Cidades

PATRIMÔNIO

Município dá início ao monitoramento de repartições públicas

Prefeitura começou a compra das 904 câmeras de vigilância

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A prefeitura de Campo Grande começou a compra das câmeras de segurança que servirão para o monitoramento dos prédios públicos municipais. De 904 câmeras de vigilância e 235 gravadores digitais de vídeo previstos em contrato com a SP Security Comércio de Produtos de Informática Eireli, ao custo de R$ 2.299.846,00, a gestão municipal já formalizou a aquisição de 57, no valor de R$ 122.698, 95.

Os extratos de contrato para compra de câmeras de segurança foram publicados no Diário Oficial do município no mês de setembro. Em um deles, celebrado no dia 11 de setembro de 2018, no valor de R$ 83.337,55, foram compradas 25 de ambiente externo geral, 13 de vigilância interna e 3 NVRs (gravadores), que devem ser instalados na Agência Municipal de Tecnologia da Informação (Agetec). 

“Além da sede da Agetec, o nosso datacenter também receberá câmeras de monitoramento, principalmente para garantir a segurança dos equipamentos que lá se encontram. É no datacenter que ficam armazenadas e são processadas as informações de todos os sistemas da Prefeitura de CG”, informou assessoria da prefeitura.

Em contrato de 17 de setembro de 2018, cujo valor é de R$ 39.361,49 está prevista a compra de 12 câmeras de vigilância interna, sete de ambiente interno e outros dois NVRs para a Secretaria de Governo (Segov).

Questionada, a prefeitura não deu detalhes sobre a questão, nem informou quando as câmeras devem ser instaladas e começarão a funcionar definitivamente, apenas disse que são para segurança patrimonial.
Segundo Portal da Transparência do município, a empresa SP Security Comércio de Produtos de Informática Eireli tem contrato com a prefeitura no valor de R$ R$ 2.299.846,00, sendo que já estão empenhados R$ 132.046,05. 

Em abril, o Correio do Estado detalhou a abertura de licitação para a compra dos equipamentos. A proposta inicial era investir R$ 2.672.563,10 na compra de 904 câmeras de vigilância e 235 gravadores digitais de vídeo, mas o cohntrato fechou com valor menor em R$ 372.717,10. 

Nas compras realizadas até agora, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) não foi contemplada, mas a pasta é que mais terá câmeras, segundo o edital de licitação. Serão  880 equipamentos nos cerca de 140 prédios da pasta, incluindo 66 unidades básicas de saúde (UBS) e unidades básicas de saúde da família (UBSF). 

Os quatro Centros Regionais de Saúde (CRS) e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), apesar de já contarem com sistema de videomonitoramente, devem ter os equipamentos renovados. Setores administrativos e almoxarifados também receberão câmeras.  

E além da Agetre e da Segov, também está prevista a instalação de câmeras na  Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesde), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semur), Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Controladoria-Geral de Fiscalização e Transparência e na Superintendencia de Gestão Administrativa (Suad).

A instalação de câmeras é um reivindicação antiga do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (Sindgm-CG). De acordo com o presidente, Hudson Pereira Bonfim, atualmente, a presença de guardas nos prédios, além de por em risco a integridade física do servidores, não é tão precisa devido ao efetivo limitado. 

“As câmeras não apenas intimidam ações ilegais, mas também servem como sistema de armazenamento de imagens”.  Até o ano passado, a prefeitura contava com efetivo de 1.190 Guardas Civis Municipais. (Colaborou Tainá Jara)  

 

águas de fevereiro

Volume de chuva em Campo Grande em fevereiro deste ano é quase o dobro do ano passado

Faltando 6 dias para o mês acabar, a média estimada do volume de chuva para fevereiro já foi alcançado com folga

22/02/2026 16h00

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A chuvarada em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro já é considerada a maior em, pelo menos, três anos. 

Na Capital, o volume de chuva registrado neste mês já é quase o equivalente ao dobro do volume observado no mesmo mês de 2025. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até hoje (22), já choveu 228,6 milímetros em Campo Grande, frente a 116,8 milímetros em fevereiro do ano passado, uma diferença de 111,8 milímetros. 

