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VILA POPULAR

Famílias relatam drama, após terem perdido tudo em enxurrada

Moradores disseram que foram surpreendidos pela água às 4h30
13/02/2019 11:20 - BRUNA AQUINO E RENATA VOLPE


 

“Perdi Tudo”, esse é o único relato das famílias que moram na Avenida Rádio Maia, na Vila Popular, que perderam móveis, alimentos e eletrodomésticos dentro de casa por conta da chuva que atingiu Campo Grande na madrugada desta quarta-feira (13). Conforme informações dos moradores, a água invadiu as casas rapidamente e em algumas residências móveis ficaram boiando.

Foi o caso da diarista, Rosana da Silva, de 42 anos, que mora há um ano na Avenida e disse nunca ter passado por isso. Pega de surpresa pela água, ela acordou às 4h30 e a enxurrada já havia tomado toda a casa. Ela perdeu tudo, desde colchão a comida que estava no armário.

Paulo Sergio Spindola, de 47 anos, mora com a família em uma das casas alagadas, perdeu os móveis que comprou a apenas dois meses e pretende mudar de bairro. “Perdemos tudo, a geladeira e fogão compramos a dois meses atrás, geladeira até tombou com a força da água, eu não sabia que aqui alagava assim, vou ter que vender a casa e mudar”, disse.

Tomadas de lama, a situação ficou crítica e o cheiro de lixo ficou bastante forte na região depois que a água baixou o nível.

A aposentada Zélia Silva Lima, de 64 anos, que mora na mesma residência com os filhos e o neto há 30 anos. Ao Correio do Estado, ela contou que só percebeu o começo da invasão da água quando foi acordada pelo vizinho. “Quando a água começou a subir, um vizinho começou a chamar o outro, perdi móveis, guarda-roupa novo e comida na despensa”, disse. Diferente dos outros casos, Zélia contou à reportagem que pelo menos duas vezes por ano a casa dela era alagada, chegou a ir morar no sítio, mas voltou morar no bairro, porém fez uma casa no mesmo terreno um pouco mais alta para tentar evitar o ocorrido.

Cleber Mendes, de 30 anos, mora com a esposa em uma residência um pouco mais alta e conseguiu salvar algumas coisas. Mesmo assim, perdeu mantimentos que estavam no armário mais baixo e uma estante na sala.

No local, o secretário municipal de obras, Rudi Fioresi, fez uma fiscalização e equipes da prefeitura irão começar a limpeza à tarde. À reportagem, ele disse que na mata em frente as casas, têm uma tubulação e provavelmente a chuva trouxe galhos e lixos, o que pode ter entupido a tubulação, causando a enchente. Sobre a ajuda às famílias que perderam tudo, o secretário disse que essa questão é responsabilidade da Defesa Civil Municipal.

 

 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!