CONTRA A REFORMA

Passeata marca manhã de manifestação no centro da Capital

Ato reuniu representantes de 70 entidades e sindicatos
14/06/2019 11:44 - GLAUCEA VACCARI E DANIELLA ARRUDA


 

Manifestação contra os cortes da educação e contra a Reforma da Previdência reuniu milhares de pessoas no centro de Campo Grande, na manhã hoje. Manifestantes se reuniram na Praça do Rádio Clube e iniciaram passeatas pelas ruas da Capital por volta das 11h30. Expectativa da organização é de que 20 mil pessoas participem dos atos realizados durante o dia.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS), Genilson Duarte, afirmou que o movimento, convocado pelas centrais sindicais do país, teve grande adesão por várias categorias de trabalhadores. Segundo ele, 70 entidades representativas de servidores participaram da caminhada no centro.

“Esperamos o que aconteceu no passado. Primeiro, conscientizar os trabalhadores sobre as perdas que terão e depois a bancada. Não podemos ter uma bancada de 11 parlamentares (entre deputados e senadores) e deixar passar essa proposta de reforma”, disse Duarte.

Ele defendeu ainda alternativas à reforma, como cobrança da dívida da previdência e a taxação de grandes fortunas. “Não dá para sacrificar os trabalhadores (se existem outras medidas)”, enfatizou.

A concentração de manifestantes começou logo pelo início da manhã, com participação de professores, sindicatos de diversas categorias e também de movimentos sociais. Por volta das 11h30, eles saíram em passeata pela avenida  Afonso Pena, Rui Barbosa, Maracaju, 13 de maio e retornando pela Afonso pena, com encerramento na praça Ary Coelho. Durante a passagem, equipes do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito e da Guarda Municipal interditam os trechos, que são liberados na sequência.

Segundo informações do presidente da Federação dos Trabalhadores na Educação de MS (Fetems), Jaime Teixeira, “os trabalhadores estão mostrando nas ruas o quanto esse projeto (reforma da Previdência) é abominável para a classe. Saíram do relatório o BPC (benefício de prestação continuada, que atende principalmente idosos de baixa renda) e trabalhadores rurais, mas mesmo assim o projeto não atende aos professores e principalmente as mulheres, que serão  as maiores prejudicadas”, destacou. Somente a Fetems tem 24 mil trabalhadores filiados e cerca de 35 mil na base sindical.

Ainda segundo Teixeira, dezenas de ônibus vieram do interior do Estado com trabalhadores da educação,para participar do ato. Além disso, há mais ônibus de movimentos de luta pela terra que também estão a caminho da Capital, segundo organizadores.

ADESÃO

No início do dia, motoristas e funcionários do transporte coletivo de Campo Grande aderiram a greve geral, atrasando a hora de saíde da garagem, que acontece às 4h. Os ônibus começaram a cirular apenas por volta das 7h30.

No Hospital Universitário de Campo Grande, de Campo Grande, atendimento está sendo feito com apenas 50% dos servidores nas áreas consideradas críticas e 30% nas demais áreas, nesta sexta-feira (14).

Coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Institutos Federais de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sista/MS), Cléo Gomes, disse ao Correio do Estado que a paralisação de 50% é nas áreas de terapia intensiva, centro cirúrgico e pronto atendimento, enquanto nas áreas que não são consideradas de risco, o efetivo é de 30%, conforme prevê a legislação.

Além de Campo Grande, em Dourados e Três Lagoas também haverá manifestações nesta manhã.

A pauta principal da manifestação, segundo centrais sindicais, é o repúdio à proposta do governo para a Reforma da Previdência. Também estão entre as reivindicações maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e protesto contra o contingenciamento na Educação.

smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".