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Mudanças climáticas podem disseminar doenças transmitidas por mosquitos

Mudanças climáticas podem disseminar doenças transmitidas por mosquitos

G1

14/04/2019 - 18h20
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Uma pesquisa apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID), neste sábado, em Amsterdã, mostra que a distribuição geográfica de doenças transmitidas por vetores, como chicungunha, dengue e leishmaniose, está se expandindo rapidamente.

Estimulados pela mudança climática, viagens e comércio internacionais, surtos de doenças transmitidas por vetores devem aumentar em grande parte da Europa nas próximas décadas — e não apenas nos países de clima temperado na reguão do Mediterrâneo.

Mesmo áreas anteriormente não afetadas em latitudes e altitudes mais elevadas, incluindo algumas partes do norte da Europa, poderiam ver um aumento de surtos a menos que sejam tomadas medidas para melhorar a vigilância, o compartilhamento de dados, e o monitoramento de fatos ambientais e climáticos, juntamente com outras medidas preventivas.

— A mudança climática não é o único ou o principal fator que impulsiona o aumento de doenças transmitidas por vetores na Europa, mas é um dos muitos fatores, juntamente com a globalização, o desenvolvimento socioeconômico, a urbanização e as mudanças generalizadas no uso da terra. São questões que precisam ser pensadas para limitar a importação e propagação dessas doenças — diz o professor Jan Semenza, do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, Estocolmo, Suécia.

Segundo Giovanni Rezza, diretor do Departamento de Doenças Infecciosas do Istituto Superiore di Sanitá, em Roma, estações quentes mais longas "ampliarão a janela sazonal para a disseminação potencial de doenças transmitidas por vetores e favorecerão surtos maiores".

— Devemos estar preparados para lidar com essas infecções tropicais. Lições dos recentes surtos do vírus na América do Norte e chicungunha no Caribe e na Itália destacam a importância de avaliar futuros riscos de doenças transmitidas por vetores e se preparar para futuros surtos — afirma Rezza.

No entanto, os autores da pesquisa alertam que, dada a complicada interação entre múltiplos fatores (por exemplo, o aquecimento das temperaturas e as viagens internacionais), projetar a expansão dessas doenças é difícil.

O aquecimento global, diz o estudo, permitiu que mosquitos, carrapatos e outros insetos portadores de doenças se proliferassem, adaptando-se a diferentes estações e ingressando em novos territórios na Europa na última década — com surtos de dengue na França e na Croácia, malária na Gréciae chicungunha na Itália e na França.

Os pesquisadores dizem que o quadro é apenas a ponta do iceberg. O clima mais quente e úmido poderia fornecer condições ideais para que o mosquito Aedes, que dissemina os vírus causadores da dengue e da chicungunha, se reproduza e se expanda em grandes partes da Europa, incluindo o sul e leste do Reino Unido e da Europa central.

Anteriormente, a transmissão da dengue estava restrita a regiões tropicais e subtropicais porque a temperatura gelada de outras áreas matava as larvas e os ovos do mosquito, mas as estações cada vez mais quentes permitirá que sobrevivam e se espalhem pela Europa em décadas.

Feminicídio

Jovem de 22 anos é morta a golpes de facão pelo companheiro em aldeia de MS

Suspeito foi preso em flagrante após confessar o crime, que teria sido motivado por ciúmes. Com o caso, Mato Grosso do Sul registra o 21º feminicídio de 2026.

05/08/2026 19h02

Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, responsável pela investigação do feminicídio que vitimou uma jovem de 22 anos na Aldeia Arroyo Corá. O companheiro da vítima foi preso em flagrante após confessar o crime.

Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, responsável pela investigação do feminicídio que vitimou uma jovem de 22 anos na Aldeia Arroyo Corá. O companheiro da vítima foi preso em flagrante após confessar o crime. Foto: Divulgação

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Uma jovem de 22 anos foi assassinada na manhã desta quarta-feira (5) na Aldeia Indígena Arroyo Corá, localizada no município de Paranhos, na região sul de Mato Grosso do Sul. A vítima, identificada como Adriana Barrios, foi morta com golpes de facão, e o principal suspeito é o companheiro dela, Denilson Ramires Medina, de 27 anos, preso em flagrante poucas horas após o crime.

O caso eleva para 21 o número de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul em 2026, reforçando o cenário de violência letal contra mulheres no Estado.

De acordo com as informações apuradas pela Polícia Civil, a ocorrência foi comunicada às autoridades pelo capitão da comunidade indígena, que acionou as forças de segurança após tomar conhecimento do homicídio.

Quando chegaram ao imóvel onde o casal morava, policiais encontraram Adriana já sem sinais vitais. O local foi imediatamente isolado para o trabalho da perícia, enquanto equipes iniciaram buscas pelo suspeito.

Pouco tempo depois, Denilson Ramires Medina foi localizado e detido por policiais militares. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Segundo o delegado Leonardo Goulart, responsável pelas investigações, o crime foi cometido com um facão. Em depoimento preliminar, o suspeito afirmou que matou a companheira por ciúmes, alegando desconfiar de um suposto relacionamento extraconjugal da vítima.

A versão apresentada, no entanto, será confrontada com os demais elementos reunidos durante a investigação.

A perícia criminal realizou os levantamentos técnicos na residência e constatou que Adriana apresentava diversas lesões provocadas por instrumento perfurocortante.

O facão apontado como arma do crime foi apreendido e será submetido a exames periciais que poderão auxiliar na reconstituição da dinâmica dos fatos.

Após a conclusão dos primeiros procedimentos, Denilson foi autuado em flagrante pelo crime de *feminicídio*, cuja pena foi endurecida pela legislação brasileira nos últimos anos. O inquérito segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato.

Mato Grosso do Sul chega ao 21º feminicídio do ano

A morte de Adriana Barrios amplia uma estatística que preocupa autoridades e entidades de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) contabilizavam, até o dia 2 de agosto, 20 vítimas de feminicídio em 2026.

Com o assassinato de Adriana, registrado nesta quarta-feira (5), o Estado passa a somar 21 vítimas neste ano, mantendo um dos maiores índices proporcionais desse tipo de crime no país.

As 21 vítimas de feminicídio registradas em Mato Grosso do Sul em 2026

  • Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  • Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  • Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  • Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  • Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  • Ereni Benites - 8 de março
  • Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  • Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  • Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  • Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  • Kelly Laura -15 de maio
  • Fabíola Marcotti - 18 de maio
  • Maria do Carmo - 28 de junho
  • Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  • Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  • Terezinha Nantes - 27 de julho
  • Ana Carolina Goés - 31 de julho
  • Adrielle Encarnação  - 31 de julho
  • Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  • Adriana Barrios - 5 de agosto

Os casos ocorreram em diferentes municípios do Estado e, em sua maioria, tiveram como autores companheiros ou ex-companheiros das vítimas, evidenciando um padrão recorrente de violência doméstica que termina de forma trágica.

As autoridades reforçam que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Casa da Mulher Brasileira, quando disponível, e pelo telefone 180, canal nacional de atendimento e orientação às vítimas.

Justiça

Bolsonaro pede ao STF para receber os filhos no Dia dos Pais

Ex-presidente diz que visita terá caráter humanitário

05/08/2026 19h00

Foto: Divulgação / STF

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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de seus filhos no próximo domingo (9) para comemorar o Dia dos Pais.

Bolsonaro está em prisão domiciliar e quer autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro.

Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente afirmaram que a visita terá "caráter humanitário" para preservar os vínculos familiares. Bolsonaro está proibido de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias, que acaba em 17 de agosto.

No mês passado, a medida foi determinada pelo ministro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro está proibido de usar a internet, inclusive por meio de terceiros, durante a prisão domiciliar. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não pode divulgar manifestos eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

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