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PERÍCIA

Pesquisa sobre novo estudo forense de MS
é finalista em concurso mundial

Projeto é pioneiro no mundo e poderá transformar investigação de crimes

9 JUL 18 - 15h:05RAFAEL RIBEIRO

Inovar em ferramenrtas de apoio à perícia para elucidar crimes, através de um inovador formato de rastreamento de grãos de pólen, foi o que levará grupo de pesquisas da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) liderado pelo professor Wedney Rodolpho de Oliveira, perito criminal que integra a Coordenadoria Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul, à final do Tshinghua-Santander World Challengers of the 21st Century (desafios mundiaiis do século XXI, na tradução ao português), evento que acontece entre 29 de julho e 9 de agosto, em Pequim, na China. O projeto é um dos 12 finalistas entre 67 projetos inscritos e chega na Ásia com a maior pontuação acumulada.

O estudo já estava em andamento há seis anos, iniciado pela entomologia (estudo de insetos e larvas) e agora passou para a palinologia (pólens) forense. O grupo viu no concurso a oportunidade de inovar a pesquisa, na questão ambiental, conscientizando de que é preciso preservar a natureza e ainda criar um equipamento acoplado ao celular para acelerar o trabalho de análise feito hoje em laboratório, por meio de microscópio.

Na China, o desafio do grupo será o de desenvolver um equipamento de lentes adaptado a um telefone celular, substituindo o trabalho atual, acelerando assim a investigação, que passa a ser instantânea. "Basicamente poderemos relacionar o tipo de vegetação com o pólen encontrado na vítima, indicando a localização da vítima, o local onde o crime ocorreu com exatidão e o caminho que o corpo possa ter tido", disse Oliveira.

A doutoranda Ariadne Barbosa Gonçalves, do programa de Ciências Ambientaios e Sustentabilidade Agropecuária da UCDB, que encabeça a pesquisa, já realizou testes em oito ocorrências policiais reais para comprovar a aplicabilidade do trabalho.

"Sei qual é o pólen e qual a região de procedência dos grãos. O pólen encontrado no corpo não é compatível com a região onde foi encontrado. Essas afirmaçõesjá é possível fazermos, possibilitandofornecer informações para o perito, que as utilizará na investigação policial", disse Ariadne.

Por ser uma ferramenta inédita no Brasil, a expectativa do grupo é que um dia o protótipo de lentes seja patenteado e o softwareregisrtrado para que possam ser utilizados no mundo inteiro, ajudando na elucidação de crimes.

"O estudo da palinologia é um trabalho que tem uma relevância social muito importante. Ainda que um trabalho desse demande anos ou décadas de pesquisa, a resolução de um crime já justificaria todo esse trabalho. Então isso já valeu a pena. O empenho nesse projeto pioneiro vem para contribuir por uma sociedade em que haja a melhor garantia da ordem e segurança pública", disse Oliveira.

O grupo viaja com as despesas pagas pelos patrocinadores do evento, concorrendo a um prêmio de US$ 3 mil (cerca de R$ 10 mil) para o primeiro lugar.

O TRABALHO

Após coletar os grãos de pólen no corpo da vítima, no laboratório os pólens são identificados e com imagens áreas e de satélite fornecidas pela prefeitura de Campo Grande e o Ministério do Meio Ambiente, por meio do georreferenciamento da vegetação da cidade, o que vai determinar o tipo de vegetação na qual pode ser encontrao pólen.

"Com imagens hiperespectral é possível separar a vegetação de área impermeabilizando do mapa, utilizando isso o sftware fornece os parâmetros da localização, como vegatação mata, vegetação rasteirae vegetação urbana. Cada tipo de vegetação possui determinados valores de pixels que possibilita separar onde estão esses fragmentos de vegetaçãopela cidade de Campo Grande", explicou a doutoranda.

A pesquisa trabalha para encurtar esse espaço de investigação. Com uma lente 400 vezes mais potente capturar a imagem do pólen no local do crime e de forma instantânea, com o uso de um aplicativo, trazer a informaçãoda localização da procedência do pólen e colabora de forma imediata na investigação. O tempo que o crime ocorreu também poderá ser observado, já que o aplicativo vai informar o período de flora de cada tipo de vegetação e contrastado com o que foi encontrado na cena do crime.

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