O volume de chuvas já ultrapassou com folga a média esperada para todo o mês na cidade, que era de 180 milímetros. Esse volume foi alcançado no dia 19 de fevereiro, faltando ainda 9 dias para o mês terminar. 

Com o Estado em alerta para chuvas intensas até, pelo menos, o final desta segunda-feira (23), fevereiro deste ano caminha para bater a marca de fevereiro de 2023, quando choveu 242,2 milímetros ao longo do mês. 

O mês já é o mais chuvoso dos últimos três anos e, se a previsão do tempo se confirmar para a última semana do mês, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos, posto ocupado pelo mês de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 milímetros. 

Os alertas emitidos pelo Inmet para todos os municípios do Estado avisam sobre o risco de acumulados de chuva de até 50 milímetros no dia, acompanhados de ventos intensos, podendo chegar a 60 km/h. Há risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. 

No início da tarde deste domingo (22), uma chuva rápida em várias regiões de Campo Grande já foi suficiente para formação de enxurradas e lamaçal. 

No bairro Nova Lima, região Norte da cidade, crianças e adolescentes foram vistas brincando na enxurrada na rua Jerônimo de Albuquerque. 

Já no Portal Caiobá 2, na Rua Velia Berti de Souza, que não possui asfalto, moradores ficaram ilhados devido ao acúmulo de água na via. 

"A situação é recorrente e causa transtornos, risco de acidentes e sensação de abandono, já que a infraestrutura [asfalto] chegou nas ruas ao redor, mas aqui não", relatou um morador. 

La Niña

Atualmente, o clima brasileiro está sob influência do fenômeno La Niña, quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se resfriam de forma anormal, favorecendo chuvas irregulares e volumosas especialmente na região Centro-Oeste.

Normalmente, o fenômeno deixa de atuar no mês de abril, contribuindo para o retorno de períodos de seca. 

Para a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, no segundo semestre, o Estado deve ser impactado por outro fenômeno, o El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas. 

"Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro", afirmou. 

O El Niño foi um dos responsáveis pela formação dos incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente no ano de 2024, época em que Mato Grosso do Sul estava sob influência do fenômeno. 


 

Oportunidade

Inscrições para concurso para diplomata com salário de R$22,5 mil vão até quarta-feira

As provas serão aplicadas em duas fases, sendo a primeira em todas as capitais do País, inclusive Campo Grande

22/02/2026 14h30

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty Divulgação

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriu um concurso para o cargo de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. Pela primeira vez, duas vagas estão reservadas a candidatos indígenas. 

A seleção terá duas fases e as provas da primeira fase serão aplicadas em todas as capitais do Brasil, inclusive Campo Grande. 

Os interessados na seletiva devem fazer sua inscrição pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo, até a próxima quarta-feira (25) às 17 horas (horário de MS). 

Das 60 vagas, três são destinadas à pessoas com deficiência, 15 são para candidatos pretos e pardos, uma para quilombola e duas para indígenas. As demais são para a ampla concorrência. 

Para participar do concurso, não é exigido formação específica. Porém, o candidato deve possuir algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. 

Fases

A primeira fase do concurso é composta por uma prova objetiva no modelo certo ou errado, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Direito e Política Internacional.

A segunda fase terá provas escritas das mesmas matérias e de um idioma adicional, podendo ser espanhol ou francês. 

A primeira fase terá provas aplicadas em todas as capitais do País e no Distrito Federal. Já na segunda fase, a prova será realizada nas capitais estaduais e no Distrito Federal, desde que hajam candidatos aprovados na primeira fase nessas cidades. 

Para concorrer às vagas reservas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. Será realizada verificação documental por uma comissão no caso de candidatos indígenas e quilombolas. 

O valor da taxa de inscrição é de R$ 229 e os candidatos doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar a isenção. 

Cronograma

  • Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro
  • Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março
  • Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março
  • Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde)
  • Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril
  • Aplicação da prova escrita:
  • 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde)
  • 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde)
  • 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde)
  • 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde)
  • Resultado final da Segunda Fase: 3 de junho
  • Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho

Os aprovados ingressarão no cargo de Terceiro Secretário, classe inicial da carreira de Diplomata e farão parte do Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para a confirmação no cargo. 

Entre as principais responsabilidades da função estão a representação, negociação e defesa dos interesses do Brasil no exterior. 
 

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