Cidades

CORONAVÍRUS

Ministro da Saúde orienta que população utilize máscaras de tecido; Veja como fazer

Orientação é para que pessoas saudáveis não comprem máscaras para que o item não falta a quem precisa

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O aumento nos casos de coronavírus tem feito com que a população estoque máscaras e álcool gel em casa, o que, consequentemente, tem deixado farmácias sem o estoque dos produtos em Campo Grande e no Brasil. Diante do cenário, ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta orientou que as pessoas confeccionem suas próprias máscaras, para evitar que a corrida pelo produto hospitalar falte para quem mais precisa.

“Essa questão de máscaras, se temos poucas, vamos deixar para os enfermeiros, médicos. Se for para sair e ir até a unidade de saúde para confirmar, usa uma máscara de pano, confecciona a sua máscara. Eu digo assim, poupe o material de saúde para os enfermeiros e médicos. Eles são as pessoas mais importantes da cidade hoje, o pessoal da Saúde”, disse ao Correio do Estado.

Conforme o Procon municipal, consumidores estão comprando os produtos em grande quantidade para estocá-los. Pesquisa feita pelo Correio do Estado na última semana apontou que os itens que previnem doenças infecciosas e aumentam imunidade, como a máscara, álcool em gel e vitaminas, tem alta procura e as prateleiras já estão vazias em diversos locais.

Apesar da grande procura, a máscara é indicada para quem tem o coronavírus e pode transmitir a doença e pessoas que apresentam sintomas respiratórios, como tosse, espirros ou dificuldade para respirar, para proteger as pessoas ao redor que não estão contaminadas; pessoas, incluindo familiares, que prestam atendimento ou mantém contato com pessoas com suspeita ou confirmação do vírus e profissionais de saúde

Segundo o Ministério da Saúde, o item sozinho não protege contra o vírus e só é efetivo se for associado à lavagem frequente das mãos com água e sabão ou higienização com álcool em gel, que são as principais recomendações para evitar o contágio, assim como evitar aglomeração de pessoas e seguir a etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço.

Para pessoas saudáveis, estudos não demonstraram um benefício claro do uso de máscaras e por este motivo há a orientação para que não se compre o produto em grandes quantidades, já que este ato pode fazer com que falte o item para as pessoas que realmente precisam.

No entanto, caso a pessoa queira utilizar a máscara como uma forma a mais de proteção, sempre aliada as demais recomendações do Ministério da Saúde, a máscara de pano é uma solução. Este tipo de máscara é bastante utilizado por pacientes em tratamento de câncer que se submetem a quimioterapia, que baixa a imunidade, e pode ser feita em casa. 

COMO FAZER MÁSCARA DE TECIDO

O recomendado é que se use tecido de tricoline, que é 100% e resistente, mas ao mesmo tempo é leve e permite que a pessoa respire sem sufocar. O tecido deve ser cortado de acordo com o modelo de máscara de proteção desejada. Lembre-se que ela deve cobrir boca e nariz. 

Outra recomendação é que a máscara seja dupla, ou seja, utilize duas camadas de tecido para aumentar a proteção. 

Faça o molde em um cartão ou qualquer superfície mais dura e utilize para riscar o tecido. Corte o tecido no formato, sempre deixando uma margem maior para fixar o elástico. 

Faça vincos no tecido, conforme modelo abaixo. Prenda o elástico nas laterias e costure. Não se esqueça de medir o cumprimento do elástico de forma que ele não aperte seu rosto, mas também não fique frouxo. 

Antes de utilizar, lave a máscara com sabão neutro. Recomendação é que o item seja utilizado por até duas horas e trocado após esse período. 

Ouça o áudio do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre máscaras Correio do Estado

Clima

Super-El Niño causa altas temperaturas, ameaça soja e pode até matar bovinos

Fenômeno deve provocar ondas de calor em MS e no Centro-Oeste, afetar o plantio da soja e elevar o risco de perdas na pecuária

17/08/2026 05h00

Pesquisador Eduardo Assad durante evento do Instituto Clima e Sociedade

Pesquisador Eduardo Assad durante evento do Instituto Clima e Sociedade Divulgação

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O calorão deste fim de semana, quando a temperatura se aproximou dos 40ºC em Mato Grosso do Sul, é um prenúncio do que está por vir nos próximos meses. A influência do El Niño, fenômeno climático causado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, com consequências em toda a América do Sul, já começou, mas o auge dos efeitos causados por ele deve ocorrer nos meses de outubro e novembro.
Para Mato Grosso do Sul, conforme análise do pesquisador da Embrapa e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Eduardo Assad, o Super-El Niño resultará, sobretudo, em temperaturas mais altas que o normal. Apenas no sul do Estado, a partir do mês de dezembro, podem ocorrer chuvas acima do normal, uma vez que a região é abrangida pelas consequências do fenômeno, que podem atingir o Sul do Brasil e parte do Paraguai e da Argentina.

