Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

Contra privatização

MS Gás e Eletrosul aderem à paralisação nacional contra privatização

O processo de privatização ainda não está definido

3 OUT 2017Por Izabela Jornada11h:06

Representantes do Sindicato dos Eletricitários de Mato Grosso do Sul (Sinergia MS) protestaram contra a possível privatização de estatais instaladas no Estado: a MS Gás e a Eletrosul, sendo a última subsidiária da Eletrobrás.

Funcionários foram à Assembleia Legislativa, na manhã de hoje, e as atividades ficarão paralisadas apenas nesta terça-feira (03). "Hoje é o dia de luta pela soberania nacional e o Brasil todo está aderindo a essa data. Amanhã voltamos ao trabalho", disse o diretor de Finanças do sindicato, Élvio Vargas. 

A MS Gás foi criada em 1998 e tem 67 funcionários concursados. "Sabemos que todos serão demitidos se a privatização acontecer e novos funcionários, com salários mais baixos, serão contratados", ressaltou Vargas.
Quanto a Eletrosul, a especulação é com relação a Eletrobrás, mas se a empresa nacional for privatizada, a estadual também será. 

"Não tem motivo para privatizar empresas que estão dando lucro. As companhias necessitam de olhar governamental", explicou o sindicalista.

Vargas disse também que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) quer comprar a empresa nacional por apenas R$ 20 bilhões, sendo que ela está cotada em R$ 400 bilhões. "Isso faz parte dessa política neoliberal. Faz parte desse pacote de maldades", criticou.

Os funcionários defendem também que se as empresas forem privatizadas a qualidade do serviço vai cair e os preços vão aumentar. Eles lembram o ocorrido com a antiga Enersul. "A energia não diminuiu, pelo contrário, aumentou!", exemplificou o diretor.

O processo de privatização ainda não está definido e por esse motivo não foram abertas licitações para escolha de administradores das concessionárias.

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