Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

R$ 14 milhões

Operação desmonta quadrilha que traficava drogas para
São Paulo e Paraná

Durante 1 ano e meio, quadrilha traficou droga que somou R$ 14 milhões

4 AGO 2015Por ALINY MARY DIAS09h:41

Depois de 1 ano e meio de investigações, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o Departamento de Operações de Fronteiras (DOF), o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e a Polícia Militar iniciaram nesta terça-feira (4) a Operação Rédea Curta. Objetivo da ação é desmontar esquema de tráfico de drogas que transportava entorpecentes de Ponta Porã para São Paulo e Paraná.

Ao todo, serão cumpridos 8 mandados de prisão preventiva em Dourados e Itaporã, 18 de busca e apreensão, sendo 16 em Doirados, um em Itaporã e outro em Ponta Porã, 6 conduções coercitivas em Dourados, quando a pessoa é levada para delegacia par prestar depoimento e seis notificações, que não foram detalhadas.

De acordo com o Ministério Público Estadual, a organização criminosa era liderada por Wilton Leite a Costa, conhecido em Dourados como Vila Vargas. Outro investigado é Gustavo Belmont da Silveira, braço direito de Wilton e responsável pela logística do transporte da droga, mais especificamente a cocaína.

A investigação revelou que a droga era transportada em compartimentos escondidos de veículos. Também havia o uso de batedores, aqueles carros que têm a função de verificar se o caminho está livre para o tráfico. A quadrilha é investigada por ter movimentado R$ 14 milhões em 1 ano e meio.

Ainda segundo o MPE, Wilton usava documentos falsos e adquiria a droga pessoalmente recebendo, inclusive, dinheiro em espécie. Valores também eram depositados em contas bancária de terceiros.

Concessionárias de veículos usados, mais conhecidas como garagens, de Dourados e Ponta Porã faziam parte do esquema, comercializando veículos ligados à quadrilha.

Além de Wilton e Gustavo, também foram identificados como integrantes da quadrilha Rogério Esterque da Silva e William Cristaldo Boeira.

Durante o 1 ano e meio de investigação, a quadrilha teria comercializado mais de 200 quilos de cocaína, 1,3 toneladas de maconha, 4,1 de crack e 1 tonelada de haxixe.  

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