Cidades

BURLA FISCALIZAÇÃO

Motorista é detido na BR-163 com dispositivo anti-radar que evita multas

O sistema emite alerta para motoristas sobre radares móveis e evitam que sejam flagrados em alta velocidade

Da Redação

19/01/2017 - 07h55
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Dispositivo anti-radar foi encontrado em caminhonete Hilux, durante fiscalização de policiais rodoviários federais, na BR-163, em Coxim. 

Flagrante

O flagrante aconteceu na noite de segunda-feira (16), mas informações foram divulgadas ontem.

Conforme informações do site Edição de Notícias, a caminhonete que tinha placas de Porto Velho, Rondônia, era dirigida por homem, de 59 anos. 

Durante abordagem de rotina, foi verificado que o equipamento que avisa sobre radares móveis estava instalado do para-brisas da Hilux.

O condutor disse que adquiriu o dispositivo em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, por R$ 900. 

Sem documentos de importação, o equipamento foi apreendido e encaminhado à Receita Federal de Campo Grande.

O motorista foi multado em R$ 293,47 por conduzir veículo com dispositivo anti-radar e deve responder na Justiça por descaminho.

PROIBIDO

O equipamento anti-radar burla as leis e é proibido, de acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

Sob pena de multa e apreensão do veículo. Além disso, é considerada infração gravíssima.

O dispositivo, funciona da seguinte maneira: ondas de rádio emitidas por radares para calcular a velocidade dos veículos são detectadas pelo sistema anti-radar, avisando o motorista com antecedência.

Existem, ainda, outros sistemas que ao invés de simplesmente alertarem o condutor, quanto a um radar, eles emitem onda de rádio capaz de causar interferência na leitura dos radares, tanto móveis quanto fixos, impossibilitando a leitura do excesso de velocidade.

 

ACIDENTE FATAL

Mulher morre atropelada por ambulância

Veículo retornava de Dourados e atingiu vítima enquanto ela atravessava a rodovia

21/03/2026 11h45

Ambulância atropela mulher na MS-463

Ambulância atropela mulher na MS-463 Leandro Holsbach

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Na noite da última sexta-feira (20), uma mulher morreu na BR-463 após sofrer um atropelamento envolvendo uma amblância de Dourados. O acidente aconteceu no trecho entre Dourados e Ponta Porã, próximo a ponte do Rio Dourados.

Segundo informações de jornais locais, a mulher tentava atravessar a rodovia a pé quando foi atingida pelo veículo de socorro. A ambulância da Prefeitura de Ponta Porã retornava de Dourados, onde havia deixado um outro paciente que foi transportado naquele dia.

De acordo com as informações, dentro do veículo estava um médico e uma enfermeira, que prestaram apoio imediatamente com os primeiros socorros e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar, mas a mulher não resistiu ao impacto e ferimentos do atropelamento, e morreu pouco tempo depois.

Ainda não foi possível a identificar, mas foi feita a descrição das vestimentas. A vítima utilizava camiseta preta, calça jeans e tinha tatuagem no braço esquerdo. Segundo os populares próximos ao local do acidente, a mulher foi vista caminhando pela rodovia no fim da tarde de ontem.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local para auxiliar no tráfego e a perícia também compareceu para realizar os levantamentos técnicos. 

A investigação da forma que se deu o acidente e velocidade da ambulância segue sendo apurada pela Polícia. Nas proximidades do local há um acampamento indígena, e também está sendo apurado pela perícia a identificação da mulher.

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COP15

Referência nacional, professora de MS ganha destaque na COP15

Pesquisadora leva projeto sobre aves urbanas e educação ambiental ao evento global em Campo Grande

21/03/2026 10h15

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves Divulgação

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A história da professora e pesquisadora Simone Mamede é daquelas que atravessam o tempo sem perder o propósito. Começa de forma simples, dentro de uma sala de aula da rede municipal de Campo Grande, quando ainda era estudante de Ciências Biológicas e ganha o mundo quase 30 anos depois, ao integrar a programação de um dos maiores eventos ambientais do planeta. 

