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OPERAÇÃO QUEBRACHO

Operação de combate ao desmatamento multa indígenas em R$ 218 mil

Propriedades de reserva indígena estariam sendo arrendadas para terceiros
12/09/2019 12:40 - ALÍRIA ARISTIDES


 

Na última segunda-feira (10), uma operação conjunta que contou com participação da Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), foi deflagrada na Reserva Indígena dos Kadiwéu, na Serra da Bodoquena, em Corumbá e Porto Murtinho visando coibir a exploração ilegal de madeira, desmatamento e queimadas. Na ocasião, o Ibama emitiu multas de aproximadamente R$218 mil pelas infrações, direcionadas para os indígenas. No entanto, o destino final das multas é a Funai. 

A área degradada, aproximadamente 43 hectares, estava localizada em sete propriedades rurais objeto de retomadas pelos indígenas. De acordo com as investigações, há indícios de arrendamento ilegal das terras para terceiros, que estavam sendo destinadas para pastagens, agricultura e extração madeireira. Em coletiva realizada na manhã de hoje (12), representantes dos três órgãos participantes da Operação Quebracho, como foi batizada, afirmaram que as investigações continuam para apurar a extensão exata da área e quem são os possíveis envolvidos nos crimes de desmatamento, uso ilegal de fogo e extração ilegal de madeira. Até o momento, ninguém foi preso. 

O Superintendente Regional da Polícia Federal, Cleo Mazzotti, reforçou que a ação ilegal partiu de poucos indivíduos da comunidade Kadiwéu e que o lucro com os crimes iam para terceiros. “Todos os índios estão sendo prejudicados. Alguém está lucrando em uma área que deveria ser preservada. A ação é para proteger a coletividade indígena, estamos defendendo direitos coletivos da comunidade em detrimento de alguns que acabam lucrando”, salientou.  

Algumas das denúncias que motivaram a ação partiram de indígenas da própria comunidade Kadiwéu. Segundo Henrique Dias, coordenador regional da Funai, a extensão da área de reserva, que é também de difícil acesso, dificulta a aproximação entre o órgão e as comunidades, além do acompanhamento de situações como as investigadas. Ainda de acordo com Dias, a reserva da etnia Kadiwéu abrange mais de 500 mil hectares de terra demarcada, onde estão distribuídos cerca de 2500 indígenas em pequenas aldeias espalhadas. 

As denúncias de crimes ambientais na região estão sendo recebidas há cerca de um ano, tempo utilizado para elaborar a operação. De acordo com Luiz Carlos Marchetti, o Superintendente Regional do IBAMA/MS, não foram localizados carregamentos no local porque o mesmo já havia sido encaminhado para os locais de destino. Marchetti também reforçou que o órgão segue realizando o acompanhamento da área protegida por lei. 

Foram identificados acampamentos com exploração ilegal de madeira e pequenos desmatamentos que resultaram na apreensão e 700 lascas de ipê, além de multas de para o posseiro da propriedade. Nos locais, a Polícia apreendeu motosserras, corrente de arrastão, motos e armas de fogo. Ainda foi identificada a presença de indivíduos que não pertenciam a etnias indígenas, os quais estavam realizando corte seletivo de árvores, como a Aroeira e o Ipê, alegando ter sido contratados pelos indígenas.

 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?