Cidades

MEdida provisória

MSVia não poderá estender
prazo de duplicação da BR-163

ANTT promete fiscalizar e punir possíveis descumprimentos

DA REDAÇÃO

01/03/2018 - 07h00
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Por não aderir à reprogramação de investimentos prevista na Medida Provisória 800/2017, que caducou na segunda-feira (26), a CCR MSVia está impossibilitada de estender o prazo de execução das obras de duplicação da BR-163, em Mato Grosso do Sul. Porém, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) vai continuar a fiscalização para ver se há descumprimento do contrato de concessão e aplicar as punições.

A adesão ao alongamento de investimentos em 14 anos previsto na MP era esperada, porque em abril do ano passado a concessionária interrompeu as obras de duplicação da rodovia alegando problemas de caixa por causa da dificuldade em obter empréstimos bancários para executar as obras previstas e da queda na arrecadação com pedágio, que se confirmou no balanço anual divulgado no mês passado.

De acordo com esses dados da concessionária, a MSVia divulgou que arrecadou R$ 22,5 milhões a menos no ano passado do que em 2016 com a tarifa de pedágio.

Naquele ano, o faturamento foi de R$ 291,8 milhões com a cobrança de 47,165 milhões de tarifas de pedágios. Em 2017, o  valor caiu 7,7%, ficando em R$ 269,9 milhões, arrecadados por meio de 42,913 milhões de tarifas pagas pelos motoristas.

Após esse período de paralisação, as obras foram retomadas em ritmo mais lento, tanto que, em 2016, a MSVia utilizou R$ 475,1 milhões em obras de duplicação, construção de canteiros, passagens de nível e sinalização. O valor foi reduzido para R$ 249,9 milhões, queda de 47,4%, no ano passado.

Mesmo com a queda de receita e investimento em obras, a ANTT informou que a CCR MSVia não formalizou a reprogramação de investimentos. “As concessionárias que pediram formalmente na ANTT a reprogramação de investimentos, de acordo com a MP 800, foram a Concebra, CRO, Ecoponte, MGO”, divulgou a assessoria da autarquia.

A agência informou também que o órgão vai cobrar o cumprimento do contrato assinado pela CCR MSVia com a perda de eficácia da MP. 

*Leia reportagem, de Clodoaldo Silva, de Brasília, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Interdição

ATENÇÃO: Trecho da Duque de Caxias fica interditado nesta tarde

As interdições iniciaram às 15h devido o evento "Cê Tá Doido", no Auto Posto Aeroporto

22/04/2026 16h15

Motoristas precisam ficar atentos ao fluxo no trecho

Motoristas precisam ficar atentos ao fluxo no trecho FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou um bloqueio em trecho da Avenida Duque de Caxias com início às 15h desta quarta-feira (22). O bloqueio acontece devido o evento sertanejo "Cê Tá Doido", com gravação de DVD e entrada gratuita no Auto Posto Aeroporto. 

As interdições começaram às 15h e seguem até às 22h. No entanto, o aviso de interdição da via só foi divulgado pela Prefeitura às 14h23, menos de 40 minutos antes do início dos bloqueios. 

Os principais pontos de interdição são nos cruzamentos da Avenida Duque de Caxias com a Avenida Murilo Rolim Júnior e com a Avenida Capibaribe, pois é nesses pontos que está montada a estrutura do palco para o evento. 

O fluxo na avenida, no sentido bairro/centro, segue normalmente, sem bloqueios. Já no sentido centro/bairro, será necessário utilizar rotas alternativas.

O desvio começa na Rua dos Guaranis, seguindo pelas ruas dos Lírios e Avenida Murilo Rolim Júnior (a partir da Rua dos Lírios), passando ainda pela Avenida Capibaribe, Avenida João Júlio Dittimar, Avenida Júlio de Castilho e Rua Teófilo Otoni. Veja o mapa abaixo:

Motoristas precisam ficar atentos ao fluxo no trechoFonte: Agetran

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) reforçou que o acesso ao Aeroporto será mantido, utilizando a faixa esquerda da Avenida, a partir da região da Base Aérea.

Os motoristas vindos do bairro Silvia Regina também poderão acessar o Aeroporto por rotas alternativas, seguindo pela Rua Capibaribe, Rua das Papoulas, Rua Florianópolis e Rua Brasília, até retornar à Duque de Caxias.

Também estarão posicionadas equipes de trânsito para orientar os condutores e organizar o fluxo de pedestres e veículos durante o evento. 

"A Agetran destaca que o planejamento inclui sinalização provisória, rotas alternativas e atuação integrada com o Detran-MS, a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar, com o objetivo de reduzir congestionamentos e garantir mais segurança viária. A recomendação é que os motoristas redobrem a atenção e, sempre que possível, evitem a região durante o período das interdições", afirmou a Agetran em nota. 

Evento gratuito

O projeto “Cê Tá Doido” tem como característica principal o formato surpresa, sem divulgação prévia do local exato até a chegada dos equipamentos. Essa estratégia tem gerado grande expectativa e engajamento do público em todas as cidades por onde o festival passa. 

O produtor Rafael Cabral, em declarações nas redes sociais, ressaltou que a escolha da cidade para a gravação do DVD depende do engajamento dos fãs, mantendo o mistério até o último momento.

O “Cê Tá Doido” é conhecido por reunir grandes nomes da música sertaneja. Para esta edição em Campo Grande, o público poderá curtir as apresentações de Ícaro & Gilmar, Panda e Humberto & Ronaldo, que prometem agitar a noite com seus sucessos e o carisma que os tornaram fenômenos. O show está marcado para iniciar às 16h. 

 

 

Operação Octano

PF investiga lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de facção criminosa em MS

Foram cumpridos mandados em Ponta Porã e Campo Grande, onde os indivíduos utilizavam "laranjas" para cobrir transações comerciais e compra de veículos

22/04/2026 15h30

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã FOTO: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Octano, que investiga práticas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de indivíduos ligados ao crime organizado na região da Fronteira em Mato Grosso do Sul.

Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã e 1 em Campo Grande. 

Diligências anteriores identificaram imóveis, veículos e outros bens registrados em nomes de terceiros, o que reforça as suspeitas de incompatibilidade patrimonial. 

De acordo com a Polícia Federal, "os elementos reunidos até o momento apontam para a possível utilização de interpostas pessoas e de empresas com a finalidade de ocultar patrimônio, bem como para a facilitação de transações suspeitas mediante compra e venda de veículos automotores". 

A apuração da PF apontou que a ocultação dos bens ocorreria através do registro formal de bens em nome de terceiros (laranjas) ou de pessoas jurídicas, sem que os nomes fossem os donos ou beneficiários reais do patrimônio. 

Segundo a Políca, a descoberta do crime de lavagem de dinheiro dos suspeitos se deu a partir do desdobramento de outra operação. 

A reportagem entrou em contato com a PF para obter informações sobre a operação que resultou o desdobramento da Octano e o valor monetário dos bens apreendidos. Até o fechamento da matéria, essas respostas não foram informadas. 

 

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