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Campo Grande

Vítima de falso frete testou criminosos antes de acionar a polícia

7 JUL 2017Por BRUNA AQUINO12h:18

Vítima de tentativa de roubo na noite de ontem (6) desconfiou da ação dos criminosos e fez um teste antes de pedir ajuda. Caso aconteceu próximo a um curtume na rodovia BR-060, em Campo Grande. Quadrilha foi presa e um deles morreu em confronto com a polícia.

Conforme o comandante Marcus Pollet, do Batalhão da Polícia Militar de Choque (BPChoque), a vítima, quando foi abordada pelos criminosos, desconfiou que seria falso frete e dobrou o preço do transporte. Em média, o frete para cargas de milho custa R$ 45 por tonelada. Para testar criminosos, vítima cobrou R$ 90, ou seja, o dobro e, mesmo assim, marginais que contrataram o serviço não questionaram o valor.

Motorista decidiu informar o sócio que está em Belém (PA) sobre a situação e que suspeitava do golpe. O sócio entrou em contato com a polícia, em Campo Grande, e combinou abordagem surpresa.

Segundo relatório da polícia, esse é o 4° caso de falso frente em 20 dias.

De acordo o comandante Pollet, as empresas de frete devem tomar cuidado e é sempre importante se informar a respeito do contratante, analisar corretamente a carga que será transportada e o local onde será entregue. “Quanto mais precisa for a informação, menor a distância entre o acionamento da polícia e a localização do suspeito. É preciso desconfiar sempre”, afirmou.

O CASO

Quadrilha tentou roubar um caminhão e sequestrar o motorista na noite de ontem (6), em Campo Grande. Presos foram identificados como Jhonys Aguero Harthmann, de 27 anos, Jader Luiz Paulino Dourados, de 28, e Kewyn Renan Costa Lopes de Souza. de 18. Já o comparsa Paulo Sergio da Silva, de 28, foi morto em troca de tiros com equipe do BPChoque.

Consta em boletim de ocorrência, que a vítima de 34 anos, dona de empresa de transporte e frete, estava em posto de combustível e recebeu a oferta de duas pessoas  para levar uma carga de milho até Nova Alvorada do Sul.

Depois de ser acionada pelo sócio da vítima, equipe do BPChoque abordou condutor da carreta, ocupada por dois integrantes da quadrilha, sendo eles Jhonys Aguero e Kewyn Renan. Criminosos, ao verem os policiais, jogaram vários objetos no assoalho da cabine.

Durante abordagem, militares constataram que os bandidos tentaram dispensar um revólver calibre .22, uma faca do tipo açougueiro, um rolo de fio e luvas.

Dupla foi questionada pelos policiais sobre os objetos e o frete, mas acabou confessando que iria render a vítima, leva-lá para um cativeiro e conduzir a carreta até o Paraguai. Marginais levaram os policiais até o cativeiro, próximo ao assentamento Santa Mônica.

Conforme a polícia, criminosos recebiam a todo momento mensagens do comparsa ainda não identificado, que orientava como eles deveriam agir no cativeiro. Ainda segundo os bandidos, uma outra pessoa conduziria o veículo até o país vizinho.

Motorista responsável por levar o veículo para o Paraguai chegou no local e informou aos militares que estava desempregado e havia sido contrato, por meio do Facebook, para levar a carreta até Ponta Porã.

Pouco tempo depois, outros dois criminosos chegaram em motocicleta para dar apoio aos bandidos. Eles também foram abordados pelos policiais, ocasião em que o condutor da moto, identificado como Jader Luiz, levantou as mãos e deixou o veículo cair. Já o comparsa Paulo Sergio tentou fugir a pé em direção a uma plantação de milho e fez vários disparos contra os policiais, que revidaram.

Paulo Sergio foi baleado, desarmado e encaminhado pelos próprios policiais até o Hospital Regional Rosa Pedrossian, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Os outros três criminosos foram presos e encaminhados até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) no Bairro Piratininga. Caso será investigado.

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