Cidades

CONTROLE DE ENCHENTES

Obras em rio e avenida
vão ficar prontas só em dois anos

Serviços já realizados no local têm resistido às chuvas

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Iniciadas no mês de abril deste ano, as obras de revitalização e controle de enchentes do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel, devem ficar prontas em outubro de 2020. A prefeitura de Campo Grande anunciou que, além de ter resistido as chuvas intensas dos últimos dias, a estrutura que já está pronta estancou a erosão que ameaçava as pistas laterais da avenida, no trecho próximo do cruzamento com a Rua Santa Adélia. Também não foram registrados transbordamentos do canal, como era de costume.

Conforme cronograma da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em dois anos, deve ficar pronto o último lote da obra, entre as ruas Abolição e Bom Sucesso. Quem costuma passar pelo local para ir ao trabalho ou realizar outras tarefas tem enfrentado desvios, além de congestionamento em determinados horários do dia. No entanto, o trecho está bem sinalizado. 

Até agora, já  foram implantadas 34,13% da extensão de gabião no trecho, que é uam espécei de muro para segurar as erosões. De 24.624,5 metros, ficaram prontos 8.405,50 metros, restando ainda 16.098 metros, chegando em alguns pontos a 8,5 metros de altura, com até 10 degraus.

Dos 4.492,50 de manta  geotêxtil  que revestirão os barrancos,  mais de 3.134 metros já foram instalados. Este material, feito com poliéster, é colocado atrás das paredes de gabião, reforçando ainda mais a proteção das margens do aparecimento de novos processos erosivos.   Dos 20.929 muros de contenção em concreto armado programados, mais de 8 mil metros já foram colocados.

JUSTIÇA
A revitalização  do Rio Anhanduí é um projeto antigo, que se arrasta há pelo menos cinco anos. Em outubro deste ano, decisão judicial deu prazo de um ano para a conclusão da obra. No entanto, a determinação do juiz Marcel Henry Batista de Arruda, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, corresponde a trecho da via localizado entre a rua Santa Adélia até a avenida Campestre, que não faz parte do cronograma atual de obras. A prefeitura afirmou que vai recorrer.

Em janeiro de 2017, o município alterou o projeto, com redução de área de abrangência das obras, e pediu aumento de recurso federal. Na época havia R$ 43,9 milhões previstos, mas a atual gestão pediu para elevar o montante para R$ 50 milhões. Além disso, o trecho a ser recuperado diminuiu e o futuro projeto prevê que as obras comecem na Rua Santa Adélia e sigam até a Avenida Manoel da Costa Lima e não mais até a Avenida Campestre. A redução é de 4,9 quilômetros. 

Com as alterações, o município abriu nova licitação, a terceira desde 2011. Apenas duas das 13 empresas que participaram do processo licitatório para a revitalização da Avenida Ernesto Geisel ganharam o certame por menor preço. 

A prefeitura previa um custo R$ 56.118.414,08 com a revitalização - que ficou em aproximadamente R$ 48,9 milhões -, sendo R$ 10 milhões de contrapartida do cofre municipal. A Gimma fica responsável pelo primeiro lote da obra - que teve 13 propostas - entre as ruas Santa Edélia e Abolição. A empresa ganhou por ter o menor preço na concorrência, sendo R$ 13.122.999,21 para esta etapa.

A segunda e a terceira etapa da revitalização - que tiveram 8 e 12 propostas, respectivamente - ficam sob responsabilidade da Dreno. Ela deve fazer a obra entre as ruas Abolição e Bom Sucesso, do segundo lote, e no terceiro lote, a área entre as ruas Bom Sucesso e Aquário. A empresa também ganhou pelo menor preço, sendo R$ 21.975.000,00 no segundo lote e 13.400.000,00 para o terceiro lote.

 

CAMPO GRANDE

Estado vai construir batalhão da PM em região dominada pelo tráfico

Certame está na fase de conclusão de licitação

07/10/2026 09h25

Área próxima ao Estádio Guanandizão, onde a nova sede do Batalhão será construída

Área próxima ao Estádio Guanandizão, onde a nova sede do Batalhão será construída MARCELO VICTOR

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Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vai instalar a nova sede do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) na avenida Ernesto Geisel, esquina com a rua dos Andes, próximo ao Ginásio do Guanandizão, na vila Nhanhá, em Campo Grande.

