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VESPASIANO MARTINS

Moradores resistem a sair de casas que correm risco iminente de desabar

Emha propôs reassentamento em outra área, mas moradores resistem e pode haver reintegração de posse
03/12/2019 17:42 - GLAUCEA VACCARI


 

Casas construídas no loteamento Vespasiano Martins foram condenadas, após laudo técnico apontar risco de desabamento iminente. Por conta do problema, equipe da Agência Municipal de Habitação (Emha) propôs, nesta segunda-feira (2), que 42 famílias que moram no local sejam reassentadas em outra área, próxima do loteamento, com construção de novas moradias. A proposta tem resistência da maioria dos moradores.

Casas foram entregues em 2016 a ex-moradores da favela Cidade de Deus. No ano passado, laudo técnico emitido pela empresa Etelo Engenharia de Estruturas constatou que, em decorrência do lençol freático aflorante, todas as 42 moradias foram condenadas por apresentarem diversas patologias de construção, mediante uso de técnicas inadequadas para o tipo de solo.

A situação apresenta riscos a vida de crianças, idosos e de demais pessoas da comunidade e, por este motivo, os moradores não poderão permanecer no local. Por conta da construção em local inadequado, famílias relataram que convivem há anos com umidade excessiva, destelhamento de casas, rachaduras nas paredes, entre outros problemas.

Diante do risco iminente de desabamento das moradias condenadas do loteamento , a solução proposta aos moradores foi o reassentamento em outra área e construção das novas unidades habitacionais mediante o novo Credihabita, programa da Agência Municipal de Habitação que possibilita a compra de materiais de construção e contratação de assistência técnica especializada.

A proposta não foi bem aceita pela maioria das famílias que residem no local, segundo a diretora de Desenvolvimento Social da Emha, Maria Helena Bughi. “Apesar de apresentarmos essa proposta definitiva, cerca de 30 famílias ainda não assinaram o documento de adesão, o que nos deixa muito preocupados. Apenas 12 das 42 [famílias] que aqui residem tiveram a consciência de que é preciso deixar o local. Não há mais condições deles permanecerem e não podemos ser coniventes quanto ao risco grave em que todos os moradores daqui estão sujeitos”, disse.

Diretor-presidente da Emha, Enéas Netto, disse que as famílias que residem no Vespasiano não acreditam ser necessário o reassentamento em outra área e chegaram a hostilizar os servidores da Agência de Habitação.

Enéas afirma que os moradores não podem ficar nas residências, pois a situação traz risco a integridade física, e a prefeitura não será omissa diante do caso.

“A Agência Municipal de Habitação irá solicitar à Procuradoria Geral do Município para que adote as medidas cabíveis de reintegração de posse da área”, afirmou.

Felpuda


O sumiço de algumas figurinhas carimbadas da política não acontece em virtude da necessidade de isolamento como uma das formas de prevenção à pandemia. Em verdade, seria porque não têm mesmo o que e a quem falar. Com o advento das redes sociais, quem acha que fazer campanha eleitoral continua como na época do “eu prometo” está a um passo de ver o sonho de conquistar mandato se transformar em pesadelo. Pelo jeito, não estão nem conseguindo dormir.