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FLEXIBILIZAÇÃO

Ônibus transportaram 40 mil passageiros no primeiro dia de retomada do comércio

Saiba também como não pagar duas passagens e fazer integração
08/04/2020 00:30 - Fábio Oruê


 

Na volta das atividades graduais do comércio de Campo Grande, o transporte coletivo transportou cerca de 40 mil passageiros na segunda-feira (6), primeiro dia da retomada e abertura parcial dos estabelecimentos na cidade. Com a flexibilização promovida pela prefeitura, os ônibus começaram a atender toda a população desde que respeitando a regra de que todos os passageiros viajassem sentados. 

Segundo o presidente do Consórcio Guaicurus - administradora do sistema de ônibus da Capital -, João Rezende Filho, a empresa esperava um maior movimento de pessoas neste primeiro dia, justamente por conta da reabertura comercial. “A avaliação é positiva para esse primeiro dia, apesar que esperávamos mais pessoas. Achamos que hoje [terça-feira] vai ser maior que ontem [segunda-feira]”, disse ele ao Correio do Estado.

Cerca de 250 veículos passaram a circular pela cidade e mais de 100 linhas foram disponibilizadas. Anteriormente somente 11 linhas atendiam os profissionais de saúde e de outras áreas consideradas essenciais. Conforme Rezende, as reações por parte da população foram diversas. “Tem gente que falou que gostou da organização, mas também teve gente que reclamou”, comentou. 

Uma das reclamações foi quanto ao serviço de integração, que supostamente não funcionou. Porém, o presidente explicou que nos cartões ao portador, usado por grande parte das pessoas, não dá direito à integração. “Toda vez que ele [cartão] passa pela catraca, ele cobra uma passagem e isso vem de fábrica; é para uso eventual. Então como as pessoas estavam subindo pela portas da frente nos terminais, ele acabava cobrando uma segunda vez; geralmente entram pelas portas de trás do ônibus”, explicou, reiterando que a determinação foi feita pelo prefeito Marcos Trad (PSD).

 
 

A orientação é que o passageiros façam uso do cartão cidadão, que pode ser adquirido nos terminais e nos fáceis do centro da cidade e tem a possibilidade de integração. “Ele não tem custo nenhum para aquisição. Só precisa ter cadastro; leva um documento com foto e CPF para cadastrar”, disse. 

Outro foco de resistência foi levantado por Trad, em transmissão ao vivo pelo Facebook ontem. “Recebemos muitas denúncias de pessoas que não estão respeitando o motorista quando o ônibus já está totalmente ocupado com passageiros sentados. Poxa vida, gente! Isso foi acordado, foi combinado [...] O que nós combinamos? Somente passageiros sentados. Ora, se o ônibus passar no ponto e não parar, é porque ele já está com a ocupação total. [...] Você, patrão, seja um pouco compreensivo, tenha bom senso. O que nós não podemos ter é passageiros em pé para que a infecção não seja cada vez mais rápida”, exclamou o prefeito.

Assim como Trad, Rezende também pediu a compreensão por parte da população. “A ‘coisa’ não está normal. O comércio não está normal, os órgãos públicos não estão normais e os ônibus também não”, finalizou. 

 

Felpuda


Outrora afinadíssimo com o presidente Jair Bolsonaro, parlamentar sul-mato-grossense começou a ser escanteado em consequência de uma das crises políticas de grande repercussão. A figura entrou em campo e botou falação sobre o que estava ocorrendo, e isso soou que só como crítica pesada ao governo, que, como não poderia deixar de ser, não gostou nadica de nada. Há quem diga que o dito-cujo é muito levado “pelo sangue”. Então, tá!...