Cidades

TRANSPORTE

MPE investiga falta de acessibilidade em ônibus

Conforme denúncias, frota necessita de reparos e cadeirantes sofrem para usar serviço

DA REDAÇÃO

11/08/2014 - 00h00
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O Ministério Público Estadual (MPE) abriu procedimento para investigar a denúncia da falta de acessibilidade nos ônibus do transporte coletivo em Campo Grande, conforme matéria desta segunda-feira (11) no jornal Correio do Estado. Apesar da lei que determina a adaptação da frota para atender os cadeirantes, usuários reclamam que os aparelhos elevadores “vivem emperrando” impossibilitando, assim, o embarque dos passageiros. “Houve reclamação de que os ônibus coletivos necessitam de reparos, reformas, e que alguns elevadores teriam dado problemas com a pessoa caindo e se machucando”, afirma a promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos, da 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos.

Moradora no Jardim Aero Rancho, Raquel de Lima, 49 anos, sabe bem das dificuldades enfrentadas com a falta de acessibilidade. Diariamente, ela necessita do transporte público para levar às sessões de fisioterapia o filho Gabriel Vinícius, 15 anos, que sofre de paralisia cerebral. “Cansei de reclamar dos ônibus com elevadores quebrados por falta de manutenção. Os motoristas olham pra gente e dizem que nada podem fazer”, desabafa Raquel. Frente à situação, quando isso acontece, mãe e filho não encontram outra alternativa a não ser a de esperar pelo próximo coletivo, torcendo para que tenham a sorte do elevador funcionar. 

De acordo com a reportagem de Rafael Bueno, a promotora dos Direitos Humanos, Jaceguara Dantas, explica que agora com a denúncia formalizada sobre a falta de acessibilidade, será pedida uma vistoria nos ônibus. Caso encontrada alguma irregularidade no atendimento aos cadeirantes, a Promotoria irá propor um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

 

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chapadão do sul

Criança de 1 ano morre após se afogar em tanque de peixes em MS

Pais da criança trabalhavam na fazenda e, em momento de descuido, não viram quando ela caiu em um dos tanques de peixe

01/07/2026 17h00

Bombeiros chegaram a prestar socorro à vítima

Bombeiros chegaram a prestar socorro à vítima Foto: O Correio News

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Uma criança de 1 a 10 meses morreu após se afogar em um tanque de peixes, em uma propriedade rural em Chapadão do Sul.

De acordo com informações do site O Correio News, a criança era filha de um funcionário da fazenda e, em momento de descuido, entrou na área onde fica o tanque de peixes, sem que os pais percebessem.

Quando notaram que a criança estava se afogando, os responsáveis a tiraram do local e acionaram o Corpo de Bombeiros, que, enquanto se deslocavam, repassaram orientações, através de chamada de vídeo, sobre como fazer manobras de ressuscitação na menina.

Como a fazenda fica a cerca de 40 quilômetros de Chapadão do Sul, a criança foi colocada em um veículo particular para ir de encontro com a equipe de resgate.

Após a interceptação no trajeto, equipes dos bombeiros deu continuidade as manobras de ressuscitação, com utilização também de desfibrilador.

A criança foi encaminhada ao Hospital Municipal de Chapadão do Sul, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde.

Afogamentos

Casos de afogamento em piscinas, rios e balneários ocorrem em questão de minuto. De acordo com o Corpo de Bombeiros, medidas preventivas podem ser adotadas para tentar evitar acidentes.

Veja dicas da corporação:

  • Caso presencie um afogamento, só tente salvar a vítima se for habilitado e esteja em boas condições físicas para a ação; caso contrário, se for possível a aproximação, lance algum objeto flutuante (boia, isopor, prancha, etc) que ajude a vítima a flutuar ou que possa agarrar e ser tracionada para a margem (cordas, galhos com boa resistência, etc);
  • Acione o guarda vidas ou o Corpo de Bombeiros Militar através do telefone de emergência 193;
  • Piscinas de clubes e condomínios devem possuir acessos restritos e placas com informações;
  • Pais e/ou responsáveis devem dedicar atenção integral às crianças;
  • A existência de guarda-vidas não substitui a atenção e responsabilidade dos pais e/ou responsáveis;
  • Não faça uso de bebidas alcoólicas antes ou durante a permanência na água;
  • Obedeça às orientações e determinações dos guarda-vidas;
  • Respeite as sinalizações de alerta e proibição;
  • Evite brincadeiras que coloquem a segurança em risco, tais como “briga de galo”, “caldo”, competições de apneia (segurar o fôlego), entre outras;
  • Evite mergulhos “de ponta” em locais que não possuam conhecimento sobre a profundidade e relevo subaquático.

