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Campo Grande - MS, sexta, 21 de setembro de 2018

MEIO AMBIENTE

Operação Mata Atlântica soma R$ 6,2 milhões em multas no MS

Ação de fiscalização foi coordenada por 15 unidades do Ministério Público

16 SET 2018Por ALINE OLIVEIRA10h:02

O balanço da Operação Mata Atlântica em Pé, coordenado pelo Ministério Público Estadual (MPMS) e mais 14 estados apresentou os resultados preliminares referentes as fiscalizações de 2018. 

Em Mato Grosso do Sul foram aplicados R$ 6,2 milhões em multas por ações de desmatamento e degradação em áreas de Mata Atlântica e Cerrado. 

Foram expedidos 50 autos de infração em cinco municípios vistoriados pela Policia Militar Ambiental e por Agentes Ambientais Federais, totalizando cerca de R$ 6.243.810.00 em multas.

Segundo o IBAMA, apesar da operação ser focada em áreas de Mata Atlântica, todos os alvos foram identificados dentro da mesma operação. No cerrado, por exemplo, foram embargadas 14 áreas, já nas regiões de mata atlântica foram interditadas 37 áreas.

Todos os desmatamentos ilegais foram levantados por imagem de satélites e ocorreram há algum tempo. Anualmente, o MPMS cruza as informações das licenças de desmatamento com as informações das propriedades gerais, gerando laudos que são remetidos para PMA, IMASUL e o IBAMA, que vão a campo fiscalizar.

PANTANAL

Em Corumbá e Ladário, 22 pessoas foram autuadas em 22 áreas desmatadas ilegalmente, que perfizeram 192,62 hectares em Mata Atlântica, sendo aplicada multa total de R$ 1.209.450,00 e 53,85 hectares em área de cerrado, com multa total de R$ 55.260,00. 

As atividades foram interditadas. De acordo com a PMA a maioria da madeira, produto da derrubada das árvores, não estava mais no local, em outras partes, a madeira ainda estava em leiras na área desmatada.

Os infratores foram notificados a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada (Prada) junto ao órgão ambiental estadual e poderão responder por crime ambiental, que prevê pena de um a três anos de detenção paras as áreas desmatadas em Mata Atlântica e de três a seis meses de detenção nas áreas de cerrado.

 

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