Cidades

SEGURANÇA

"Ninguém está acima da lei",
diz governador sobre milícia

Reinaldo Azambuja completou que outras investigações estão em andamento para coibir o crime organizado

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O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), comentou durante visita ao município de Aquidauana, no programa Governo Presente, sobre policiais envolvidos em grupos de milícia e pistolagem que foram desarticulados em operação deflagrada no dia 27 de setembro pela Delegacia Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e de Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que prendeu empresários além de 17 pessoas.

Em entrevista, Azambuja citou que “ninguém está acima da lei” e que investigações profundas estão sendo realizadas nesse sentido para coibir a ação dos criminosos principalmente na fronteira. 

Sobre policiais corruptos, o governador citou que a corregedoria funciona e discriminou atitudes criminosas por parte dos policiais. “Se olhar o histórico desse anos que estamos no governo, estamos cortando isso na própria carne, a corregedoria das nossas polícias tem funcionado bem em excluir essa banda podre que é banda que em vez de trabalhar em defesa do cidadão, trabalha muitas vezes em defesa do crime organizado, e não queremos policiais com esse perfil”, disse. 

Ainda sobre crimes envolvendo policiais, Azambuja disse que o controle é feito através das investigações e que o estado está dando uma atenção especial e que a polícia está estruturada para combater crimes desse porte. “Existem várias investigações caminhando nesse sentido, para que a gente possa prender aqueles que cometem algum delito e às vezes estão ligados ao crime organizado, as facções criminosas, que podem estar trabalhando contra o cidadão e cabe o estado cada vez mais buscar dar segurança ao cidadão de bem, olhar isso com muito critério e muito cuidado”, contou. 

Perguntado sobre ameaças indiretas por parte dos investigados na operação Omertà- que investiga empresários envolvidos em pistolagem e policiais corruptos- e reforço na segurança, Azambuja disse que vai tomar toda a precaução que necessita mas está muito tranquilo em relação a isso. “A gente está mexendo com pessoas que não tem o menor escrúpulo, isso serve ao governador, aos próprios policiais, eu acho que a gente tem que fazer esse enfrentamento, o crime não pode superar o estado, é o direito do cidadão, a livre vontade do ir e vir, a gente nunca vai ser curvar, a polícia está instrumentalizada e organizada para combater o crime e nós vamos fazer isso em todos os níveis, eu fico muito tranquilo porque o dever da polícia é dar segurança a todos, e a gente vai cuidar isso, vamos enfrentar essas questões das organizações criminosas, milícias, pistolagens que estão ocorrendo”, finalizou. 

OPERAÇÃO
A operação Omertà foi deflagrada em 27 de setembro, pelo Gaeco e pelo Garras, e prendeu os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, além de outras 17 pessoas, entre funcionários da família, policiais civis e guardas municipais. Só não foram presos na ação policial o ex-guarda municipal guarda municipal José Moreira Freires e o auxiliar Juanil Miranda Lima – apontados como os executores dos assassinatos investigados pela força-tarefa e foragidos desde abril, quando as investigações começaram a avançar –, além do advogado Alexandre Fransolozo, cujo mandado de prisão temporária (suspenso pelo Tribunal de Justiça) nem chegou a ser cumprido.

Os três policiais civis da ativa foram afastados em 2 de outubro, tendo a arma recolhida, bem como a carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinado aos policiais, além da suspensão de senhas e login de acesso aos bancos de dados da instituição policial, suspensão de férias e de avaliação para fins de promoção. Quatro guardas municipais foram suspensos e também tiveram os armamentos confiscados.

Os assassinatos de pelo menos três pessoas estão relacionados com o grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.