Hoje docente da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e vinculada à pós-graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Simone construiu uma trajetória sólida, marcada pelo compromisso com a educação, pela produção científica e pela defesa da conservação ambiental.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves. Seus estudos sobre biodiversidade urbana contribuíram para evidenciar o papel das áreas verdes na qualidade de vida e no equilíbrio ambiental. 

Antes disso, ainda no início da carreira, foi na rede municipal de ensino que Simone consolidou sua vocação. em sala de aula não apenas moldou sua atuação profissional, mas também estabeleceu as bases de um trabalho que sempre caminhou entre a ciência e a educação. Parte desses estudos contribuiu para consolidar Campo Grande como um dos principais polos de observação de aves no país, destacando a presença de áreas verdes e a diversidade de espécies no ambiente urbano.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de aves Simone foi selecionada para integrar o Espaço Brasil, na chamada Blue Zone do evento

Agora, essa trajetória ganha um novo capítulo com a participação na COP15. O projeto de extensão “Pré-COP15: Diálogos e Passarinhadas”, coordenado por Simone na UFT, foi selecionado para integrar o Espaço Brasil, na chamada Blue Zone do evento, área que concentra iniciativas de destaque voltadas à pauta ambiental global.

A proposta reúne atividades que combinam educação ambiental, ciência cidadã e observação de aves. O projeto é desenvolvido principalmente no Tocantins,  mas conecta pesquisadores, universidades e comunidades em diferentes regiões, com ações que incluem rodas de conversa e saídas de campo.

Um dos eixos centrais da iniciativa é o “passarinhar” , prática de observação de aves que, no projeto, ganha caráter educativo e acessível. A ideia é aproximar o público da natureza, especialmente das espécies migratórias, e ampliar a percepção sobre a importância da conservação ambiental.

As chamadas “passarinhadas” fazem parte dessa proposta. Durante essas atividades, os participantes são convidados a observar o ambiente de forma mais atenta, identificando espécies e entendendo como diferentes territórios estão interligados no ciclo de vida das aves.

Para Simone, participar da COP15 em Campo Grande também tem um aspecto simbólico, por marcar um retorno ao local onde iniciou sua trajetória profissional e acadêmica.

“Sou sul-mato-grossense e estar em Campo Grande durante a COP15 me traz reflexões sobre o nosso papel como cidadãos planetários, na busca pela conservação da Terra com qualidade de vida para todos”, afirma.

Ao longo dos anos, a pesquisadora ajudou a projetar a capital sul-mato-grossense como referência nacional na observação de avesAtividades terão o objetivo de aproximar as pessoas da natureza no espaço urbano

Durante o evento, o público poderá participar de duas “passarinhadas” abertas, previstas para os dias 24 e 27 de março, organizadas pela UFT, UFMS e Instituto Mamede, por meio do projeto “Vem Passarinhar”.

As atividades são gratuitas e voltadas à população em geral, com a proposta de aproximar as pessoas da natureza no espaço urbano, uma ideia que atravessa toda a trajetória da pesquisadora desde o início, ainda nas salas de aula da rede municipal.

O que é a COP15?

A COP15 é o encontro para tomada de decisões entre os países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias, um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração em toda sua área de distribuição. 

A cada três anos, a  Conferência das Partes (COP), principal instância decisória da CMS, reúne asa 133 partes para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. 

É nesse espaço que os países aprovam planos de ação, atualizam as listas de espécies protegidas e adotam resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.

Durante a conferência, são feitas ainda recomendações para os países membros sobre a necessidade de realizar mais acordos regionais para a conservação de espécies específicas. 

A Conferência avalia os avanços na implementação da Convenção e define as prioridades para o triênio seguinte. 

Por dentro das espécies migratórias

As espécies migratórias se deslocam de um lugar para outro em determinados períodos do ano, seguindo padrões que, na maioria dos casos, são regulares, cíclicos e previsíveis. Esse comportamento ocorre em todos os grandes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos. 

Na CMS, uma espécie migratória é aquela cuja população, ou parte dela, cruza as fronteiras entre países ao longo de seu ciclo de vida. Isso significa que a proteção desses animais depende da cooperação entre diferentes nações.

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