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NA SAÍDA PARA TRÊS LAGOAS

Preocupados, moradores vão fazer estudos para barrar criação de 'novo lixão'

Projeto teria que ficar pronto até 2022 para substituir a área do aterro sanitário localizado no Dom Antônio Barbosa
29/06/2020 14:30 - Nyelder Rodrigues


 

A possibilidade da criação de um 'novo lixão' em Campo Grande, na região da saída para Três Lagoas, fez com que moradores dos arredores se unissem contra a proposta, que foi recebida com muita preocupação após o Correio do Estado revelar os planos da CG Solurb, empresa responsável pela coleta e tratamento de lixo na cidade.

O aterro ficaria na fazenda Santa Paz, distante 30 km do Centro e a 6,3 km do condomínio de alto padrão Terras do Golfe, núcleo habitacional mais próximo. Porém, o local fica perto de área protegida e de mananciais do rio Guariroba e do córrego Lajeado.

Diante da situação, os moradores resolveram se organizar para discutir ações contrárias a instalação do novo aterro sanitário ali. O prazo para a Solurb abrir uma nova área termina em 2022. Neste espaço, devem ir o lixo de Campo Grande e de cidades como São Gabriel, Bandeirantes, Jaraguari, Rio Negro, Dois Irmãos, Corguinho e Rochedo.

"Temos nos articulado com moradores do Dahma, Shalom e outros residenciais e pessoas proprietários de áreas na região, além de pessoas que já foram ou ainda são do Conselho Municipal de Meio Ambiente para discutir a questão", explica o presidente da Associação de Moradores do Maria Aparecida Pedrossian (Amape), Jânio Batista Macedo.

Já nesta segunda-feira (29) haverá um encontro do novo grupo, por ora denominado Amigos das Águas do Rio Guariroba, marcado para acontecer às 16h no Terras do Golfe. "Já chamamos engenheiros com conhecimento nisso para nos acompanhar. Vamos traçar os passos para nos organizar, senão juridicamente fica difícil", frisa Batista.

O líder comunitário ainda revela que anualmente visita a Bacia do Guariroba e que recentemente foram necessárias medidas para conter o assoreamento na região. Porém, a situação pode piorar com a instalação de um aterro. "São toneladas de lixo por dia, um impacto grande de caminhões. O pessoal está revoltado".

 
 

Vereador prega mais debate

Vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, o vereador Eduardo Romero (Rede) destaca que a instalação de um aterro sanitário, seja qual for o local, precisa atender há vários critérios e passar por avaliação cuidadosa, além de ser alvo de um amplo debate com a sociedade.

"Instalar um aterro - por mais que a tecnologia hoje ofereça condições de minimização de impactos - em áreas sensíveis e de interesse ambiental é sempre um grande risco. Defendo muito debate, transparência e ampla participação da sociedade. Não pode ser só um negócio, é a vida de toda a cidade envolvida nisso. Todo cuidado é fundamental", opina.

Já o presidente da comissão, Gilmar da Cruz (PRB), destacou que é necessário fazer uma visita ao local e avaliar melhor a situação para que uma manifestação mais precisa seja feita quanto à situação relatada.

A reportagem também entrou em contato por telefone com a administração do consórcio CG Solurb, enviando as perguntas por e-mail. Até o fechamento do texto, nenhum retorno foi feito pela empresa. Havendo resposta sobre os questionamentos referentes a essa matéria, os mesmos serão incluídos no texto.

 

Felpuda


Figurinha começou a respirar aliviada, embora ainda esteja na corda bamba. Isso porque mudou de mãos o processo cuja sentença poderá mandá-la para casa definitivamente. Assim, pela “jurisprudência” com a qual o “analista” é conhecido, pode ser que o resultado seja bastante favorável, permitindo que a então desesperada pessoa continue com o assento em Brasília. Vamos ver!