CAMPO GRANDE

Moradores bloqueiam BR-163 em protesto contra corte de luz

Ligações clandestinas foram desfeitas e há protesto na saída para São Paulo
11/07/2019 15:15 - GLAUCEA VACCARI


 

Após corte de diversas ligações clandestinas de energia, conhecida como gato, ser realizada na manhã de hoje em área invadida do Jardim Centro-Oeste, moradores do local iniciaram protesto nesta tarde, interditando ambos os lados da BR-163, na saída para São Paulo, em Campo Grande. No início da noite, os manifestantes começaram a liberar a passagem por alguns períodos, mas mantém o bloqueio.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), equipes estão no local, assim como a Polícia Militar, negociando a liberação das vias. Congestionamento de vários quilômetros se formou no local e os moradores querem a presença de representantes da Energisa ou do Poder Público no local.

No fim da tarde, equipe da Defensoria Pública foi até o ponto de bloqueio e, após conversa, foi liberada a passagem de veículos em intervalos de dez minutos. 

Cortes de energia foram feitos em operação da concessionária de energia elétrica da Capital, a Energisa, com apoio da PM, na Favela do Homex. A empresa estima que no local existam mais de 80 pontos de ligações ilegais, que oferecem riscos de seguranças para os moradores da região, motivo para os cortes.

Segundo a estimativa da própria Energisa, cerca de 1,2 mil famílias do local foram afetadas pelos cortes.

Famílias do terreno ocupado se mostraram surpreendidos com a ação e pediram adiamento do corte de energia, o que não foi concedido, motivando o protesto com bloqueio da rodovia. O grupo foi questionado pelo Correio do Estado,  mas preferiu não comentar. 

* Matéria atualizada às 19h para acréscimo de informações.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".