Para dar o nome à operação, os policiais utilizaram um termo do dialeto napolitano, do idioma italiano. Omertá, conforme o Gaeco, é um termo que se fundamenta em um forte sentido de família e em um silêncio que impede a cooperação com autoridades policiais ou judiciárias. Trata-se de um código de honra muito usado nas máfias do sul da Itália.

friozinho

'Mini' frente fria traz mínima de 10ºC para MS nesta semana

Não são esperadas chuvas nesta semana no Estado e os ventos devem fazer a temperatura cair no início da manhã, especialmente na região mais ao sul

01/06/2026 17h00

Mínimas devem chegar a 10ºC nesta semana no início da manhã

Mínimas devem chegar a 10ºC nesta semana no início da manhã FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Um sistema de alta pressão atmosférica deve trazer uma massa de ar mais seca para Mato Grosso do Sul e influenciar nas temperaturas do Estado nessa semana. 

A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica que são esperadas mínimas entre 10ºC e 15ºC no período matutino, especialmente na região sul do Estado. 

Já durante a tarde, as temperaturas vão aumentando gradualmente, atingindo máximas de até 33ºC. 

Como já noticiado pelo Correio do Estado, o mês de junho deve ser um mês com chuvas irregulares e baixa umidade do ar, típico de inverno na região, que chega no dia 21 de junho. 

Assim, especialmente nas regiões oeste, norte, nordeste e pantaneira, os valores de umidade do ar podem chegar a 15% nos horários mais quentes do dia. 

Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as mínimas esperadas ficam entre 10ºC e 15ºC nesta semana e as máximas não passam de 27ºC. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 16ºC e as máximas podem ultrapassar os 30ºC.

No Bolsão e nas regiões Norte e Leste do Estado, as mínimas chegam a 12ºC e as máximas chegam a 33ºC. 

Em Campo Grande, são esperadas mínimas de 15ºC, especialmente entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4), com céu aberto em praticamente todos os dias. 

Segundo a previsão, a semana indica predomínio de sol e pouca nebulosidade. As temperaturas mais baixas, especialmente no início da manhã, são resultado dos ventos que vêm do leste. 

Não deve chover durante essa semana, com previsão apenas para a próxima segunda (8) na Capital, que deve anteceder dias chuvosos de acordo com o Climatempo. 

Inverno quente e seco

Segundo o Inmet, a tendência para o começo do mês de junho é de um padrão de temperaturas quentes e secas em grande parte da região Centro-Oeste do Brasil. Especialmente na primeira quinzena do mês, são esperadas temperaturas elevadas, tardes mais quentes e uma redução gradual de chuvas, características de estação seca. 

As características são esperadas para as últimas semanas do outono. Faltando pouco mais de vinte dias para o Solstício de Inverno, a nova estação deve ter grande influência do fenômeno El Niño, que deixa o ar mais quente em todo o País. 

Em 2026, o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que marca o início do inverno, ocorre no dia 21 de junho, às 4h24, horário de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a noite do dia 20 para 21 de junho seja a mais longa do ano.

Em Campo Grande, o inverno tem aproximadamente 2h30 a menos de sol, resultando em 10h53min de luz no dia. Em comparação, no início do verão, os dias duram 13h22min na Capital de MS. 


 

Saúde

Hospital de MS cria primeiro biobanco público de células-tronco do país

Estrutura inédita em hospital universitário de Campo Grande permitirá armazenamento de células-tronco para pesquisas em medicina regenerativa e terapias avançadas no SUS

01/06/2026 16h34

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul passará a abrigar o primeiro biobanco público de células-tronco mesenquimais da Rede HU Brasil.

A estrutura, que funcionará no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), em Campo Grande, foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e permitirá o armazenamento de material biológico para estudos voltados à medicina regenerativa e ao desenvolvimento de terapias avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a aprovação, o Humap passa a ser a primeira unidade da rede federal de hospitais universitários a contar com um banco público especializado nesse tipo de material biológico, permitindo que amostras sejam disponibilizadas para pesquisas previamente aprovadas pelos comitês de ética competentes.

As células-tronco mesenquimais são consideradas uma das áreas mais promissoras da medicina moderna. Elas possuem capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares e também atuam na regulação do sistema imunológico, características que despertam interesse em pesquisas relacionadas a doenças como artrite, diabetes e enfermidades neurológicas.