Em rios, balneários e piscinas

  • Alimente-se com moderação, prefira comidas leves e não mergulhe alcoolizado;
  • Procure sempre um local com segurança de guarda-vidas;
  • Sempre que for nadar, avise um parente sobre o local para onde está indo e a hora programada para retorno;
  • Crianças não devem brincar em piscina sem a supervisão de um adulto. Mas não as deixe sob cuidados de pessoas estranhas;
  • As crianças não devem brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que estão se afogando;
  • Não permaneça perto de embarcações;
  • Cuidado com o limo nas pedras ele pode fazer você escorregar e cair na água.

Proposta

Operação com Exército é proposta para enfrentar crise dos buracos em Campo Grande

Com ruas deterioradas em praticamente todas as regiões da Capital, sugestão prevê força-tarefa emergencial para acelerar tapa-buracos enquanto moradores acumulam prejuízos e enfrentam risco constante de acidentes

01/07/2026 16h46

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Desviar de buracos já faz parte da rotina de milhares de motoristas em Campo Grande. Em praticamente todas as regiões da cidade, ruas esburacadas têm provocado danos a pneus, rodas e suspensões de veículos, além de aumentar o risco de acidentes e dificultar a mobilidade.

Diante desse cenário, foi apresentada na última terça-feira (30), na Câmara Municipal, uma proposta para a realização de uma operação emergencial com apoio do Exército Brasileiro para reforçar os serviços de tapa-buracos na Capital.

A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do município em um momento em que parte significativa da cidade ainda aguarda o retorno das equipes responsáveis pela manutenção do asfalto.

A avaliação é de que a estrutura atualmente disponível não consegue atender, com a rapidez necessária, à demanda acumulada após meses de desgaste das vias, agravado pelo período chuvoso e pelo intenso fluxo de veículos.

Segundo a proposta, uma cooperação institucional entre a Prefeitura de Campo Grande e o Exército poderia permitir que mais frentes de trabalho atuassem simultaneamente em diferentes bairros, reduzindo o tempo de espera da população e acelerando a recuperação das ruas.

O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos), autor da sugestão, defende que o município adote medidas excepcionais diante da dimensão do problema.

Para ele, o momento exige alternativas que ampliem a capacidade de execução dos serviços, evitando que moradores continuem convivendo diariamente com prejuízos e insegurança no trânsito.

De acordo com o parlamentar, quatro das sete regiões urbanas da Capital ainda permanecem praticamente sem atendimento efetivo das equipes de tapa-buracos em razão da ausência de contratos para execução dos serviços, cenário que, na avaliação dele, torna necessária a adoção de uma força-tarefa temporária.

A ideia de envolver o Exército, segundo o vereador, não seria inédita. Ele lembra que Campo Grande já contou, em anos anteriores, com parcerias entre o poder público municipal e a instituição militar para execução de obras de recapeamento, modelo que, na avaliação dele, poderia ser retomado para enfrentar a atual situação da infraestrutura viária.

Além da ação emergencial, a proposta também prevê a implantação de um programa permanente de manutenção das ruas, com cronograma regionalizado e ações preventivas de zeladoria.

O objetivo seria reduzir a necessidade de operações corretivas em larga escala e evitar que o pavimento volte a atingir o elevado nível de deterioração observado atualmente.

A precariedade do asfalto tem sido alvo frequente de reclamações de moradores, comerciantes e motoristas. Além dos prejuízos materiais provocados pelos buracos, a situação afeta o transporte coletivo, dificulta o deslocamento de motociclistas e ciclistas e compromete o acesso a estabelecimentos comerciais e residências em diversos bairros da cidade.

Na avaliação do parlamentar, a população espera respostas rápidas para um problema que se tornou recorrente.

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