feira (24) para ser analisado pelo Ministério Público Federal em Juiz de Fora, cidade mineira onde ocorreu o ataque. O documento é assinado pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes, que justifica a solicitação argumentando que faltam alguns exames periciais e terminar de apurar suposta fraude na página do acusado em uma rede social.

A finalidade do inquérito é descobrir se Adélio teve a ajuda de alguém ou de alguma organização criminosa. Ele foi preso logo após o ato e as investigações realizadas até agora apontam que ele agiu sozinho por discordar politicamente de Bolsonaro.

Se o novo prazo for concedido, a PF também espera durante este período obter da Justiça a liberação para análise dos materiais apreendidos com o advogado de defesa Zanone Manuel de Oliveira Júnior, visando a saber quem pagou seus honorários para defender Adélio.

O agressor, por sua vez, segue na Capital. Filmagens da época do ataque mostram Adélio esfaqueando Bolsonaro no abdômen. A agressão aconteceu em 6 de setembro e fez com que a vítima ficasse por mais de 20 dias internada e tendo de passar por duas cirurgias.

O presidente Bolsonaro é quem mais tem cobrado a identificação do suposto mandante do atentado. Mas o advogado de Adélio reafirma a tese de que seu cliente agiu sozinho e que possui problemas mentais. Laudos periciais indicam que o agressor é semi-imputável, não dispondo de plena capacidade de compreensão dos próprios atos. 

DEFESA

Procurado para comentar o pedido de prorrogação do inquérito, o advogado de defesa diz considerar isso normal. "Mas eles não vão achar nada. Já vasculharam a vida de todo mundo, então, se houvesse algo já teriam encontrado. Afinal, estamos falando de um crime contra o presidente da República", disse Zanone Manuel Júnior.

O defensor contou que já reviraram sua vida, a de Adélio e de toda a sua família. "Então, só se for para inventar alguma coisa", falou sobre o pedido de mais prazo. "O cara é doidão!", justificou o advogado sobre o crime. Por isso, diz que a defesa não está pedindo a soltura do agressor, mas sim sua transferência para um hospital onde receba um tratamento adequado".

Zanone também foi questionado pela reportagem sobre a investigação da polícia que quer descobrir quem está pagando seus honorários. "Ah, isso vão ficar querendo saber... Mas só na próxima encarnação", desconversou.

Felpuda


Em uma das eleições em MS, candidato já oficializado na convenção corria o trecho para conquistar os eleitores. Mal sabia, porém, que time do seu partido e de aliados estava tramando sua derrubada para emplacar substituto que teria mais votos. Por muito pouco, o dito-cujo não foi guilhotinado, conseguindo salvar o pescoço. Agora tudo indica que o mesmo processo estaria em andamento e seria mais fácil, pois a “vítima” desta vez ainda é só pré-candidato. Dizem que a “turma da trairagem” tem know-now no assunto.