Potencial para pesquisas de ponta

Além das células-tronco, o biobanco armazenará amostras de sangue, soro e plasma, ampliando as possibilidades de estudos em diversas áreas da saúde.

As linhas de pesquisa consideradas mais promissoras incluem cardiologia, neurologia, infectologia e medicina regenerativa, abrangendo desde estudos clínicos até pesquisas patrocinadas por instituições especializadas.

Segundo a equipe responsável pelo projeto, o objetivo é garantir que pesquisadores tenham acesso a material biológico de alta qualidade, coletado e armazenado dentro de rigorosos padrões éticos e técnicos, condição considerada essencial para transformar descobertas laboratoriais em tratamentos capazes de beneficiar pacientes no futuro.

Coleta seguirá protocolos rigorosos

O processo de obtenção das células-tronco será realizado a partir da polpa de dentes de leite e do cordão umbilical. As amostras terão origem principalmente em parturientes atendidas na maternidade do Humap-UFMS.

De acordo com o protocolo aprovado, nenhuma intervenção adicional será realizada nas pacientes além dos procedimentos já previstos na assistência médica.

Após a coleta, o material será processado em laboratório e submetido à criopreservação. As amostras passarão por análises específicas em ambiente controlado para evitar contaminações e garantir a qualidade necessária para utilização científica.

Todo o material será registrado em sistema próprio, permitindo rastreabilidade completa desde a coleta até a eventual utilização em pesquisas.

A liberação das amostras dependerá de uma série de autorizações institucionais. Os projetos precisarão ser aprovados pelo Comitê Gestor do Biobanco, pelo Colegiado Executivo do Humap-UFMS e pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos antes que qualquer material seja disponibilizado aos pesquisadores.

Avanço para a ciência e para o SUS

Embora não tenha finalidade assistencial imediata, a estrutura é considerada estratégica para fortalecer a chamada pesquisa translacional, responsável por transformar descobertas científicas em soluções práticas para a saúde da população.

A expectativa é que o biobanco amplie a capacidade de desenvolvimento de novas tecnologias e tratamentos dentro das instituições públicas brasileiras.

Para especialistas envolvidos no projeto, a iniciativa demonstra que hospitais universitários e instituições públicas podem atuar na fronteira da inovação científica, conciliando desenvolvimento tecnológico, responsabilidade ética e compromisso social.

O espaço também deverá beneficiar estudantes, pesquisadores e profissionais da área da saúde, ampliando oportunidades de formação e produção de conhecimento.

Projeto surgiu de estrutura criada em 2021

A criação do biobanco é resultado de um trabalho iniciado há cinco anos, com a implantação do Centro de Processamento Celular (CPC) do Humap-UFMS, inaugurado em 2021 dentro da Rede BrasilCord para coleta e processamento de sangue de cordão umbilical destinado a transplantes.

A partir dessa estrutura, estudos de viabilidade foram conduzidos e culminaram na proposta aprovada pela Conep.

Os estudos começaram em 2024, o protocolo foi submetido ao Comitê de Ética da instituição em março de 2025 e posteriormente encaminhado à Conep, que concedeu a autorização definitiva para funcionamento do biobanco.

A previsão é que as primeiras coletas sejam iniciadas dentro de três a quatro meses, após a chegada dos insumos necessários para operação da estrutura.

Rede nacional amplia estrutura de pesquisa

A aprovação do biobanco do Humap-UFMS integra um movimento nacional de fortalecimento da pesquisa nos hospitais universitários federais.

Outras unidades da Rede HU Brasil também desenvolvem projetos semelhantes, mas o hospital sul-mato-grossense torna-se pioneiro ao obter autorização para funcionamento de um banco público de células-tronco mesenquimais.

Com a iniciativa, Mato Grosso do Sul passa a integrar um seleto grupo de instituições que investem em infraestrutura voltada ao desenvolvimento de terapias avançadas, reforçando o papel da pesquisa científica como ferramenta para impulsionar a inovação e ampliar as perspectivas de tratamento de diversas doenças no país.

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