“O que se tem hoje? A temperatura já está 1,71ºC acima do normal”, explica o professor, ao mostrar um gráfico que indica que a anomalia de temperatura do El Niño deste ano, em curva ascendente, já é superior à do El Niño de 1997, o mais agudo das últimas décadas. Naquele período, no mesmo intervalo de comparação, era registrado aumento de 1,5ºC na temperatura e, no auge do fenômeno, de mais de 3,2ºC.

A análise de Assad foi feita a partir de um modelo com dados de 74 fenômenos El Niño que ocorreram desde o século passado, pelo qual é possível estabelecer padrões de atuação. Isso dá mais segurança também para prever seus efeitos neste ciclo atual, que caminha para ser o mais intenso entre todos os fenômenos passados.

Para a região Centro-Oeste, Assad lembrou, durante seminário promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), em São Paulo (SP), que a perspectiva é de “ondas de calor acentuadas”.
O especialista alertou para as consequências dessas ondas de calor. “Estas ondas de calor podem provocar óbitos nos bovinos, podem secar a soja e, se durarem muito, estas ondas podem até secar o milho”, explica.

Segundo ele, por enquanto, o Super-El Niño deve prejudicar o plantio da próxima safra de soja, previsto para ter início a partir da segunda quinzena de setembro. “O fenômeno vai ter seu pico em outubro e novembro, que é o período em que a gente planta soja no Brasil”, indica.
Apesar da incidência do El Niño, por causa das dimensões continentais do Brasil, Assad afirma que o País continuará tendo uma supersafra, mas que as perdas podem ser igualmente grandes.

“Os eventos que nós tivemos até hoje mostram que, em situação crítica, nós podemos chegar a 10%. Mas 10% está bom? Está bom nada! Estamos falando de 32 milhões de toneladas, é muita coisa, muita coisa”, compara.

Calorão

Monitoramento do meteorologista de Mato Grosso do Sul, Natálio Abraão Filho indica que em Corumbá, ontem, a temperatura passou dos 38ºC, mas a sensação térmica foi de 42ºC. 
Em Campo Grande, ontem o dia foi de muito calor, com temperatura de 34,8ºC e sensação térmica de 38ºC. 

Para a capital do Estado, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais calorão no início de semana: máxima de 38ºC e mínima de 23ºC. 
Não há perspectiva de chuva para esta semana.

Pesquisador Eduardo Assad durante evento do Instituto Clima e SociedadeCampo Grande teve altas temperaturas neste domingo/Gerson Oliveira

TRAGÉDIA NA BR-163

Colisão seguida de explosão deixa quatro mortos e trava a BR-163 em Bandeirantes

Grave acidente envolvendo três carros, uma carreta e um caminhão-tanque mobiliza forças de segurança e provoca quilômetros de congestionamento na tarde deste domingo na região Norte de Mato Grosso do Sul

16/08/2026 20h08

Colisão entre carretas e carros de passeio causou explosão

Colisão entre carretas e carros de passeio causou explosão Reprodução

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Um grave acidente no km 569 da BR-163, em Bandeirantes, a cerca de 70 km de Campo Grande, resultou na morte de quatro pessoas e deixou outras seis feridas na tarde deste domingo (16).

A colisão frontal envolveu pelo menos uma carreta-tanque carregada com produto perigoso e dois veículos de passeio. Após o impacto, houve incêndio de grandes proporções no local.

Equipes da concessionária Motiva Pantanal foram acionadas às 15h24 para atender à ocorrência. O Corpo de Bombeiros e equipes do Samu de São Gabriel do Oeste também foram mobilizados para o resgate e atendimento às vítimas.

O incêndio causado pelo choque entre os veículos envolvidos no acidente também queimou a vegetação às margens da rodovia, o que dificultou o trabalho das autoridades de segurança. 

Vítimas e mobilização

Até o momento, foram confirmadas quatro mortes, segundo a Motiva Pantanal. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas ao Hospital de São Gabriel do Oeste. Uma vítima em estado moderado e duas com ferimentos leves foram removidas para o Hospital de Bandeirantes.

A ocorrência mobilizou uma grande força-tarefa. A concessionária deslocou três viaturas de resgate, dois guinchos leves, um guincho pesado e um veículo de inspeção de tráfego para o atendimento. A sinalização de bloqueio da rodovia também foi implantada para garantir a segurança das equipes e dos demais motoristas.

As causas e a dinâmica da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades.

Caos no trânsito

A BR-163 permanecia interditada nos dois sentidos até às 20h deste domingo. Segundo a Motiva Pantanal, há aproximadamente oito quilômetros de congestionamento no sentido norte e quatro quilômetros no sentido sul da rodovia.

A concessionária acompanha a ocorrência pelo sistema de câmeras e orienta os motoristas a evitarem o trecho até que a rodovia seja liberada.

As condições de tráfego podem ser acompanhadas pelo WhatsApp da concessionária, pelo número 0800 648 0163.
 

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