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SAÚDE

Pacientes esperam até 6 horas por atendimento em CRS da Coophavilla

Informações são de que apenas dois médicos estão de plantão

21 ABR 19 - 16h:58TAINÁ JARA

Pacientes da CRS (Centro Regional de Saúde) da Coophavilla, região sul de Campo Grande, aguardam até 6 horas por atendimento médico, neste domingo. Muitos idosos estão na fila de espera e há pessoas internadas há cinco dias na unidade. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesu) não divulgou a escala de plantão prevista para o feriado prolongado.

Conforme as pessoas que esperam por atendimento, dois clínicos gerais estão trabalhando na unidade. No entanto, o ritmo é lento e muitas pessoas reclamam da demora. “Acho que tem umas 14 pessoas na frente dela”, afirmou José Tadeu, 64 nos, que acompanha uma idosa de 85 anos. A senhora aguarda por atendimento desde às 9h. “Estava sentindo muita tontura. Tem diabetes e glicose alta, mas os caras não atendem de jeito nenhum. Que preferências é essa que dizem que idoso tem?”, questionou.

Gleicy Campos, 41 anos, chefe de serviços gerais, está com sangramento desde a madrugado. Procurou a unidade por volta das 10h e também ainda não recebeu atendimento. A dor de cabeça forte torna a espera ainda mais longa. “A gente que é jovem ainda aguenta ficar na fila. Agora imagina quem é idoso. Teve um senhor ali que de uns 70 anos que acabou de passar mal esperando atendimento”.

Acompanhando o pai, de 82 anos, a vendedora Deusli Silva de Oliveira, 45 anos, teme pelas longas horas de espera. “Ele reclama que está com muita dor no peito. Está sentado esperando a boa vontade dos médicos”. A dupla chegou na unidade por volta das 11h.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmou que a unidade estava cheia e, com dois médicos atendendo, foi enviada uma equipe de apoio para "desafogar".

CONVOCAÇÃO

A prefeitura não divulgou previsão de escala de plantão para o feriado prolongado, iniciado na última sexta-feira. Na quinta-feira passada, estava previsto dez médicos nos três períodos, todo clínicos gerais. Por duas vezes neste mês, a Sesau convocou médicos para atender a rede municipal de saúde.

No dia 16 de abril, foram convocados 13 profissionais, porém, o objetivo era atender as Unidades Básicas e de Saúde da Família (UBS e UBSF). Sete médicos era para atendimento ambulatorial com vínculo de 40h e seis médicos para atendimento ambulatorial com vínculo de 48 horas. No dia seguinte, a prefeitura anunciou a convocação de 64 médicos inscritos no Cadastro Temporário.

Conforme a publicação, estão sendo convocados: 13 médicos plantonistas com carga horária de 24h; quatro pediatras com carga horária de 24h; 15 médicos plantonistas residentes com carga horária de 12h; 13 médicos para atendimento ambulatorial com carga horária de 24; quatro pediatras com carga horária de 12h; 11 plantonistas especialistas para atendimento geral adulto e pediátrico com carga horária de 12h; dois psiquiatras com carga horária de 24h e dois neurologistas com carga horária de 24h por semana.

INTERNAÇÃO

Há cinco dias a auxiliar de cozinha Cremilda Lopes, 49 anos, não pode comparecer ao serviço por ter de acompanhar a mãe que está na CRS da Coophavilla aguardando por leito de internação. Nem mesmo decisão judicial favorável, levou a idosa de 70 anos a ser transferida por equipes de Sesau para algum hospital da Capital.

Em 2014, a Justiça proibiu a prefeitura da Capital e o governo do Estado de manter qualquer paciente internado por mais de 24 horas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Centros de Saúde ou corredores hospitalares.

* Matéria atualizada às 18h06 para acréscimo de informações.

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