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Ficou seminua

Mulher vai entrar na Justiça contra banco depois de ser barrada em porta

Cliente tirou parte da roupa depois de ser bloqueada em porta do Banco do Brasil

18 AGO 15 - 18h:00Glaucea Vaccari

 Zenilda Duarte Paulino, 52 anos, que ficou seminua depois de ser barrada na porta giratória do Banco do Brasil, vai entrar na Justiça contra a instituição bancária.O caso aconteceu na agência da Rua Manoel Paes de Barros, no Centro de Aquidauana, distante 143 quilômetros da Capital, nesta terça-feira (18).

A advogada que representa Zenilda, Letuza Becker Vieira, disse ao Portal Correio do Estado que a mulher foi até o banco trocar um cheque por volta das 10h e, enquanto aguardava na fila pela abertura da porta, começou a tirar da bolsa tudo o que poderia travar a porta, como chaves e carteira. Porém, ao passar pela porta, a entrada não foi liberada, mesmo depois de retirar todos os pertences.

Ainda segundo a advogada, a mulher tentou passar mais de cinco vezes pela porta, mas a entrada não foi liberada e nenhum segurança deu assistência a mulher. Impaciente com a situação e em um “ato de protesto”, ela tirou parte das roupas, deixando próxima da porta giratória, e conseguiu entrar.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e auxiliou Zenilda, para que ela pudesse trocar o cheque. Em seguida, ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Conforme Letuza, foram registrados dois boletins de ocorrência, sendo um contra Zenilda, por ato obsceno, e um registrado pela própria mulher contra o banco por constrangimento.

“Eu reprovo a atitude do banco de limitar o acesso da consumidora que ficou restrita, porque isso fere o código de defesa do consumidor e vamos tomar medidas cabíveis para essa situação não ocorrer com outros consumidores. Além disso, a conduta do segurança excedeu o limite razoável, o que causou constrangimento desnecessário”, disse.

Ainda segundo a advogada, a intenção com a ação não é enriquecer as custas do banco, mas alertar para que a situação não volte a ocorrer. Ela ressalta ainda que a situação poderia ser evitada caso a mulher tivesse assistência de funcionários ou gerente do banco, que só apareceram depois da chegada da PM.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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