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PROPOSTA

Pescadores pedem inclusão do Tucunaré no decreto da cota zero

Pesca do peixe ainda não tem restrições

6 MAI 19 - 14h:18FÁBIO ORUÊ

Associação de Pescadores Esportivos de Três Lagoas (APETL) vai propor ao governador Reinaldo Azambuja a inclusão do Tucunaré, peixe amazônico e exótico, no decreto da cota zero.  A medida é discutida também em São Paulo.

Pescadores amadores participaram do 10º Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas, que contou com 880 esportistas, de 12 estados, e aconteceu no último fim de semana. Segundo o presidente da APETL, Kenzo Sigaki, a pesca do tucunaré é aberta e, não havendo medidas restritivas, coloca em risco a espécie e o próprio torneio de Três Lagoas, que movimentou R$ 2 milhões na economia da cidade. Ele disse que os pescadores da região têm um pacto pela preservação do peixe, definindo a captura entre 30cm e 45cm ou 65cm para a espécie de cor azul.

O empresário paulista Nelson Nakamura, de 63 anos, pesca desde os anos de 1970 nos rios de Mato Grosso do Sul e afirma que o Estado tem perdido o público de pescadores. “Mato Grosso do Sul já perdeu 90% dos pescadores esportivos para a Argentina com a matança aberta das espécies nativas do Pantanal e resta agora o tucunaré, que é o peixe mais procurado no Rio Paraná”, disse.

A posição do pescador paulista reforça a proposta da APETL, que apresentou formalmente o pedido de uma legislação restritiva à pesca do tucunaré ao secretário em exercício da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Ricardo Senna. O titular da pasta representou o governador no encerramento do torneio em Três Lagoas, no sábado (3/5), e adiantou que a medida é viável.

“Vamos levar ao governador essa reivindicação de ampliar o controle da pesca, incluindo uma espécie que veio para dominar o Rio Paraná e hoje proporciona a realização do maior torneio de pesca esportiva do Brasil em Três Lagoas”, disse Senna. “A cota zero é uma medida protetora, mas também visa estimular o mercado da pesca esportiva no Estado, atraindo os brasileiros que deixam meio milhão de reais por ano na Argentina para fisgar um dourado.”

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