A região é popularmente conhecida como uma das áreas mais violentas da Capital e ganhou fama por conta do intenso tráfico de drogas, sendo chamada de “cracolândia de Campo Grande”.

A escolha para instalação do BPMTran nesse local foi estratégica, levando em consideração a necessidade de ampliar a presença da polícia e reforçar a segurança em uma região considerada sensível da Capital.

A implantação da nova unidade deverá contribuir para o fortalecimento do policiamento ostensivo e do patrulhamento de trânsito

O projeto de construção está na fase de conclusão de licitação. Aviso de Reabertura de Proposta foi publicado nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial do Estado (DOE-MS).

Foram convocadas empresas que participam da licitação, como a Engemaf Construções LTDA, que apresentou proposta de R$ 5.803.000,00 - 7,6% a menos do que era orçado (R$ 6.243.809,92) inicialmente.

A empresa está instalada em Campo Grande e presta serviços de construção de edifícios, rodovias, obras de urbanização, terraplenagem, instalações hidráulicas, pintura e serviços de engenharia.

A sessão será reaberta nesta quinta-feira (8), às 9h30min, no site da Agesul, para divulgação da análise de proposta e manifestação do recurso.

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

Área próxima ao Estádio Guanandizão, onde a nova sede do Batalhão será construída

Atualmente, o BPMTran está localizado na rua Barão do Rio Branco, 2.760, Centro, em uma área que pertence a Prefeitura de Campo Grande. A área será destinada à construção do futuro Fórum Criminal, por isso haverá a transferência de sede para a Nhanhá.

INFRAESTRUTURA

Figueirão terá quase R$ 9,5 milhões em obras de pavimentação e drenagem

Licitação lançada pela Agesul prevê intervenções em diversas ruas do município, que tem população estimada em 3,8 mil habitantes

07/10/2026 09h15

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Com menos de 4 mil habitantes, Figueirão deverá receber um investimento de R$ 9,46 milhões em obras de infraestrutura urbana. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou licitação para execução de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas do município.

A Concorrência Eletrônica foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (7) e tem valor estimado em R$ 9.462.221,29 e será realizada no dia 26 de outubro. O critério para escolha da empresa responsável será o de menor preço, com disputa aberta e execução por empreitada por preço unitário.

O montante chama atenção diante do tamanho de Figueirão. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 3.790 habitantes em 2026. No Censo de 2022, eram 3.539 moradores, distribuídos por um território de 4,8 mil quilômetros quadrados, o que resulta em uma das menores densidades demográficas do Estado, de 0,73 habitante por km².

Considerando apenas como referência a população estimada atualmente, o valor previsto na licitação equivale a cerca de R$ 2,5 mil por habitante. Isso não significa que o recurso será distribuído entre os moradores, mas dimensiona o peso do investimento em infraestrutura para uma cidade de pequeno porte.

A obra deverá contemplar tanto a pavimentação de ruas quanto a implantação de estruturas para drenagem das águas das chuvas. O edital não detalha, no aviso de lançamento, quais vias serão contempladas nem a extensão total que receberá as intervenções. Essas informações constam nos documentos técnicos que acompanham a concorrência.

A licitação está vinculada ao Processo Administrativo e será conduzida de forma eletrônica pela Diretoria de Licitação de Obras da Agesul, conforme as regras da Lei Federal, a nova Lei de Licitações.

Laguna Caarapã

No mesmo dia, a Agesul também realizará uma segunda concorrência voltada à infraestrutura urbana no interior de Mato Grosso do Sul. Desta vez, o investimento previsto chega a R$ 9.831.347,84.

A Concorrência Eletrônica nº 130/2026 prevê obras de controle de erosão urbana e urbanização em Laguna Carapã. A sessão está marcada para as 10h30 do dia 26 de outubro, uma hora depois da abertura da disputa referente às obras de Figueirão.

Assim como na primeira concorrência, vencerá a proposta de menor preço, em modo de disputa aberto e com execução por empreitada por preço unitário.

Somados, os dois processos lançados pela Agesul representam R$ 19,29 milhões em investimentos previstos em infraestrutura urbana nos municípios de Figueirão e Laguna Carapã.

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